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Os novos predadores

por jonasnuts, em 14.06.10

Este post vai ser ligeiramente comprido e aviso já que nada do que aqui falarei é invenção. Acontece, hoje mesmo, a todas as horas, em cidades portuguesas, e as vítimas e respectivos familiares nem dão por ela.

 

Então funciona assim: alguém, que diz ser olheiro duma agência de modelos que representa a conhecida modelo A e a actriz de novelas B, aborda uma adolescente num bar, numa sexta-feira ao início da noite. Diz-lhe quem é, e vai de passar o cartão para a mão da miúda, e diz o que qualquer miúda desta idade quer ouvir: acho que tens um óptimo potencial para ser modelo fotográfico e, quem sabe, até entrar numa novela, que eles estão sempre à procura de caras novas e bonitas.

 

Qualquer adolescente quer ouvir isto, e mais, quer acreditar que é verdade. Numa altura da vida em que tudo tem a ver com afirmação e confirmação, e em que aparecer numa revista é o top of the pops, aparecer um "especialista" a dizer aquilo com que secretamente sonham deve ser o equivalente a ganhar o totoloto, mas em bom. Não interessa muito se a miúda é extraordinariamente bonita e com as medidas certas para a indústria. Aliás, isso é o menos.

 

As miúdas vão para casa e contam aos pais, e que é tudo muito sério, e que há uma entrevista, mas que a especialista disse que ela tinha imenso potencial, e ela tem imensa vontade de fazer aquilo, que sempre foi o sonho da sua vida. E já se vê nas capas das revistas, ou no genérico duma novela juvenil da TVI.

 

Os pais têm 3 hipóteses. Cheira-me que a mais comum é ficarem, eles próprios, lisonjeados. Afinal de contas trata-se duma terceira pessoa a confirmar aquilo que eles sabiam desde sempre, a sua filha é a mais linda do mundo (a não ser que tenha irmãs, nesse caso é ex aequo), e vão atrás, eles próprios, da ilusão.

 

A 2ª opção é ir à cautela, vamos lá ver quem são os senhores e o que é que querem e que história é que eles contam, e logo se vê. Claro que estes não têm qualquer hipótese de fazer marcha atrás, porque uma vez aberta a porta dos sonhos da miúda, vai ser impossível fechá-la.

 

E depois há os raros que percebem logo o esquema desde o início e tentam explicar à miúda que a "especialista" não é especialista porra nenhuma, que é um mero engodo para a lista de compras de serviços que terão de ser adquiridos à tal da agência.

 

Porque, caso não saibam, depois daquela primeira conversa há a tal da entrevista com uma especialista ainda mais especialista, que só falta dizer que a miúda é a reincarnação da Claudia Schiffer se esta já tivesse morrido. E a fotogenia, e o brilho, e o cabelo, e tudo o que lhes passar pela cabeça, e que recomendam que se faça uma sessão fotográfica com "profissionais" (paga pela miúda, claro). Mais o book (pago pela miúda, obviamente), mais o curso de passerelle dado pela starlete da moda (pago), e o curso de representação, enfim, estão a ver onde é que isto vai dar, certo?

 

As miúdas empenham as mesadas até ao ano de 2043, os pais financiam a coisa e chegam-se à frente com o €€€, e lá vão elas fazer cursos da treta, e ficam com um book "profissional", que nada mais é do que um álbum de fotografias pesudo-profissionais.

 

E aí andam eles, nas nights das cidades portuguesas (sim, não julguem que é só em Lisboa), a fazer algo completamente legal (?), no fundo "apenas" vendem um serviço, mas a forma como o fazem é desonesta, imoral, oportunista e devia ser proibida.

 

Uma pesquisa nos Blogs do SAPO encontraram vários resultados, dos quais destaco este exemplo, não só pelo post, mas também pelos comentários que ali foram deixados.

 

E não se pode fazer nada? As agências a sério, que as há, fazem o mesmo e está tudo entregue à bicharada, ou há ainda gente séria a trabalhar na indústria da moda, e da representação de modelos e actores, em Portugal?

 

E se fossem brincar com as vossas filhas e deixassem em paz as filhas dos outros?

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25 comentários

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De Jose Rocha a 14.06.2010 às 17:45

Filhos da puta!
(é que sinceramente não me ocorrer dizer mais nada)
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De inesn a 14.06.2010 às 21:42

conheço o caso de uma mãe que levou a filha de 5 anos para fazer uma coisa dessas...deixou lá um escândalo de dinheiro e ainda está à espera do "desfile" (?!) prometido...


(não vou comentar a coisa...)
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De jonasnuts a 14.06.2010 às 22:52

Pá...mas que mãe é que leva uma miúda de 5 anos para uma cena dessas? Das duas uma, ou a miúda tem um talento qualquer e gosta verdadeiramente de fazer algo especial, ou então, a alternativa são as mães que querem à custa viver através das filhas o "conto de fadas moderno". Assustam-me quase mais do que estes predadores de que falo. É que estes gajos não têm escrúpulos, essas mães, não têm discernimento. Para um filho, cheira-me que é pior ter uma mãe pirada :)
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De inesn a 14.06.2010 às 23:01

a mãe não é pirada...acho que é muito ingénua e que não tem qualquer noção do que está a fazer.
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De Alcides a 15.06.2010 às 00:17

Só para confirmar que já vi desses predadores a atacarem presas fáceis, e confirmo também que não é só em Lisboa, na província também os há.


Óptimo post pela denúncia, e espero que tenha a divulgação que merece.
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De jonasnuts a 15.06.2010 às 09:28

O caso que eu conheço não é de Lisboa, é duma cidade mais pequena :)
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De Luís Ferreira a 15.06.2010 às 10:01

E esses predadores também já "atacam" nas escolas. Aconteceu na escola onde uma amiga tem o filho com 5 anos (!), onde se apresentaram com a intenção de fotografar os meninos(as) – coisa que a maior parte dos pais fez quando era criança, mas isso era no tempo em que não proliferavam máquinas digitais e outros gadgets com câmara –, e no final do pedido de autorização, com os valores a pagar incluídos, lá diziam que haveria a possibilidade de vir a ser seleccionado para fotografias de catálogos, desfiles de moda, etc.
Espantem-se, mas excepto a minha amiga, todos os outros pais aceitaram que os filhos fossem fotografados. E depois, esta minha consciente amiga, teve que passar uma semana a explicar ao filho porque é que foi o único menino da escola que não foi fotografado.
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De jonasnuts a 15.06.2010 às 10:05

Sim, qualquer pai que se preocupe um bocadinho com as questões de privacidade é olhado de lado, muitas vezes pela própria escola :)

No ano passado o meu andou na vela, no Verão, e qual não foi o meu espanto quando encontrei online fotos do puto na vela, no site da escola. E quando reclamei, não perceberam "mas ele está tão feliz, que mal é que tem uma fotografia duma criança feliz?". As pessoas não percebem.
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De Luís Ferreira a 15.06.2010 às 10:33

Concordo, mas não gosto de entrar em paranóias.
Na última reunião do infantário do meu filho fiquei espantado com o nível de paranóia (desconhecimento, loucura, "you name it"...) de alguns pais.
O caso é que, os avós do meu filho vivem longe do Porto (uns em Coimbra e outros no Brasil), não tendo a hipótese de ver os painéis fotográficos das actividades que montam na sala de aula. Ofereci-me para fazer um blog privado da sala, com acesso por convite e usando password, com a autorização dos pais (só publicávamos fotos com os filhos de quem autorizasse). Alguns levantaram tantos problemas (a maior parte baseada no desconhecimento, que anda de mãos dadas com a paranóia) que desisti na hora. 
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De marco a 16.06.2010 às 01:19

Nao podemos generalizar, desde miudos que se faz fotos nas escolas com os miudos... não é por agora haver maquinas digitais que se vai deixaar de fazer. É verdade que há muitos esquemas e pessoas mal intencionadas... tambem é verdade que há muitos profissionais serios.

Mas isto nao é so na fotografia, mas em tudo na vida...há que separar o trigo do joio...

Penso que o topico inicial é valido, levanta algumas questoes pertinentes... agora li muitos comentarios que prestam um pessimo serviço a quem os estiver a ler pois sao completamente errados na sua assunçao de verdade.
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De Helena a 15.06.2010 às 10:21

Posso acrescentar que também abordam rapazes. O meu filho foi aliciado e o cartão com os contactos esteve na secretária por algum tempo. Felizmente, não telefonou.
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De rita maria a 15.06.2010 às 17:04

Grande post, vou já distribuir de todas as formas possíveis. E eu que sempre acreditei naquela do sonhar é grátis....
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De I. a 15.06.2010 às 17:22

Se calhar corro o risco de ser apedrejada por esta opinião, mas cá vai.
É desonesto e imoral? É, porquie criam uma falsa expectativa.
É ilegal? Não, vendem um serviço que é prestado (embora mal), pelo que não se trata de uma burla em sentido jurídico. Uma coisa é vender terrenos na lua, outra é cobrar um bambúrrio de dinheiro para fazer o book. Se as pessoas  sentem que o serviço é mau e eles não cumpriram o contratado, podem apenas pedir uma indemnização civil.

Posto isto. Ainda há quem caia nestes contos do vigário??? Ora bolas, devem ter um O de otário tatuado na testa. Canudo. Quando eu era adolescente, tinha um amigo que não aparentava mais de 20 anos (tinha 17) e se apresentava a miudas como fotógrafo de moda. Algumas ainda ficavam na dúvida, e aquilo era um gozo, que nem ele tinha esperanças de "sacar" alguma assim! Era mesmo parvoeira, que o resto do grupo normalmente não estava longe, a rir a bandeiras despregadas.

Acho que quem cai é porque é burro, deslumbrado, e tem uma excessiva boa opinião de si próprio ou da sua prole. Andam a ver muitos filmes. E esse pessoal conta sempre com isso (um dos elementos essenciais da burla, seja a criminosa ou em sentido lato, é a colaboração da vítima, a quem é oferecida uma vantagem desporporcionada mas que sente que vale a pena ou merece tal vantagem).

E, já agora, sempre ouvi dizer (tive duas colegas "modelas", na secundária, 12º ano), as agências funceminam mesmo assim. As mais sérias, que não têm tempo a perder com wannabes, mandam-nos de volta. Muitas registam e mandam-nos fazer uns cursinhos e sessões fotográficas, que, verdade seja dita, sem isso também não arranjam trabalho nos castings. E se não se trata de potenciais Kates Moss, é claro que o serviço do fotógrafo é a pagar. Havias de ter visto o portfolio de uma dessas minhas colegas, era de chorar a rir, uma pessegada... mas a fulana lá passava modelos em shoppings.

A falta de tino dos pais que embarcam nisto é gritante, só te digo.

(quando vi o título do post julguei que era uma cena mais séria, tipo irem fazer uma inocente sessão fotográfica e acabarem em roupa interior, isso sim é mesmo uma coisa séria e criminosa, e acontece)


 
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De jonasnuts a 15.06.2010 às 17:40

Não é ilegal, não senhor, mas é imoral, e é disso que eu me queixo, principalmente porque as vítimas são jovens, que ainda não têm total capacidade de discernimento, e a forma como a coisa é feita anda ali resvés campo de ourique no limite da burla.

E as pessoas caem, porque se deslumbram.

Sim são otários, mas não deixa de ser lamentável :)
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De rita maria a 16.06.2010 às 08:39

Acho que em sociedade, sem ser paternalista, temos de proteger o direito a ser otário - eu tenho o direito a confiar no outro sendo muito burrinha, porque a lei está do meu lado, ele não tem o direito de me enganar. As pessoas sabem que o bilhete de avião não vai custar 1€, mas as companhias estão proibidas de o dizer. Eu sei que o refrigerante não pode ter 0 calorias, mas se ele não o tiver o Estado proíbe-o de o dizer. Há imensas universidades que, num raciocínio semelhante, deixaram de prometer saídas profissionais.

Nao sou jurista, mas se uma quantidade de pessoas fingindo qualificação e experiência que não têm na realidade, garantindo que representam startlets adolescentes que na verdade nunca representaram (aqui estamos no domínio claro da fraude), convencem adolescentes de perspectivas que de boa fé não acham que elas tenham e oferecem serviços que não têm a qualidade anunciada, não vejo o que falta para isto ser burla...
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De I. a 16.06.2010 às 11:10

Rita, eu concordo apenas na parte em que o Estado deverá proteger moderadamente o direito a ser otário. Não sou nem liberal nem libertária, pelo que entendo que o Estado não se deve imiscuir nos assuntos privados mais que o necessário a garantir um mercado justo. É claro que o problema é saber o que é isto de justo, e eu entendo que passa por garantir o acesso a informação fidedigna. Daí que, sendo a informação passada ao consumidor errónea, de forma a viciar a sua vontade quando contrata, este tem o direito a resolver o contrato e ser indemnizado pelos danos.

Em casos de informação errada quando há um dever legal de informar (por exemplo, etiquetagem de alimentos, que bem referes), pode estar ainda em causa uma contra ordenação (forma de sanção de ilícitos sociais que não têm dignidade criminal).

Ora há condutas que são fraudulentas do ponto de vista do direito civil, mas não são burlas criminalmente. A burla é um tipo de crime tramado (principlamentre para se provar). Implica a intenção por parte de alguém de obter um enriquecimento ilegítimo, através de erro ou engano sobre factos que astuciosamente provocou, determinando outrem à prática de actos que lhe causem prejuizo patrimonial. Se no caso de venda de terrenos na lua isso é obvio, neste caso é mais complicado. Afinal são empresas devidamente constituídas, que se dedicam ao agenciamento, e que efectivamente prestam os serviços que promovem. Angariam incautos com métodos e promessas pouco claras? Bom, é a publicidade no seu melhor. Como a dos cremes para estrias e celulite, que bem tentam convencer-nos que ficamos com a pele de bebé e as pernas de modelo das meninas dos anúncios. Não é burla, é persuasão.

Protecção ao consumidor? Sem dúvida! Mas o Estado não se pode substituir ao consumidor no momento de tomar a decisão. Não pode tomar o consumidor como ser acéfalo e destituído de espírito crítico. Que é o que os pais das crianças e adolescentes angariados por este meio o são. Porque se não me admira que uma miuda de 15 anos embandeire em arco com estas loas, já um adulto ir na conversa me parece um verdadeiro atestado de estupidez, digo eu, que fui criada por uma senhora mãe que me incutiu um espírito crítico muito forte, e um sentido de responsabilidade pessoal nas decisões tomadas: informa-te, decide, e age. Mas não responsabilizes outros pelas tuas decisões, a não ser que a informação seja claramente viciada e tu não tinhas hipótese, pelo teu bom senso e capacidade de análise, de o perceber.

 
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De rita maria a 16.06.2010 às 12:12

Acho que no geral concordo. Claro que o Estado nao se pode substituir à inteligência de cada um, mas o Estado define o conjunto de condiçoes que têm de estar reunidas para tomar decisoes, por exemplo a necessidade de as informaçoes dadas serem verdadeiras...

Se uma agência em vez de agenciar modelos for apenas uma empresa de prestaçao de serviços,  prestar esses serviços constituir a sua única actividade lucrativa e esses serviços forem vendidos como condiçao para uma actividade (a representaçao e agenciamento de modelos) que nunca chega a ter lugar, acho que isto seria um caso clássico, ou nao? Ainda por cima juntando o facto de mentirem quanto às estrelas que representam.

Por outro lado é verdade que o mais comum sao as zonas cinzentas e à primeira passagem de modelos no centro comercial da terrinha a minha teoria ia por água abaixo.
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De jonasnuts a 16.06.2010 às 17:08

Eu acho que o estado não é para aqui chamado, mas aquilo a que vulgarmente se chama de sociedade civil, sim. O estado já regulou e já legislou.....agora são as pessoas que têm de pensar pela sua cabecinha, e, sem querer fazer do meu post um exemplo seja do que for, eu acho que os espaços de intervenção das pessoas servem para isso mesmo, para denunciar coisas que achem que estão erradas, para que quem aqui venha possa saber da coisa. Agora, se depois de ler isto e outras coisas, alguém decide que deve ir lá e pagar os tais serviços à tal empresa, isso é problema dela.....

Os pais têm um bocado a mania de quererem evitar que os filhos batam com a cabeça nas paredes (nota-se muito que falo por mim? :), mas esquecem-se que às vezes, os putos têm mesmo de bater com a cabeça nas paredes, para se magoarem e para aprenderem que há muros que devem evitar. Custa (a nós, pais e pessoas próximas), mas é assim que se ganha experiência.

Se bem me lembro da minha adolescência, a forma mais rápida de eu fazer alguma coisa era um adulto dizer-me que não a devia fazer, porque ele já sabia que o resultado não ia ser bom. :)

Alertar, informar, responsabilizar. Se mesmo assim quiser, siga e arque com as consequências (e com as despesas, já agora) :)
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De jls a 15.06.2010 às 18:52

Excelente post.

Tenho uma amiga que embarcou na história e gastou o que tinha e não tinha, apesar dos avisos. Sendo imoral é verdade que não é ilegal mas estará quase na fronteira.

As agências que prestam estes supostos "serviços" deveriam informar à partido todos os custos envolvidos assim como a suposta taxa de retorno. Ou seja o numero de casos de sucesso e de insucesso de todos os que ali passam.

Infelizmente há outros casos que sendo menos graves também são imorais. Nalgumas imobiliárias, como p.e. a Remax, é necessário gastar pequenas fortunas para começar a trabalhar. Os cursos, os cartões a utilização dos computadores etc. Também os ginásios já viram a mina que podem explorar. Os coachs, os PT e todos os funcionários que por ali circulam antes de ganharem o deles tem de fazer cursos e cursinhos e uma série de outras tralhas. Enfim é a exploração ao seu melhor nivel.

Desculpa o tamanho do comentário.
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De marco a 16.06.2010 às 01:24

Nao podemos generalizar, desde miudos que se faz fotos nas escolas com os miudos... não é por agora haver maquinas digitais que se vai deixar de fazer. É verdade que há muitos esquemas e pessoas mal intencionadas... tambem é verdade que há muitos profissionais serios.

Mas isto nao é so na fotografia, mas em tudo na vida...há que separar o trigo do joio...

Penso que o topico inicial é valido, levanta algumas questoes pertinentes... agora li muitos comentarios que prestam um pessimo serviço a quem os estiver a ler pois sao completamente errados na sua assunçao de verdade.

Ate um pai que é contra a fotografia na escola (feita por profissionais) mas depois já quer criar um blog com as fotografias dos miudos (resta saber fotografados por quem???)

Hoje em dia democratiza-se tudo... a fotografia é digital, logo nao custa dinheiro... qualquer pessoa com um telemovel faz igual. Esquecem-se que uma maquina pode custar 8000€, uma lente pode custar 3000€, o aluguer de um estudio pode custar 100€/hora ou entao se quisermos um estudio proprio pode custar centenas de euros/mes... isto tudo terá de ser obviamente pago... pois como os srs... tambem nos temos de viver e pagar as contas.

Estejam alerta claro... protejam os v/filhos como eu protejo os meus mas nao criem drama nas fotografias ... ou nao mais do que devam.
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De Luís Ferreira a 16.06.2010 às 09:15

Marco, está a confundir as coisas. A fotografia na escola aconteceu com uma amiga, não comigo. Já o blog era privado, não tinha fins comerciais, e as fotos são feitas normalmente pela educadora, que elabora um "dossier" com as actividades deles (apenas as passaríamos a ter num blog privado, e não só nos painéis do infantário).

Para sua informação, eu tenho um blog "aberto" (sem limites de visualização) com fotos do meu filho, para que parte da minha família e amigos que vivem no Brasil e Inglaterra possam ver. Coloco fotos no Facebook e convivo bem com isso.


Para que fique claro, eu criticava a atitude de alguns (não todos) profissionais, e a paranóia generalizada sobre o tema. Se não fui explícito no post anterior, espero que agora fique clara a minha posição.
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De marco a 16.06.2010 às 10:48

Volto a referir que o post é excelente, as respostas nem por isso. Isto porque insisto que em tudo existem bons e maus profissionais e neste topico ao contrario do que agora diz apenas se criticam os profissionais sem distinção se são bons ou maus. Aqui criticou-se toda e qualquer pessoa que chega a uma escola e apresenta uma proposta de fotografia...

Enganam-se se pensam que uma simples maquina digital ou telemovel faz o mesmo que um profissional de fotografia qeu tem obviamente outros meios, outros conhecimentos e outras capacidades.

É muito importante saberem distinguir um impostor (o mau profissional) do bom fotografo (aquele que fará o que os pais com os telemoveis nunca serão capazes de fazer).
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De Luís Ferreira a 16.06.2010 às 11:03

Marco, não critico meios, nem recursos e muito menos as capacidades – profissionalmente, trabalho quase todos os dias com fotografia e percebo bem as diferenças entre trabalho amador e profissional.
O que critico são as intenções de quem o faz. Bons e maus profissionais, com boas e más intenções, existem em todos os sectores. Estou longe de colocar todos os fotógrafos dentro do mesmo "saco".
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De marco a 16.06.2010 às 11:09

Luis,

Exacto... foi essa a exacta mensagem que quis passar. O mesmo acontece com as agências de modelos... existem boas e más, boas mais seria qeu outras e más tambem mais serias que outras.

Temos de ter o descernimento (coisa que não vi muito por aqui até este momento, onde se critica a "direito") de saber distinguir o que é sério do que não o é.

Obviamente que é uma matéria sensivel, mas que pessoas com conhecimentos têm obrigação de discutir com elevação e encontrar soluções e não apenas identificar problemas... um problema só o é se houver uma solução.

Obrigado pela partilha
Marco
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De Patricia Tavares a 06.05.2012 às 00:37

A ActinModels é uma delas, a minha irmã fez lá o curso pagou 700€ pra nada, enganaram ela e muitas outras pessoas. Se soubesse o que sei hoje, não se teria inscrito nessas escolas... é mm pra enganar os pais. Xulos de merd...

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