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Tron

por jonasnuts, em 11.03.10

Tron é um filme de 1982. Tem quase 30 anos. Vi-o quando estreou e adorei. Passou relativamente despercebido. Aliás, era pouco fashion dizer-se que se tinha ido ver e, pior, que se tinha gostado.

Mas eu gostei, mesmo apesar de, na altura, ainda não ser cool gostar do Jeff Bridges, porque, lá está, na altura ele ainda não era o "Dude" nem o Baker Boy . Há pessoas para quem os actores só se tornam bons depois de fazerem filmes com realizadores intelectualóides. Eu, que não sou dessas frescuras, já gostava do Jeff Bridges (e sim, também adorei o Starman).

 

Comprei a edição especial do DVD comemorativa do 20º aniversário, e não alimento muita expectativa em relação ao remake que estão a fazer neste momento. Lá está. Só tem um cheirinho de Jeff Bridges, e tem tudo para se tornar num festival de CGI. Não gosto de festivais de CGI, prefiro, de longe, boas histórias (por isso é que o Avatar, viu-se, mas não entusiasmou).

 

Seja como for, para as novas gerações, é preciso elevar a fasquia, não os obrigar a pensar muito, encher-lhes os olhos com efeitos especiais que desafiam as leis da física e não só, e gastar mais milhões, porque os filmes também vendem pelo dinheiro que custaram.

 

Fiquem com o trailer mais recente.

 

 

 

 

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2 comentários

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De António Bento a 12.03.2010 às 01:25

Belos tempos. Adoro o Tron, o Starman, e o Jeff Bridges, não recordo uma má prestação dele. Sabias que para o Taxi Driver era uma das opções do Scorcese para o papel do de Niro? Devia ter sido muito interessante. Havia também um filme da época das descobertas dos CGI, The Lawnmower Man, salvo seja com o Pierce Brosnan e Jeff Fahey (esse nunca consegui ter). Possívelmente foram essas imagens que alimentaram a geração de cineastas actual.
Eu gostei do Avatar. Aquilo é um sonho do Roger Dean em 3D. Acho que desde o The Fall que não via imagens tão lindas. Mas também gostei do modo como os humanos estão confinados detrás das suas máscaras, dentro dos edifícios, dentro das máquinas, incapazes de tocar a beleza do mundo que os rodeia sem um interface. E estava a ver aquilo em 3D e apercebi-me que estava no meio dum mundo que não existe e que se tornou por instantes mais real do que o meu. Quando se acenderam as luzes e tirei os óculos pareceu tudo bidimensional e pálido. E estou aqui a trocar impressões com uma Jonas que nunca vi, e que em muitos sentidos é mais presente do que o vizinho do lado (não é o caso mas entendes). E vá lá que ainda não estou na fase chatroulette - obrigado por essa pérola.
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De João Tomé a 12.03.2010 às 17:06

Eu tinha um ano quando estreou, mas vi uns anos depois através do clube vídeo. foi dos primeiros filmes que aluguei. para mim foi um misto de espanto, admiração e alguns sonhos e às vezes pesadelos sobre o filme.

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