Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]






Arquivo



Bullying ou rufias (como queiram)

por jonasnuts, em 08.03.10

Sou primeira filha. Até aos 3 anos, os meus pais, que trabalhavam ambos fora de casa, deixavam-me de manhã em casa dos meus avós e iam-me buscar ao fim do dia. Nada de infantários, creches ou contacto com outras crianças.

 

De repente, tinha eu 3 anos, nasce-me uma irmã, e vai tudo para o infantário, por razões que agora não vêm ao caso.

 

Ora eu, era uma flor de estufa, como poderão calcular. A menina, a princesinha que punha e dispunha em casa dos avós, de repente, viu-se atirada aos lobos, os gandulos que já sabiam da poda porque estavam no infantário desde que tinham 1 mês (na altura era o que havia de baixa de parto). Em casa dos meus avós, faziam-me as vontadinhas todas, não gosta desta comidinha? A avó faz outra (e fazia), enfim.....aturavam-me as manias todas, próprias de quem tem 3 anos e percebe que faz daqueles adultos os que quiser, Em casa fiava mais fino, mas mesmo assim, era eu o centro das atenções.

 

Ora, de repente, não só deixo de ser o centro das atenções em casa (a mais nova, evidentemente precisava de mais atenção) como me atiram para um meio agressivo, cheio de adultos para quem eu era apenas mais uma, e, sobretudo, para o meio de uns selvagens que não percebiam que eu era mais importante, e que me batiam, e que me roubavam os brinquedos.

 

Não sei quanto tempo durou, sei que me lembro de odiar ir para a escola. Lembro-me de chorar baba e ranho, lembro-me de odiar os professores, lembro-me de ser muito boa aluna, especialmente a português e de perceber que nem assim me safaria.

 

Lembro-me de me queixar em casa que os outros meninos me batiam, mas não sei se fizeram alguma coisa.

 

Lembro-me, sobretudo, da primeira estalada que dei na escola. Um dia farta de levar biqueiros, e puxões de cabelo, e beliscões, e empurrões, virei-me aos maus.

 

 

Foi remédio santo. Assim que percebi que afinal não era tão impotente como isso, e que quem vai à guerra dá e leva e que a melhor defesa é o ataque (vestígios da tropa do meu pai) e, principalmente, porque era corajosa, e nunca fui de andar à luta como as meninas (se era para bater era de mão fechada e os pontapés iam direitinhos ao sítio certo), a coisa resolveu-se.

 

Fui vítima de bullying? Fui. Não tinha era um nome tão fino. Como é que resolvi? Olhem, desenrasquei-me. Os meus pais deixaram de ouvir queixas minhas em casa, passaram a ouvir queixas de mim, na escola. Do mal o menos, terão pensado.

 

É difícil o equilíbrio entre a protecção que queremos dar aos nossos filhos (e se eu sou mãe-galinha) e a autonomia que temos de lhes dar, para se desenmerdarem, para fazerem pela vida, para se desenrascarem, para aprenderem a resolver problemas.

 

É sempre um dilema. Protejo-o e transformo-o numa flor de estufa, vou à luta por ele, vou à luta com ele, deixo-o da mão para ele resolver?

 

Penso que optaria por um misto. Ia à luta diplomática com ele, e se fosse preciso, nas costas dele, dar um enxerto de porrada nos pais das criancinhas bullies, acho que também se arranjava.


Autoria e outros dados (tags, etc)



24 comentários

Imagem de perfil

De L. a 08.03.2010 às 22:51

UI ui Jonas, como pode ser complicada essa questão. O q aconteceu recentemente remete me para os meus onze anos. 5º Ano feliz da vida com as novidades todas e numa escola normal vejo-me à nora com uma miúda parva repetente q embirra gratuitamente comigo, ainda levava desaforos para casa na altura e eu tinha onze ela treze e a irmã dela, uma cabra do pior, 15 e viviam em sítio mt pouco recomendável onde dançavam navalhas e impropérios por dá cá aquela palha. Sofri horrores e eram tantas as ameaças q contei em casa, o meu avô passou-se e foi ter com as miúdas à saída das aulas, e em nada deu... no dia seguinte perguntava-me a mais velha de mão na anca se eu achava q o meu avô lhe ia bater no cuzinho e isto seguido do gesto, eu ingénua e sossegada a achar aquilo tudo uma escandaleira e a n saber co q linhas me havia de cozer.
Era mesmo horrível, elas tinham companhias que me esfanicavam em 3 tempos se eu me defendesse ao estalo e n era no tempo em q havia suspensões por dizer que " não dou o meu telemóvel" ao professor.
Lembro-me q sempre as olhei nos olhos e nunca baixei a cabeça e que nunca fugi mesmo qd me pareciam gigantes, acho q a mais velha acabou por sair devido à idade e a da minha turma ( irmã da outra) chumbou e ficou no 5º ano de novo. Recordo-me vagamente mas penso q foi assim um ano lectivo inteiro até eu passar pró 6.

Quem me conheça hj acha inacreditável esta estória mas é verdade. Contudo cresci, nunca mais levei desaforos pra casa e se hj encontrasse a cabra da Ana Maria acho q tinha q lhe fazer a folha. Um bocado rancoroso n? em memória à criança q fui :)

Em relação ao presente, vejo ( de ver mesmo) que os miúdos sofrem muito e são mt discriminados, e nem sempre é tão linear para eles perceberem as defesas q têm até pq raros são os que têm pais q lhes expliquem isso, q estejam atentos, q entendam as entrelinhas e q as queiram entender.

Claro q sabemos todos q nem todas as pessoas estão preparadas para uma socialização mt diferente daquela q aprenderam com os seus pais e educar miúdos é mt difícil, criá-los não mas educá-los sim.

Saudades de passar por aqui mas a ler sempre.



Imagem de perfil

De L. a 08.03.2010 às 22:53

Fora as gralhas leia-se coser e n cozer. Isto de se deixar de escrever... :)
Sem imagem de perfil

De Marta a 08.03.2010 às 23:00

Não sei até que ponto o que é chamado de bullying é o mesmo que relata do seu passado. Foi a menina mimada que aprendeu que não era o centro do universo, andou em escaramuças para "aprender" e "ensinar". E os casos de miúdos que sempre souberam que não eram o centro do mundo, que mesmo lutando e batendo no sítio certo, andam anos em sofrimento só "porque sim"?!? Escaramuças entre colegas há muitas, mas durante meses e anos os mesmos a baterem nos de sempre... acho que não é ser um simples rufia.
Sem imagem de perfil

De Carlos Andrade a 08.03.2010 às 23:07

Bastava teres escrito o último parágrafo.
Honestamente, nestas histórias todas não sei onde andam os pais.
Imagem de perfil

De jonasnuts a 09.03.2010 às 09:28

Desde sempre, mas principalmente desde que sou mãe, aprendi a não me precipitar nesse tipo de conclusões. Os pais, sei lá, andavam eles próprios assustados com as famílias dos rufias? Andavam de mãos atadas porque não tinham mais escolha de escolas? Os pais, do que vi, fizeram as coisas certas, falaram variadíssimas vezes com a escola, levaram ao hospital, apresentaram queixa na polícia...... Andavam ocupados a tentar manter os empregos? Andavam aflitos com outras questões importantes? Andavam eles próprios convencidos de que era assim? Não sei. Mas para mim e fácil de falar, de barriga cheia, se o puto é vítima de bullying, vou lá, parto aquela merda toda e mudo o puto de escola. E quem não pode (ou não sabe) ter esta atitude? Difícil.
Sem imagem de perfil

De J a 08.03.2010 às 23:24

Jonas, ler o primeiro parágrafo é olhar para um espelho - é engraçado o que duas pessoas podem partilhar sem o saber...

Acho que há mais do que um "bullying" generalizado. Das duas uma, trata-se mal alguém a que se acha superior, ou inferior.
Tive colegas que só se sabiam exprimir pela violência física ou emocional, que seria previsivelmente o que viveriam em casa, mas assim que a criança tem idade para saber o que faz são precisos limites. Gostei da sugestão do último parágrafo! Não sei quem é o mais adequado - pais, familiares, professores, a criança que está a ser vítima - mas alguém tem de parar o ciclo..
Sem imagem de perfil

De Diogo Pinto a 09.03.2010 às 15:44

Jonas, está visto que te tens demasiado em conta. Para começar, não foste, de todo, vítima de bullying. Mais que violência física, bullying consiste num terror psicológico que maior parte dos adultos não são capazes de imaginar. Não é levar um ou dois estalos. É roubarem o dinheiro dos almoços, deixarem-te nódoas negras todos os dias e mesmo humilharem-te em frente aos teus amigos e colegas.

Se achas que o que sofreste é bullying, não poderias estar mais enganada. Foste alvo de um rufia, com a mania da superioridade, mas conseguiste superar. Maior parte das crianças não conseguem, até se separarem do "predador".

Quando li pela primeira vez este post fiquei com a impressão que tens uma ideia de "fracos" daqueles que não se conseguem "desenmerdar" nestas situações. Pois bem, eu queria ver se a situação de suicidio mais recente tivesse sido com um dos teus, achavas que era tão fácil "desenmerdar" actualmente como era no passado.

Bem me lembro de ser ameaçado na escola de morte, de me baterem. O medo de entrar na escola era tanto que tinha que me refugiar nas "saias" das professoras, mas antes a humilhação que algo pior.
Imagem de perfil

De jonasnuts a 09.03.2010 às 16:39

Levar porrada, todos os dias, com 3 anos, de alunos que eram mais velhos que eu, por acaso, achei que era bullying. Tinha terror de ir para a escola, chegava a ficar doente. Não me ameaçavam de morte, porque penso que aos 4 ou 5 anos esse conceito não existe. O facto de ter acontecido quando eu era mais nova, não quer dizer que não fosse bulying.

A violência sistemática, na escola, é considerada bullying a partir de que idade?
Sem imagem de perfil

De Marta a 09.03.2010 às 23:54

Agora não percebi. Era "briga de escola" ou era requinte de malvadez?
No post dá a entender que era a menina mimada que achava que era a única no mundo e descobriu que não era, que tinha que partilhar o espaço, os adultos, as atenções com os outros. E que pelo meio andava à porrada como qualquer criança normal, isto é, levava, mas também dava.
Agora diz que não queria ir à escola por violência sistemática, como se não se tivesse podido nunca defender.
São coisas diferentes. Uma vitíma de bullying não é v´´itima de um rufia. É vitima de uma pessoa pérfida. Rufia é aquele que "só quer aparecer", que até bate (no primeiro que lhe aprece à frente e não numa(s) pessoa(s) quase escolhida(s) a dedo), que até ameaça, que até discute com os pais, com os professores e funcionários, mas só até ao dia que alguém "lhe põe o dedo no nariz" e o deixa manso como um cordeiro.
Um bully (apesar de a tradução ser rufia) vai mais além disso. É aquele que bate, que humilha, que destrói até levar a que alguém pegue numa arma e mate todos os que lhe aparecem à frente, até que alguém se atire de uma ponte. E faz isso "só porque sim". Basta ver que quando alguma vítima se rebela e/ou revela as pessoas à volta dizem: "AH! X fazia-lhe Y . Mas não sei porquê." Nunca ninguém entende porquê.
Porque muita porrada levei eu, sem qualquer motivo plausível (se é que há motivos desses para a violência). E não considero que as crianças que me puseram muita vez a sangrar do nariz fossem desses bullys. Eram crianças mal formadas, mas não eram pérfidas. Bastou aguém metê-los no seu sítio e nunca mais tive problemas no nariz.
Acho que o bullying acaba por ter uma idade miníma para acontecer. Tem a ver com a compreensão do mundo e há crianças que compreendem mais cedo que outras. Ao perceberem o poder da manipulação e, passo a redundância, o poder do poder sobre os outros, só nessa altura é que podem ser os perpretadores desse conceito que é novo, apesar de o problema ser velho.
Imagem de perfil

De jonasnuts a 10.03.2010 às 00:06

Foi o pior de dois mundos, descobri da forma mais dura que não era o centro das atenções. Passei do 8 para o oitenta.

Quanto à capacidade de manipulação, presumo que não tenha filhos, já que essa manipulação começa a ser exercida desde os primeiros momentos de vida duma criança. Cabe aos pais orientar essa capacidade, e ceder ou não, à manipulação.
Sem imagem de perfil

De Marta a 10.03.2010 às 19:21

Sei isso perfeitamente.
Mas a manipulação para atingir um objectivo (que tanto pode ser feita a familiares como colegas, para se obter colo, mimo, o doce preferido, ficar a ver televisão até mais tarde, o telemóvel XPTO, os ténis que custam os olhos da cra, o dinheiro do lanche, "este-brinquedo-específico-que-eu-não-queria-até-tu-agarrares-nele" etc, etc, etc) não é o mesmo que a manipulação com o prazer de manipular.
O primeiro tipo é birra, que pode ter mais ou menos força,ter mais ou menos impacto na vítima, pode ser mais ou menos recorrente conforme quem se apresenta à frente do manipulador birrento.
Mas se uma criança com 3 anos consegue manipular só pelo prazer de ver o outro aniquilado (coisa que até hoje nunca ouvi falar), pois bem, estamos perante a um monstro e não a um ser humano.
Sem imagem de perfil

De António Bento a 11.03.2010 às 11:28

Bullying aos 3 anos...
Sem imagem de perfil

De Diogo Pinto a 09.03.2010 às 15:45

O comentário que escrevi em cima está um tanto desarticulado: culpem o frio de rachar que faz por aqui no Porto.
Imagem de perfil

De Dylan a 09.03.2010 às 16:06

O caso de bullying ocorrido em Mirandela vem expor à saciedade a gravidade desta praga. O problema já ultrapassou os portões escolares para entranhar-se de uma forma asquerosa na vida social e no local de trabalho. Porque não estamos a falar apenas de uma obsessão pelo poder, da dominação sobre um indivíduo, mas de um agressor que ameaça tornar-se num potencial criminoso. Esta forma de intimidação pode ter tido origem dentro do ambiente familiar onde a educação infantil não foi devidamente acautelada. A escola de Mirandela foi a primeira a descartar-se, por isso, à semelhança do que aconteceu noutros países com casos semelhantes, deveria ser duramente responsabilizada, começando pelo autismo das chefias e reforçando a vigilância preventiva de todos os intervenientes do sistema educativo.
Imagem de perfil

De jonasnuts a 09.03.2010 às 16:41

Eu por acaso acho que o percurso é o contrário, não sai dos portões da escola para casa, mas extravasa o ambiente de casa, e vai até à escola.
Sem imagem de perfil

De anónima a 09.03.2010 às 16:58

Fui vítima de bullying desde o 5º ano até à universidade.
Tudo começou em 1991. Eu e os meus pais mudámos de casa e como ia para o 5º ano fui para uma escola preparatória (como se chamava na época). Era tímida, não conhecia ninguém e não me metia com ninguém. Até que um dia, 2 colegas minhas me começaram a chamar nomes e os outros começaram tb. Para piorar, um dia, o almoço na cantina era almôndegas (q ainda hoje n gosto) e uma funcionária fez queixa de mim à Presidente do CD por eu não ter comido. A minha mãe foi chamada à escola, alertou-a para o facto de me andarem a chamar nomes e essa senhora pura e simplesmente insultou a minha mãe!!!
No final do 1º período, tudo ia de mal a pior. Um colega tinha-me ameaçado com uma navalha e outros 2 (de famílias disfuncionais) perseguiam-me e batiam-me. Os meus pais foram aconselhados pela escola a arranjarem-me um psicólogo. Quer dizer, a "maluca" era eu!!!
Na época os meus pais não tinham possibilidades de me porem num colégio particular. Tive que aguentar mais 1 ano nessa escola. Mudaram-me de turma, mas havia lá umas "betinhas" q gozavam comigo por eu não ter as coisas que elas. Jurei para mim mesma que um dia ainda ia ter muito mais que elas.
Quando passei para o 7º ano, foi construída 1 nova escola ao pé de minha casa. Tudo continuou até ao 9º ano.
Fui para a secundária e tudo continuou. Como chumbei no 10º ano, diziam que eu nunca iria ser alguém na vida. Fui contra tudo e todos, inscrevi-me nas disciplinas a que tinha chumbado, passei e fiz o 11º e o 12º ano normalmente. Entretanto, os meus pais começaram a ter mais possibilidades e aí comecei a ser alvo de inveja.
Na repetência do 10º ano, fui agredida por 1 colega tvb repente, q no ano anterior já me tinha agredido e perseguido. Chegou-se ao pé de mim e mordeu-me num braço, para além de me ameaçar. Fiz queixa no CD e ele andou a dizer q eu lhe tinha batido com o guarda-chuva (mentira, pq 2 dias antes ele pegou no meu guarda-chuva e estragou-mo). Munida de coragem, fui ao hospital, apresentei queixa na polícia e segui com o caso p tribunal. Fui criticada pelos outros colegas, mas n me importei. Eu sabia q tinham medo dele e q tb recebiam ameaças. Como o agressor desistiu de estudar, retirei a queixa. E por ironia do destino, um primo dele chegou a ser meu vizinho, mas entretanto vendeu a casa e mudou-se.
Acabei o 12º ano, entrei na universidade mais prestigiada do nosso país e tive a oportunidade de estudar no estrangeiro. Na universidade tb houve uma tentativa de bullying, mas depressa a pessoa q o fez foi desmascarada e ignorada por todos.
Infelizmente, no ano passado, um dos amigos do meu ex namorado andou na mesma escola secundária do q eu, embora fosse + velho e estivesse 1 ano mais avançado. Foi no jantar de anos do meu ex namorado. Ele passou o tempo todo a olhar para mim de uma forma esquisita. Eu e o meu ex namorado estávamos a passar por uma má fase. Depois disso, ele quis dar um tempo. Voltámos e nunca mais foi a mesma pessoa. Disse q os amigos n gostaram de mim e q esse amigo lhe contou coisas sobre mim. Entretanto, o relacionamento acabou. Preferiu acreditar nos amigos do q em mim!
Ao escrever estas palavras, veem-me as lágrimas aos olhos... Tal como o Leandro, tb n fizeram nada por mim... Tive a 1ª depressão aos 14 anos, sofri de anorexia nervosa, desde q acabei o curso estive 3 anos desempregada, só trabalhei 6 meses, estou desempregada há quase 1 ano! Tem dias q só me apetece sair daqui e começar 1 nova vida noutro lugar onde ninguém me conheça. Mas eu acredito q cá se fazem, cá se pagam e que a minha vida há-de mudar... para melhor!
Sem imagem de perfil

De Eu a 01.04.2010 às 22:18


Sou mais nova q tu, ando no 8ºano , sou mt tímida e insegura, e eu pensava q a minha vida na escola era o mesmo q tar no inferno pois nao há um dia em q nao sou agredida verbalmente e fisicamente por colegas de turma (tdos eles rapazes mais velhos) um começa na brincadeira dps passa a insultar-me assério até q vem o outro atrás com a mesma porcaria e lá vêm os outros atrás até q acabam a dar-me socos no corpo e a dar-me estaladas na cabeça, e sei q eles só fazem isso quando tao tdos juntos, até tento defender-me arranhando-lhes bem forte com as unhas mas nao dá mt resultado, por causa disso nas aulas tdo q tenha q fazer á frente da turma: ir ao quadro, fazer um exercico de Ed.fisica, fico tda nervosa e começo a suar por tdos os lados com receio q por o minimo erro q cometa eles começem logo a gozar-me e aconteçe-me sempre. Houve uma vez numa aula de Ed.Tecnológica (as aulas de E.T geralmente costumam ser uma grande confusao na minha escola, é tdo a passear pela sala, e a stora pouco qer saber) em q estava sentada ao pé duma amiga minha e ela tava a fazer um trabalho e um dos materiais q ela tinha era vidro,  estava um dos colegas atrás de mim q se lembra de passar por mim e dar-me uma estalada na nuca, nao liguei, dps vem outro q me agarra no pescoço com os outros a darem-me estaladas, eu outra vez arranho-lhes, mas eles continuam , até q dps duma eternidade finalmente a stora decide interferir e manda-os pararem, eles vao pa outro lado da sala, eu fiqei ali de cabeça baixa , só qeria chorar, mas nao o fiz pq achei se chorasse só lhes estava a dar satisfaçao e pq tb seria uma estupidez chorar por causa daqilo, cheia de raiva, pensei q se um dles se atreveria a chegar perto de mim e tentasse humilhar-me outra vez ia pegar naqele vidro da minha amiga pra lhe espetar num sitio q eu cá sei, e chegei a pegar mas a minha amiga estava atenta naqela situaçao, topou o q eu ia fazer e imediatamente tirou-me o vidro das maos, (há sintonia entre nós Lol), mts dos insultos q eles me dirigem é por causa de estar sempre de preto, e por ouvir musica rock(aliás sou a unica assim da minha turma , sou " a miuda sinistra") e houve momentos em q pensei q eles faziam-me isto, por ser diferente dles, por ter gostos diferentes dles tdos ,  nestes 2 períodos q passaram expressei-me nas aulas de Ed. Visual por desenhos estranhos e o stor gosta sempre dar um daqeles discursos sobre o aluno á frente da turma antes de lhes entregar os trabalhos avaliados, e ele diz sempre q eu tenho um mundo diferente e intressante e q tenho mt criatividade, e eu sinto-me optima por ele dizer isso , aliás qem nao se sente bem por ser elogiado ? Dps vêm sempre os comentários estupidos dles "Claro, é gótica"   Mas lendo o teu comentário vejo q afinal a fase pelo q tou a passar nao é nada comparada ao q tu passaste, eu tenho a certeza q pelo q disseste és uma mulher inteligente e q tens mts qualidades e q tu te vais sair lindamente, e tdos aqeles q te perseguiram um dia vais-te cruzar com eles e vao ver a tua vitória e tdo o q alcançaste e tu vais ver o quanto miserável a vida dles tá, tal como eu sei q me vai aconteçer a mim, apesar de eu ser uma parvinha total no q toca em matemática, eu nunca chumbei de ano, nem vou chumbar apesar deste ano eu ter as minhas notas mt baixas, sei q vou passar de ano pq eu sou inteligente e tenho imensas qualidades q eles gostariam de ter e sei q o meu futuro vai ser prometedor e brilhante, tenho sempre a ajuda de Deus e vou esqeçer esta fase menos boa da minha adolescençia :)
Sem imagem de perfil

De anónima a 01.04.2010 às 22:42

Força!!! Um dia ainda hás-de ser alguém e os que te agridem vão ficar a chuchar no dedo!!!
Alguns dos "bullyers" que me agrediram não acabaram o secundário, outros entraram na faculdade mas desistiram dos cursos a meio e  têm empregos "de baixa". De vez em quando ainda dou de caras com algum ou alguma na rua e posso dizer que alguns estão acabadotes... (não é para me gabar, mas apesar da idade que tenho estou bem conservada... lol).
No 8º ano tb tive notas baixas, tb não pescava nada de matemática, não sei o que aconteceu, mas quando regressei do semestre no estrangeiro (no 3º ano do curso!) encarrilhei com a matemática, hoje adoro números, falo 4 línguas estrangeiras (apesar de continuar desempregada).
Boa Páscoa!!!

 
Sem imagem de perfil

De Eu a 03.04.2010 às 22:23


Obrigada :) Boa Páscoa.
Imagem de perfil

De jonasnuts a 01.04.2010 às 23:06

Pede ajuda. Em casa, na escola, à polícia se for preciso, mas não fiques só nessa guerra.

Pede ajuda. O mais rapidamente possível.

A sério.
Sem imagem de perfil

De anónima a 02.04.2010 às 22:09

eu só desisti da queixa porque o agressor desistiu de estudar e anulou a matrícula... e passados uns anos um primo dele chegou a ser meu vizinho, mas entretanto vendeu a casa e mudou-se... a tia dele (mãe desse primo) também mora no meu bairro, uns prédios mais acima e ainda no outro dia a vi com a neta...
Sem imagem de perfil

De Eu a 03.04.2010 às 22:25



Realmente tou a pensar nisso... . Boa Páscoa :)
Sem imagem de perfil

De anónima a 03.04.2010 às 22:33


Boa Páscoa!!!
Imagem de perfil

De Oriana Bats a 05.02.2013 às 17:54

Graças ao bullying tenho o osso de uma perna deformado. Nessa altura só apresentei queixa no CD e ainda me disseram que a culpa era minha. Isso no sexto ano (sofri de bulying desde o 1º até ao 12º, agora estou na universidade e rodeada por pessoas de mente aberta, até agora não tenho nada a apontar-lhes). Lembro-me que no meu baile de finalistas fui gozada pela maneira como me vesti (visto-me de maneira alternativa no dia-a-dia e isso refletiu-se no baile, já que fui bastante "tapada" e com um ar mais "vitoriano"). Fui motivo de conversa durante todo o baile e nos meses seguintes. No meio de uma aula uma das da minha turma teve a lata de dizer que "houve gente que foi vestida como se fosse carnaval" e olhar para mim (eu, que tenho lingua afiada, tive de me controlar para não responder e piorar as coisas). Um amigo meu disse-me "claro, elas queriam que fosses vestida como ela, porque é melhor ir vestida à p***. Sábias palavras.
Fui gozada pela minha directora de turma, porque além de praticamente só usar preto, tenho um problema com distinção de cores (não sou daltonica, mas isto prejudicava-me bastante nas aulas de geografia). Para além de gozar comigo pela maneira como me visto, ainda teve a lata de me chamar preguiçosa e mentirosa (o que eu me ri por dentro depois de lhe mostrar os exames).

Comentar post






Arquivo