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Sábado, 19 de Dezembro de 2009
Jelados Ólà

Cara Unilever,

 

Da próxima vez que quiser enviar correspondência às crianças em geral e ao meu filho em particular, agradeço que o faça com correcção. Não o trate por tu, porque o tratamento na 2ª pessoa implica intimidade, que é algo que não existe nesta relação e, sobretudo, escreva sem erros de ortografia.

 

Quando o nosso target são crianças em idade escolar, temos de ter ainda mais cuidado com a correcção ortográfica do que comunicamos.

 

Da próxima vez que ele me pedir para comprar um gelado, eu também não me "esqueçerei" da vossa mensagem.

 

 

Devem ter a mesma agência que o Toys'r'us.



publicado por Jonasnuts às 00:46
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10 comentários:
De Joana Lopes a 19 de Dezembro de 2009 às 01:53
Toda a razão: não suporto este tratamento por tu generalizado, por parte de desconhecidos!


De Jonasnuts a 19 de Dezembro de 2009 às 01:57
E o que eu estrebucho, em "casa" à conta disso.

Não percebem que não devem confundir jovialidade com excesso de intimidade.

O target é mais jovem? Como é que lhe chegamos? Pelo tratamento por tu.

É uma guerra perdida, mas eu persisto :)


De Formiguinha a 19 de Dezembro de 2009 às 13:41
João, só por curiosidade: se achas o «tu» muito familiar então o que sugeres como tratamento para miúdos?

Bjinhos


De Jonasnuts a 19 de Dezembro de 2009 às 13:45
Não acho que os miúdos devam ser tratados de forma diferente dos adultos, se a relação que temos com eles é de cliente/fornecedor.

Eu trato toda a gente por tu, em casa, no trabalho, etc...., mas profissionalmente, se estou a falar com um cluente/utilizador e se estou a falar em nome da empresa para a qual trabalho, é sempre na terceira pessoa.

São clientes e utilizadores, não são amigos, a 2ª pessoa implica intimidade que é algo que não tenho com quem consome os meus produtos/serviços.


De João Pereira a 22 de Dezembro de 2009 às 14:40
É realmente mau ter passado aquele erro do "Cê" cedilhado, por vezes ocorre um pequeno erro sem que as pessoas se apercebam, pena que neste caso não dê para amachucar o papel e fazer um novo, não concorda?

De resto, é incrível como estamos ainda tão atrasados e ainda agarrados a conceitos tão mesquinhos como este aqui discutido. O tratamento das crianças na 3ª pessoa? Por favor, já viram que ridículo que era se os programas infantis se dirigissem às crianças na 3ª pessoa?
A proximidade ou afastamento entre as pessoas fazem-se através de outras vias, não esta.


De Jonasnuts a 22 de Dezembro de 2009 às 16:15
Quanto à questão do erro, e porque a Olá até já teve a delicadeza de responder aqui, abstenho-me.

Quanto ao tratamento na terceira pessoa....explique-me lá porque é que se conhece um adulto o trata na terceira pessoa, e se conhece uma criança a trata na 2ª pessoa.

A proximidade e o afastamento fazem-se, também através daquilo que temos em comum, a língua.


De Margarida Reis a 22 de Dezembro de 2009 às 15:01
Estimada Maria João,

O meu nome é Margarida Reis e na qualidade de Manager Olá Kids , mas também como leitora atenta do seu blogue, dirijo-me a si para agradecer-lhe o facto de ter chamado à nossa atenção para o erro ortográfico da mais recente Newsletter do Clube Olá. Peço as mais sinceras desculpas por este lapso, o qual foi de imediato corrigido.
Enquanto responsável de uma marca com a notoriedade e a reputação da Olá, e igualmente como mãe, concordo inteiramente consigo, partilhando a ideia de que ao comunicarmos para crianças temos sempre que ter um cuidado especial na mensagem que é transmitida, que muito pode influenciar os seus comportamentos sociais e culturais.
É com esta noção que diariamente trabalhamos na Olá, com profissionais de elevado valor, para fazer chegar até às crianças mensagens que possam ser positivas e pedagógicas para o seu crescimento e educação.
O Clube Olá foi criado a pensar nas crianças e aproveita esta ferramenta para, além dos jogos didácticos e divertidos, conseguir incutir valores e falar sobre temáticas que achamos essenciais à educação das mesmas, como informações nutricionais, sugestões de programas em família, apoio à Casa das Cores (responsabilidade social da marca), etc.
Mais uma vez, agradeço a sua atenção, garantindo que iremos envidar todos os esforços para que tal erro não se volte a verificar.

Com os melhores cumprimentos,

Margarida Reis



De Inês Cardoso a 22 de Dezembro de 2009 às 18:50
Claro que a utilização da nossa língua verbal escrita ou oral influencia o tom da nossa mensagem.
Quando se comunica com uma pessoa e queremos fazer chegar a nossa mensagem da melhor forma possível, devemos perceber com estamos a falar e adaptar o nosso discurso à realidade dessa pessoa, que por vezes é influenciado pela idade, profissão ou até mesmo pelo estado de espírito.
Por exemplo, num programa de informação económica ficaria algo estranho dirigir-nos aos espectadores da seguinte forma: "Vamos fazer um breve intervalo, esperamos por ti daqui uns breves minutos."
Da mesma forma que num programa televisivo para crianças seria, no mínimo desconcertante, ouvir:
"Caro Diogo, pode puxar a corda com toda a sua força e esperemos que ganhe um valioso prémio!"
Cumprimentos.


De JOAO NOGUEIRA a 25 de Dezembro de 2009 às 20:18
AGORA FIQUEI SEM SABER COMO SE ESCREVE GELADOS: JELADOS, GELADOS OU XELADOS


De Jonasnuts a 25 de Dezembro de 2009 às 21:57
Gelados :)


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