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Jonasnuts

O difícil não é estar online

Cada vez mais se fala em identidade digital, e em gestão de identidade digital, e até conheço algumas pessoas que delegam em consultores "especializados" a gestão dessa identidade, permitindo-lhes que publiquem conteúdos em nome dessa gestão.

 

É um erro, claro.

 

As ferramentas de publicação são cada vez mais fáceis de usar. Facilita-se a questão a técnica, mas não a questão ética. Há uns anos ouvia-se falar de netiquette, hoje, nem por isso. E a netiquette nem era por aí além; não usar maiúsculas, não divulgar dados pessoais (próprios e de terceiros) em público, não enviar mails sem subject, não publicar fotos de terceiros sem autorização, não publicar correspondência, enfim, basicamente coisas do bom senso.

 

Mas hoje em dia, temos as ferramentas, mas não temos as instruções. Eu nunca tive instruções, mas hey, há uns anos, errar não era muito grave, a audiência era pequena, e andava tudo a apalpar terreno. Hoje, uma foto carregada, um post publicado, um sms enviado e já está, lá fora, longe do nosso alcance.

 

É fácil ter uma identidade online. Difícil mesmo, é deixar de tê-la. Não conseguimos apagar o que publicamos. E se nos enganamos, estamos lixados com f de cama. Não vale a pena apagar a conta do Twitter, o que escrevemos está lá, na timeline de quem nos segue ou na timeline de quem segue a hashtag.

 

Bem sei que o que acabo de escrever é elementar e básico, mas há muita gente que não sabe e acha que isto tem um botão de rebobinar que permite voltar atrás. Não tem.

 

Quanto aos adultos, que se lixem, não tenho muita pena, pensassem um bocadinho, mas às crianças e jovens é essencial passar a mensagem. Eles que nasceram rodeados de botões que eu só via no espaço 1999, estão habituado às questões técnicas, e não vejo ninguém a ensinar-lhes a ética, quanto mais não seja, como forma de auto preservação.

 

Ensiná-los a respeitar a privacidade (a própria e a de terceiros), ensiná-los a usar a Internet responsavelmente, ensiná-los a pensarem pela própria cabeça e ensinar-lhes que isto não tem marcha atrás.

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