Então a história toda, mais coisa menos coisa. O Tribunal solicita a uma empresa que não tem nada a ver com o assunto, a identificação do autor de um Blog do Blogspot. A empresa intimada responde que não tem a informação e que terão de a solicitar a quem de direito. O Tribunal responde que sim senhor, que solicitará, mas que mantém a intimação para que uma representante do empresa erradamente intimada vá a tribunal, como testemunha, para esclarecimentos genéricos sobre Blogs.
A representante da empresa errada desloca-se a Almeirim, e são-lhe colocadas várias questões, pelo colectivo de juízes, pela advogada de defesa e pela delegada do ministério público (e cada questão mais idiota que a primeira, mas pronto, isso é o menos).
A todas as perguntas a resposta foi, à semelhança do que já tinha sido comunicado ao tribunal, blogspot, blogspot, blogspot, blogspot, não sei, não conheço a estrutura de redes do blogspot, não faço ideia, blogspot, blogspot, blogspot.
No final, um "pode ir à sua vida" (sic), nem desculpe, nem obrigado nem porra nenhuma.
A isto, muitos podem chamar a justiça portuguesa a funcionar, eu chamo-lhe abuso de poder.
Se tivesse acontecido o contrário (lamentarem o equívoco) é que era de admirar.
De Fairwind a 3 de Dezembro de 2009 às 02:07
Não é abuso de poder, podes é chamar de "aproveitadores", passo a explicar, os tribunais, melhor dizendo os juízes muitas vezes solicitam a quem de direito em determinadas matérias, pois apesar deverem saber "todas as leis" não são obrigados nem seria possível serem peritos em todas as áreas de conhecimento, sendo assim, é normal solicitar apoio jurídico/conhecimento de uma determinada matéria a quem dela sabe. No teu caso, aproveitaram o erro cometido para solicitar esse mesmo apoio a quem entende pelo menos o mínimo ou mais do que o juiz em causa entende sobre a matéria.
Onde por exemplo isso acontece é muito é nos casos de direito fiscal por exemplo que é normal solicitar alguém das Finanças que vá dar esse apoio ou no direito civil para os casos de inimputabilidade/interdição da capacidade jurídica de alguém, normalmente pedida a alguém da ordem dos psicólogos lhes vá dar apoio.
De
jonasnuts a 3 de Dezembro de 2009 às 09:00
Ok, eu percebo isso e até prefiro que perguntem, em vez de viajar na maionaise. Mas a questão é que perguntaram, e nós respondemos com a informação que apontava na direcção certa, e eles insistiram em ir no caminho errado.
Como diz a shyznogud no twitter, foi o mesmo que perguntarem à Danone como é que a Yoplait faz os yogurts.
De Anónimo a 3 de Dezembro de 2009 às 12:07
Como alguém chama a atenção no post em q fiz referência a este, se era assessoria técnica q requeriam era suposto pagarem por isso, não é verdade?
shyznogud
De
jonasnuts a 3 de Dezembro de 2009 às 12:11
Nem assessoria técnica nem deslocações. Ao tribunal, a minha ida custou zero. À empresa custará a gasolina, as portagens e a ausência duma funcionária durante meo dia.
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