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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Dúvida existencial

É mesmo uma dúvida que cada vez me assalta mais (a cabra).

 

Quanto é que vale em €€€ no fim do mês, o privilégio de fazermos aquilo de que gostamos?

 

Quantifiquem-me lá isso, que quando eu faço contas, todos os anos aumento o valor ao "fazer aquilo de que gosto", e mesmo assim, as contas são cada vez mais difíceis.

 

Em oposição pensem em "fazer algo de que se goste menos, ser menos boa no que se faz, mas ninguém dá por nada, e a vidinha fica mais desafogada"


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publicado por Jonasnuts às 10:16
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9 comentários:
De Pirralha a 1 de Outubro de 2009 às 10:59
É uma duvida que me assalta também cada vez mais.
Eu tinha a vida dificil de fazer o que gosto, e ganhar menos, mudei para a tal vida mais desafogada, com trabalho menos exigente e todos os dias penso em voltar atrás.


De Bino a 1 de Outubro de 2009 às 11:07
Fazer o que se gosta... diria que não tem preço.
Certos empregos, só não os faria de borla porque preciso dum mínimo para me sustentar. Mas acho que não há maior felicidade do que termos um emprego em que se vibra com aquilo que se faz.
(e atenção que estou a falar de empregos normais, não me passou pela cabeça o trabalho de actor porno)


De Jorge Soares a 1 de Outubro de 2009 às 11:10
Jonas... com eu te percebo.

Fazer aquilo que gostamos vale muito dinheiro... em dinheiro que não vemos, o problema é que esse dinheiro que não vemos só vale para nós, não serve para pagar a mercearia, ou as mensalidades..... não fosse isso... e de certeza eu estaria noutro sitio qualquer, talvez a ganhar metade e a ser muito mais feliz... mas será que os meus filhos seriam mais felizes?.... provavelmente passaria metade do tempo em casa com eles, e de certeza que teria metade das comodidades.... há tantas variáveis nestas equações... já estou a ficar deprimido.

Jorge


De morgy a 1 de Outubro de 2009 às 16:01
eu sinceramente acho mais importante fazer-se algo que se gosta e com pessoas de quem se gosta, porque por mais €€€ que ganhes se não te sentires bem a coisa vai acabar por descambar, para além de que muito nos queixamos da falta dos €€€, mas a verdade é que somos mestres em arranjar forma de os gastar e quanto mais ganhamos, mais gastamos e continuamos sempre à espera do dia de ter mais... assim tipo pescadinha de rabo na boca.


De Jonasnuts a 1 de Outubro de 2009 às 16:16
Eu não digo fazer uma coisa que deteste, mas uma coisa de que goste menos...... gosto, assim assim.

Investir menos na realização profissional, e mais no bem-estar extra profissional.
E essa coisa de sermos mestres em gastar....pode ser que sim (e eu nem sou muito consumista, pelo menos com o meu dinheiro), mas a verdade é que quando, para as coisas que sempre tiveste, começas a ter de fazer contas, e o sobrolho a levantar-se e tu a pensares "olá..... isto está mais caro, se calhar vou ter de começar a cortar". Cortar em coisas que deste como adquiridas durante muitos anos, porque elas ficaram mais caras, e tu não foste ficando mais cara à empresa......

Mais um bocadinho e andamos a pagar para trabalhar?


De Cris a 6 de Outubro de 2009 às 07:09
E já ponderou todas as hipóteses de gestão de euros? Não há nada que possa fazer para acrescentar euros ao fim do mês sem sacrificar o que gosta de fazer? É tão importante fazermos o que gostamos! É algo que a maioria das pessoas não tem. Desejo-lhe boa sorte.


De Jonasnuts a 6 de Outubro de 2009 às 08:54
O meu trabalho ocupa-me muitas horas....muito mais do que as 8 diárias......não há dia em que não trabalhe a partir de casa, fora de horas :) Porque, fazer-se o que se gosta também é isso :)

Não há, neste momento, nada que eu possa fazer que acrescente uns €€ no fim do mês, mas concordo consigo, é importante, muito importante, fazer-se o que se gosta.

Mas cansam os fins do mês.


De Tiago Moreira Ramalho a 2 de Outubro de 2009 às 16:19
Obrigado pelo destaque, Maria João =)


De Patricia a 3 de Outubro de 2009 às 00:25
Quem trabalha para viver, talvez prefira ganhar mais, gostar menos, e viver (extra-trabalho) melhor.

Quem vive para trabalhar, talvez prefira cortar onde é preciso e sentir-se mais feliz na sua vida (ou seja, no trabalho).

Talvez a resposta certa esteja algures entre uma e outra!


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