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Blogs da minha vida

por jonasnuts, em 27.09.09

Isto dito assim parece esquisito......quer dizer, há os livros da minha vida, as músicas da minha vida, o homem da minha vida, mas os Blogs da minha vida?

 

Pois. A coisa explica-se.

 

Eu ando nestas coisas da Internet há uns anos valentes. Sempre ligada a serviços de alojamento de conteúdos (Terràvista, Homepages do SAPO, etc...), e, fruto de deformação profissional, quando ouvi falar em Blogs pela primeira vez (tens de fazer uma plataforma de Blogs no SAPO), eu pensei, estes gajos drogam-se, um Blog não é mais do que uma homepage, quem quiser um Blog no SAPO que crie uma homepage e a actualize. Tecnicamente não andava muito longe da verdade, na realidade, um Blog é uma Homepage, com um interface de gestão mais simplificado, mas, como se sabe, um Blog não é uma Homepage, ou, pelo menos, não é só uma homepage.

 

Muito pouco convencida lá me mexi para começar a especificar a plataforma de Blogs do SAPO, condicionada por uma escolha tecnológica que não foi minha, e que mais tarde se provou ser absolutamente idiota (tal como a pessoa que fez a escolha, obviamente).

 

Sim senhor, lançámos a primeira plataforma de Blogs, e pelo caminho eu fui descobrindo a Blogosfera. E como é que se descobre a Blogosfera? Navega-se, usa-se a blogroll dos Blogs onde se vai chegando. E, fruto do destino, do azar ou seja do que for que rege estas coisas, eu conheci uma parte da Blogosfera a que não achava piadinha nenhuma. Os Babyblogs faziam-me imensa confusão. Era tudo muito perfeitinho, de mães extremosas e pacientes, que vivam para os filhos e para mais nada, e era tudo muito cor-de-rosa, e muito folhinhos e arabescos, e delicodoce, e escatológico, mas bonito. Os cocós daqueles bebés nunca cheiravam mal, os vomitados às 4 da manhã eram sempre encarados como uma benesse e eu já a pensar que tinha um filho alien e que eu própria era meia alien (que o cocó do meu filho sempre cheirou muito mal, e eu nunca gostei de vomitados, nem às 4 da manhã nem a mais nenhuma hora). Enfim.....parecia que eu era de outro mundo.

 

E de repente, não sei como, descobri um Blog. Já não existe (cof cof cof), mas chamava-se O meu filho e eu, e o endereço tinha a palavra amo-te. Nem sei porque é que comecei a ler, para dizer a verdade, eu já tinha desistido dos baby blogs. Mas comecei a meio, e rapidamente fez-se luz. Porra, afinal há mais pessoas como eu. Fiz o que sempre faço, nestes (raros) casos. Fui ao primeiro post, e consumi a coisa em meia dúzia de dias. Deve ter ajudado que o "baby" daquele Blog estivesse na mesma faixa etária do meu "baby" (se eles sonham que eu lhes chamo isto......), deve ter ajudado a coisa do mãe sozinha (mas não mãe só), enfim.....aquele Blog (e a sua Blogroll, já agora), mudaram a minha maneira de pensar acerca da Babyesfera.

 

O Blog acabou, e eu perdi o rasto à autora (ver post anterior). Com pena, mas com simpatia e compreensão pelas razões. Se se pretendia privacidade, era estúpido da minha parte ir atrás.

 

Reencontro-a por estes dias. Aparentemente era um segredo de polichinelo, e toda a gente sabia menos eu, devo ser o corno da história. Ando a falar com a Cat há imenso tempo e só noutro dia, por causa do Hóquei é que me caiu a ficha.

 

Enfim....já noutro dia escrevi aqui sobre o 31 da Armada, identificando-o como um dos Blogs da minha vida (mas não da minha política, bom dia Rodrigo:), este de que falo hoje, sem link pelos motivos óbvios, é outro Blog da minha vida. Curiosamente, pelos mesmos motivos. Ambos me abriram a cabeça e me esclareceram (além de me divertirem muito).

 

Há mais Blogs da minha vida, não muitos, mas há. Ficam para outro dia.

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1 comentário

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De catarina campos a 27.09.2009 às 21:00

sem palavras e assim de nó na garganta. obrigada. :) sabes o que mais me custou qd o fechei, perder algumas comentadoras que estavam no mesmo barco e *de facto* percebiam. beijos.

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