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Esta anda-me atravessada há uns anos valentes.

 

Desde sempre que oiço os estudantes universitários, aliás a comunidade académica em geral, a louvar o ambiente académico doutros países. Inglaterra, Estados Unidos, até Espanha. Porque os professores não são peneirentos, porque não sobem para um pedestal, porque são acessíveis e estão disponíveis para satisfazer dúvidas, debater argumentos. O exemplo mais frequente é o "caramba, até os tratamos pelo primeiro nome, e não há cá senhor doutor, ou senhor professor ou senhor engenheiro".

 

Foi sempre com imenso agrado que ouvia pessoas da minha geração com este discurso. Pensei que era sintomático, e que o síndrome do senhor doutor atribuído a qualquer idiota que completasse uma licenciatura, tão tristemente português, estava a ver os seus últimos dias.

 

Mas, a verdade, é que essa geração licenciou-se (cá dentro, lá fora, não interessa), e o hábito do senhor doutor persiste, na realidade, está cada vez mais forte.

 

Encontro-os todos os dias, nas lojas, em reuniões, nas recepções, nos consultórios. Continua ostensivo, continua até a provocar a dose de respeito que se espera.

 

Mesmo as pessoas que mais veementemente repudiam a coisa, às vezes, é mais forte que elas, e quando dá jeito, lá deixam sair o doutor, assim como quem não quer a coisa.

 

Eu? Eu sou mais criativa. E o meu método é mais eficaz. Mais impacto que uma licenciatura tem um nome sonante. Uso vários, consoante o contexto.

 

Um prefixo académico pode dar jeito, mas se acharem que eu sou familiar da pessoa A ou da pessoa B, obtenho mais e melhores resultados. E mais rapidamente.

 

Recomendo vivamente.

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8 comentários

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De Patricia a 16.07.2009 às 01:52

E quando são os outros que nos espetam o título para nos "agradar"?
Só sou tratada por Dra. pelo meu banco e pela unversidade, e é o suficiente para me mexer com os nervos. Eu lá tenho ar de doutora, bah!
(Essa dos apelidos parece-me bem, vou experimentar LOL)
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De jonasnuts a 16.07.2009 às 08:55

Ah sim, isso é frequente. Ainda por cima, é "seutora". Quando trabalhei no Ministério da Cultura não havia daquele pessoal me tratar pelo nome, era sempre seutora para cá seutora para lá.
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De Pedro Cruz a 16.07.2009 às 04:25

Belo post! Moro fora e gosto sempre de acompanhar o que acontece na "terra".
Vejo que algumas coisas persistem...Eu também continuo a usar o "Doutor", mas é mais para pedir outra cerveja ao barman :)
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De pedrocs a 16.07.2009 às 12:12

E já agora:

http://economico.sapo.pt/noticias/pt-desaconselha-uso-de-minisaia-e-calcas-de-ganga-no-emprego_65209.html

Especialmente tendo em conta muito do pessoal da Pro, que está fechado em escritórios o dia inteiro e não contacta com clientes pessoalmente, gostava de saber qual é o problema com um par de jeans.
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De jonasnuts a 16.07.2009 às 12:21

Estás a fazer a pergunta à pessoa errada, como sabes eu uso calças de ganga 90% das vezes :)
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De carlosfreitas a 19.07.2009 às 15:01

Estou com dificuldade em arranjar nomes sonantes. Quando utilizo por exemplo Loureiro pensam que sou ladrão!. Vou ter que optar por Silva. Quem sabe se me safo melhor.
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De jonasnuts a 19.07.2009 às 15:12

Mas não tens de usar apelidos teus......essa é a beleza da coisa :)
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De carlosfreitas a 19.07.2009 às 22:01

Mas esses nem sequer são meus, Os que refiro são de gente até bastante conhecida. Com os meus não me safava!

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