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Amália

por jonasnuts, em 24.04.09

Não gosto particularmente de fado. Nem gosto particularmente de poesia. Nem gosto particularmente de Amália. Mas reconheço-lhe qualidade e aquele je ne sais quoi que diferencia as cantoras normais das divas. Não é só talento, é algo mais. Carisma, talvez? Não sei nomear a coisa, mas sei reconhecê-la, e via-a na Amália.

 

Ando a ouvir por aí rasgados elogios a este novo "projecto" baseado na obra da Amália. Projecto cheio de nomes sonantes do panorama nacional, daqueles de que é fashion gostar, e a quem ninguém ousa torcer o nariz, para não ser olhado de lado pela intelectualidade de serviço. Detesto consensos.

 

Ouvi A Gaivota, mas não os restantes temas, presumo apenas que os arranjos sejam os mesmos ou pelo menos, no mesmo estilo.

 

Espero ardentemente que as pessoas consigam perceber que o prazer que a audição lhes provoca é mérito exclusivo da espantosa pena de O'Neill (e eu detesto, o O'Neill, como pessoa), e da sublime melodia de Alain Oulman que, mesmo assassinada, consegue sobreviver.

 

O resto, meus senhores, esqueçam. Façam um favor a vós próprios, passem por aqui, e vejam como se faz, bem, muito bem.

 

De resto, indico um, dois sítios onde já se escreveu mais e melhor sobre este mesmo tema.

 

Mais sobre a Amália, aqui.

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5 comentários

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De Lagash a 25.04.2009 às 13:59

Olá

Acho que é uma questão de gosto. Não será?

Não será apenas o poema do O'Neil que fará a diferença, acho que há talento - obvio na Amália e qb no novo projecto.

Os "projectos da moda" realmente têm a particularidade de arrastar muitos gostos enganados, quando, na realidade, muitas vezes, não há qualidade correspondente. Não me parece que seja o caso.

Mesmo que os participantes do projecto (a malta dos the gift ", etc ) não tivessem dado provas de qualidade e fossem completamente desconhecidos, a qualidade está lá, seja no poema, música ou no novo arranjo.

Mais do que não seja, há a iniciativa de trazer o fado à ribalta - que é nosso e está esquecido - graças em muito à invasão anglófona e à passividade portuguesa, que tem vindo a ser contrariada, felizmente, por nomes como a Mariza , Madre Deus e também agora com os The gift (alguns elementos).

Não sou muito de ser do contra, mas acho que tem a ver mais com o gosto que com outra coisa. Começas muito bem com "não gosto particularmente de..." e isso resume tudo.

Humildemente
Mário L. Soares
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De jonasnuts a 25.04.2009 às 15:55

Claro que o gosto é uma questão subjectiva, mas uma vez que este é meu Blog, reflecte os meus gostos e as minhas opiniões.

Haja diversidade de gostos. A diversidade é boa :)
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De gonn1000 a 25.04.2009 às 22:57

Não me parece que os Gift, os Moonspell e os Plaza - bandas de onde vieram os elementos dos Hoje - sejam consensuais, muito menos junto da "intelectualidade de serviço" (antes pelo contrário, não falta quem lhes torça o nariz).

De qualquer forma - e tendo ouvido o disco -, dentro deste tipo de homenagens recentes prefiro a dos Humanos ao Variações. O single "Gaivota", de que também não gostei particularmente, até nem é muito representativo do álbum - a maioria dos outros temas não exageram tanto na pompa.
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De Vieira do Mar a 28.04.2009 às 01:03

Ai que eu não sabia que a coisa já era tema de debate... ;) É claro que, da minha forma habitualmente pouco diplomática (risos) já escrevi o que achava daquilo: um verdadeiro homicídio musical. Mau, muito mau.
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De jonasnuts a 28.04.2009 às 09:36

Sim, eu li o teu post :)

Como habitualmente ocupas menos espaço que eu a dizer, melhor, o que eu queria dizer :)

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