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Uma das autoras do blog Escola de Lavores relata um episódio, na primeira pessoa. Não me interessa muito debruçar-me sobre o conteúdo do post e sobre a polémica, tenho a certeza que outros o farão, interessa-me outra questão que é, para mim, mais importante.

 

Relata-se ali uma situação que envolve o primeiro ministro José Sócrates, uma jornalista e o ministro Rui Pereira. A jornalista descreve o episódio como acha que se passou, e a coisa posta daquela maneira não é nada abonatória para o ministro Rui Pereira. Alguém que assina Rui Pereira responde como se fosse o ministro, nos comentários do Blog. Não sei se é o ministro. Ninguém sabe. Se o ministro tivesse um Blog, poderia responder certificadamente. Assim ninguém sabe se é o próprio, alguém por ele, ou um brincalhão. Mais, se o ministro tivesse um Blog poderia responder sem ser num comentário, responderia no seu Blog, apresentando a sua versão dos factos (que é substancialmente diferente da versão da jornalista).

 

Um Blog é uma forma de comunicação, mas também uma afirmação de identidade online. Falta identidade online à grande maioria dos nossos políticos. Neste caso, o ministro só teria a ganhar por ter um Blog. Se a coisa for bem feita, são mais as vantagens do que os inconvenientes.

 

Por último, algumas pessoas insurgem-se contra o facto do ministro ter respondido num comentário ao post (vamos assumir que foi mesmo o ministro Rui Pereira a deixar aquele comentário). Então mas queriam que ele respondesse onde? O senhor não tem Blog, é naquele espaço que é publicado um texto que o refere de forma muito pouco abonatória, havia de responder onde?

 

E os que dizem que o senhor se devia dedicar mais ao governo e menos aos Blogs........ pensem um bocadinho. Ou só acham piada a um governante com participação online quando é para louvar Barack Obama e a inteligente utilização que ele e a sua equipa fizeram da Internet quer na campanha eleitoral quer nestes primeiro tempos de governo?

 

Cambada de provincianos.

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6 comentários

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De zé das couves a 17.03.2009 às 13:39

sabes que o facto do ministro ter contratado 2.000 policias, comprado 10.000 armas, coletes à prova de bala, etc, é um bocado incómodo para quem tem interesses na àrea da segurança e então toca de criar ruído jornalistico para ver se o metem na rua.

Com o anterior ministro da saúde foi a mesma coisa. 4 milhões de euros para as urgências do hospital da minha cidade. Nem uma nota de rodapé nas noticias sobre isso. Só vi no jornal regional (sim, o de papel mesmo).

Hoje em dia boa parte dos jornalistas são também movidos por interesses e aproveitam a exposição e poder q têem para contar estas histórias(estórias, talvez). Pode ser verdade ou mentira, não sei. Mas parece-me algo um bocado infantil para alguem com um cargo daqueles. Cheira-me mais a treta de jornalista.

Quanto ao que dizes sobre o pessoal, enfim, concordo contigo. Sem comentários mesmo...
Tipicos tugas.
Basta ver as manifestações que fazem, cordeirinho que adoram dizer mal de tudo mas que não são capazes de propor alternativas a nada.
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De PedroF a 17.03.2009 às 21:54

Dizes: "O senhor não tem Blog"...
Pelo contrário, é o único (que me lembre) ministério que tem blog, em http://opiniao.mai-gov.info/, onde até se publicam rankings de jornalistas e notícias sobre segurança ;)
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De jonasnuts a 17.03.2009 às 22:39

Os posts não são assinados por ele. Não é um Blog pessoal. Está debaixo de um domínio mai-gov..

Uma coisa é o mnistério outra coisa é o ministro. Referia-me ao ministro e não ao ministério, além de que....os nossos ministérios (e os ministros, já agora) não sabem usar Blogs :)
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De PedroF a 17.03.2009 às 23:43

Sabem usar, só que são muito discretos :)
Ver, p. ex., o que se passa nos EUA, com "Government 2.0 Meets Catch 22", em http://bits.blogs.nytimes.com/2009/03/17/government-20-meets-catch-22/
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De jonasnuts a 17.03.2009 às 23:48

Não se pode comparar. Por várias razões. Os americanos são muito diferentes (quer em termos políticos quer no nível de maturidade na utilização da Internet).

Os ministérios e os ministros até podem saber usar, mas não sabem instrumentalizar. Podem conhecer as questões técnicas, mas não conhecem as de comunicação. Ou isso ou têm medo. Preferem ser cinzentos (ou não ser nada), do que fazer alguma coisa que possa ser mal interpretada (ou instrumentalizada no sentido oposto ao que desejam) pelos senhores papões jornalistas (ou, mais correctamente, editores e donos de jornais).
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De Pedro Oliveira a 18.03.2009 às 14:05

Isso mesmo.Cambada de saloios!!!!

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