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Confissões

por jonasnuts, em 11.02.09

No carro a caminho de casa falamos sobre o dia, e de como correu, e o que é que aconteceu. É uma tradição antiga, em que eu pratico para dentista, na medida em que preciso de lhe arrancar qualquer informação que passe para além do "correu bem, trabalhei, brinquei, comi e já está".

 

Ultimamente tenho puxado mais por ele, e hoje referiu a aula de educação religiosa que acontece uma vez por semana. A coisa é pacífica e respeitadora de todos os credos e posicionamentos e há espaço para dúvidas e para a diferença.

 

Hoje um professor esclareceu as dúvidas dos alunos. E tu filho, o que é que perguntaste? Eu? Nada. Eu não tenho dúvidas. Mau! Mais um bocadinho está a dizer que não se engana, e que quer ir fazer a rodagem ao carro.

 

Então o que é que perguntaram os outros meninos? Houve um colega que fez perguntas sobre a confissão. Muito bem, e tu sabes o que é a confissão? Agora que penso nisso, não.

 

Lá lhe expliquei a história da confissão, o mais simplesmente que consegui, tentando não lhe passar a veemência da minha opinião acerca da confissão.

 

No fim, perguntei-lhe se tinha percebido e ele respondeu que sim. Menos mal.

 

E tu filho, querias confessar-te?

Eu? Para quê? Não há nada de que me arrependa!

 

 

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7 comentários

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De Jorge Soares a 11.02.2009 às 23:18

Ora lá está... um miúdo que está no bom caminho :-)

Jorge
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De Ventania a 11.02.2009 às 23:28

Pois... entendo bem o teu curso de dentista.
Quanto mais tu pedes para abrir, mais a boca se fecha, só espero que seja fruto da idade pq isso não me agrada lá muito.
Estes dias pus a minha de castigo um mês (merecido, digamos de passagem, porque está numa fase muito preguiçosa para o estudo, para a brincadeira e lazer não). Ao fim de uma semana e como as coisas tinham acalmado perguntou-me se poderia tirar o "castigo", ao que eu respondi que um mês tem 30 dias. Ela enervou-se e exclamou: Assim não vale a pena ter havido 25 de Abril!.
Eu fiquei (e ainda estou) preocupada com o sinónimo de "liberdade que lhes é ensinado na escola.

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De jonasnuts a 11.02.2009 às 23:31

Tens de lhe explicar que em Portugal há uma democracia, mas lá em casa não. Eu digo muitas vezes aos de cá de casa: não se ponham com votos, que isto cá em casa não é uma democracia :)
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De Ventania a 11.02.2009 às 23:39

Quando disse "estes dias" eu queria que soasse "aqui há uns tempos"...lol

Pois, é complicado. Não há que ter medo de educar, o pior é que o pouco tempo que passamos com eles e o cansaço não ajuda nada, mas lá se vai ditando umas leis e de vez em quando até as cumprem sem que eles ponham em causa a sua "constitucionalidade" .lol
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De * * Grilinha * * a 12.02.2009 às 00:46

Pois pois , e quando lhes dizemos que o castigo terminou e nos respondem dias a fio:
- Estou de castigo e assim vou continuar!!

raios-parta a rapariga que ainda hoje é assim teimosa e de nariz empinado, já o rapaz arrastava-se a chorar baba e ranho para nem entrar no castigo

Essa fase de lhes tirar tudo a "saca rolhas" passa quando o começares a ignorar.

Cá em casa têm dias que quase se atropelam um ao outro para ser o primeiro a contar o dia ou a semana de trabalho sem que ninguém pergunte nada ;)
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De AnaD a 12.02.2009 às 03:23

Ai que sensação de dejá vu ... pobre Padre Manuel a quem eu disse: "até me posso confessar, mas não me arrependo!"

PS. Cá em casa sempre vigorou (e convenhamos mesmo debaixo de tectos diferentes, ainda vigora) um regime muito particular, isto é uma democracia, mas quem manda é a minha mãe :)
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De Ricardo Jorge Tomé a 14.02.2009 às 20:17

mau feitio...



=p

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