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Os multibancos dos tribunais

por jonasnuts, em 27.01.09

Eu não percebo nada de leis, nem dos meandros da política, nem de jornalismo ou comunicação social. Raramente vejo notícias na televisão (rádio e internet são as minhas principais fontes). Fica feito o aviso.

 

A notícia era simples. Alguém no Ministério da Justiça mandou tirar dos tribunais todas as caixas multibanco que não estavam encastradas. O cidadão não fica prejudicado na medida em que existem terminais multibanco aos balcões, caso seja necessário proceder a um pagamento.

 

TODAS as notícias e posts que li sobre o assunto, cascaram na medida. Aliás, uma "notícia" num dos canais de televisão terminava com a isenta sugestão de "mandar tirar as portas, para se poupar em fechaduras".

 

Ora eu, que não percebo nada destas coisas, ponho-me a pensar. E penso que, nas actuais circunstâncias de crise, em que vai haver um acréscimo da criminalidade, e em que devemos poupar o que pudermos, não discordo da medida. Porque é que raio haveriam de ser mantidas as caixas multibanco, com um agente da autoridade pago para a guardar (dia e noite, já agora)?

 

Num mundo ideal não seria preciso um polícia a guardar as caixas multibanco, nem seria preciso mandar retirá-las, mas ainda há alguém que ache que vivemos num mundo ideal?

 

Entre ter um polícia a guardar uma caixa multibanco dispensável, dentro do edifício de um tribunal, eu prefiro um polícia nas ruas, a assegurar (nem que seja de forma preventiva) a ordem.

 

Mas pronto, isto sou eu, que sou esquisita.

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5 comentários

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De Almiscaro a 27.01.2009 às 10:28

Também não percebo nada do funcionamento interno dos tribunais, mas acho que a questão é mais... se não existe segurança nos tribunais que evite assaltos às suas instalações, quem garante a inviolabilidade dos processos que lá se encontram?
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De jonasnuts a 27.01.2009 às 10:34

Deve existir alguma segurança, o problema é que uma caixa multibanco representa provavelmente uma maior motivação do que os processos que por lá se encontram. Portanto o que garante a segurança dos processos é a falta de interesse que estes têm para 4 matacões entrarem por ali dentro, rebentarem com as coisas e meterem uma caixa multibanco no porta bagagens de uma carrinha qualquer que roubaram há meia hora.

Presumo.
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De Almiscaro a 27.01.2009 às 11:18

É uma perspectiva sobre a questão. Mas vendo sobre esse ponto de vista, o melhor seria evoluirem o conceito de segurança nos tribunais para chatos nos tribunais. Terem equipas especializadas de chatos (ex-telemarketing por exemplo) a perguntar se os matacões não querem aderir a uma conta no Barclays, ou comprar uma Bimby... se calhar evitam-se muitos assaltos só com esta pequena mudança. :)
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De KI a 27.01.2009 às 11:00

Num mundo ideal não existia dinheiro.
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De Manuel Padilha a 27.01.2009 às 11:07

Cascar (no governo, na oposição, no vizinho do lado) é provavelmente o desporto nacional mais apreciado logo a seguir ao futebol.

Não sei porque motivo, mas julgo que a maior parte das pessoas sente o seu ego revigorado se cascar todos os dias numa ou várias figuras públicas, com ou sem razão.

Depois há aquelas pessoas que ficam na moda no que diz respeito ao desporto do cascanço. O Sócrates está claramente na moda, como aliás todos os primeiros-ministros e nenhum presidente da república. (devia ter usado maiúsculas?)

E depois, claro, o cascanço vende mais que o bendizer. Basta ver o quanto a Fátima Campos Ferreira ficou atrapalhada com a intervenção de um dos convidados (não retive o nome), já próximo do final do programa, que disse que era importante não esquecer que o governo estava a tomar medidas importantes.

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