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Jonasnuts

Cara Lusófona

Foi com muito gosto que soube que andam a fazer a ronda das escolas secundárias, dando a conhecer os serviços que prestam, no ensino superior, e explicando os cursos, de forma contextualizada, aos alunos do 12º ano, para cada uma das áreas.

A sério que gostei.

 

Achei um bocadinho estranho o material promocional, por ser num suporte "analógico", mas percebi que todas fizeram mais ou menos a mesma coisa.

 

O vosso "folheto" era, de longe, o mais luxuoso. Quadricromia frente e verso, papel com, no mínimo 180gr./M2, pelo menos 4 dobras, um luxo. Vê-se que têm dinheiro para investir. Excelente.

 

lusofona.jpeg

E, no entanto, o meu filho disse-me à cabeça que não queria ir para a Lusófona, pelo que perderam um freguês. E como eu acredito nas críticas construtivas, até vou explicar porquê, quais as razões que ele deu, e que eu subscrevo.

 

O vosso folheto é capaz de funcionar para os finalistas de ciências ou de economia, ou mesmo de letras. Mas, o meu filho escolheu artes. E não escolheu artes por ser mais fácil, ou por achar que teria menos trabalho (quer dizer, também teve a sua importância, mas não foram os principais motivos). O meu filho escolheu artes porque é essa a vocação dele. Desde sempre.

 

E ele explicou-me porque é que a Lusófona não fazia parte da short list das escolhas dele.

 

Mãe, eu estou em artes, é uma área em que me quero especializar. Uma universidade que me apresenta como cartão de visita um folheto cheio de erros, é sinal de que pode ser boa noutras áreas, mas na área do Design, não presta para nada.

 

E que erros são esses, perguntam vocês?

 

lusofona2a.jpg

Estão a ver a imagem bucólico campestre, a da vaca com um casal em que a menina tem um gato ao colo? Pode ser que funcione para potenciais alunos de veterinária mas, para um aluno de artes, aquele intervalo entre o topo dessa imagem e a foto de cima, a das boazonas, aos olhos de um aluno de artes, é um erro.

 

Ainda na mesma montagem de fotos, e voltando à imagem da vaca, se olharem para o alinhamento dessa foto, com as duas fotos dos nerds que estão à esquerda, reparam que há ali um gap, que colide também com a do Humphrey Bogart wannabee.  

 

E, por último, o texto.

 

lusofona2b.jpg

Estão a ver o ponto no i? Não me refiro ao acento, mas ao ponto. Reparem que está por baixo do "e"da palavra "Teu". A curva do ponto podia acompanhar a curva do "e". E não acompanha.

E pronto, o meu filho diz que não confia numa universidade que parece ser tão fraca nas competências que se propõe a ensinar. Não confia.

 

E eu estou com ele.

 

Espero ter ajudado.

No rescaldo do debate

Fui convidada a participar, no passado dia 16 de Maio, num debate promovido pelo Bloco de Esquerda, sobre o tema "Pirataria e censura digital".

 

O tema pareceu-me interessante, tenho falado bastante sobre a coisa, havia pluralidade de opinião (não estava só um dos lados) e pareceu-me coisa séria e com potencial de interesse. Decidi aceitar o convite, porque sou assim, uma ingénua disfarçada de fundamentalista, e os meus valores democráticos teimam em vir à tona, depois de um período de desilusão decorrente da experiência anterior. 

 

E lá fui eu.

 

Devo dizer que a capacidade de mobilização da malta da indústria é assinalável. Já tinha dado por isso quando fui ao Prós e Contras e, mais uma vez, na Casa Amarela da Assembleia da República, essa capacidade revelou-se. Ou isso ou andam sempre em manada.

 

Eu gosto de debates. A sério que gosto. Mas debates onde se debata. E onde se ande à batatada. Batatada no bom sentido do termo, onde haja diálogo, e onde se esgrimam argumentos.

 

Também gosto das coisas equilibradas. Por isso estranhei que, na mesa, estivesse o deputado Pedro Filipe Soares, e 4 pessoas. Teria lógica que, havendo 4 lugares, dois fossem ocupados por pessoas a favor do memorando de entendimento, e outros dois por pessoas contra o memorando de entendimento.

 

Mas não....... Estavam 3 pessoas contra o memorando (eu incluída) e uma pessoa a favor do memorando. Chamei a atenção para isso, ao deputado Pedro Filipe Soares, que desvalorizou.

 

O modelo escolhido para o "debate" em causa (com aspas) não proporcionava.....debate. Era por rondas. Cada um falava 5 minutos. Sem direito a contraditório imediato, sem diálogo. Boring.

 

Sempre que havia um início de troca de galhardetes o deputado acalmava a hostes, pondo cobro ao potencial de animação.

 

E pronto, foi isto até ao fim.

 

Não se disse ali nada que não pudesse saber-se consultando os blogs dos intervenientes, ou os sites oficiais das entidades que representavam.

 

Tudo muito estéril.

 

No final, a cereja no topo do bolo, e a demonstração de que, de facto, o Bloco de Esquerda é muito hábil na gestão/manipulação cirúrgica da opinião pública.

 

Na intervenção de conclusão do debate, o deputado Pedro Filipe Soares, encerra tentando agradar a todos.

 

"Há direitos que não estão a ser salvaguardados com esta legislação e com este memorando", diz, agradando a quem está contra o memorando, mas "admite que poderá não ser uma tarefa à qual o partido possa dedicar-se no curto prazo", refere mais à frente, dando a mensagem que a indústria quer ouvir, não se preocupem que não vamos fazer nada.

 

Portanto, estamos contra, mas não vamos fazer nada.

 

Gregos e Troianos. Burros e Ciganos. Cravos e Ferraduras.

 

Entretanto serviu para criar buzz, e piscadelas de olhos no twitter.....

 

fogodevista.jpg

Notícias no Tek, aqui e aqui. Notícia e áudio do "debate", aqui.

 

Não serviu para quase nada, este "debate". E digo quase porque, pela parte que me toca, serviu para confirmar que não sirvo para a política (este tipo de política) e serviu para me vacinar durante mais uns tempos. A ver quanto tempo dura o luto, desta vez.

 

A porra da vírgula, filho

A vírgula não existe. Morra a vírgula, morra! Pim!

 

A vírgula que anda nas bocas do mundo, não existe. O que não é mau, porque sendo algo tão pequenino, seria um desperdício, para as bocas do mundo, que mereciam algo mais consistente do que uma pequena vírgula.

 

A história conta-se rapidamente.

 

Houve uma manif dos amarelos (que são a favor da manutenção dos contratos de associação mesmo nos sítios onde haja redundância da oferta). Nessa manif, havia um cartaz, que não tinha vírgula.

 

semvirgula.jpg

Não sei de quem é a foto. Roubei n' O Insurgente.

 

No exacto momento em que isto aparece, o @boloposte (no Twitter, que é onde tudo acontece), faz uma alteração à frase, usando um programa de edição de imagem.

 

comvirgula.jpg

 

E com um comentário que não engana ninguém.

 

Portanto, a vírgula é artificial. Muita gente difundiu a imagem sem contexto, o que fez com que algumas pessoas (eu incluída) achassem que podia ser real. Vá lá.... não seria a primeira vez que aparecia uma calinada num cartaz.

 

Posto isto...... e sendo a vírgula colocada a posteriori, a frase, para pessoas que, como eu, são contra os contratos de associação onde haja redundância da oferta, faz mais sentido com a vírgula do que sem a vírgula. 

 

Em suma, non è vero, è ben trovato.

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