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Pedir ajuda

por jonasnuts, em 06.04.11

Esta é a expressão que parece estar na ordem do dia, e eu acho que os portugueses estão a ser enganados (nada a que não estejam habituados, mas mesmo assim).

 

Quando peço ajuda para qualquer coisa, parto do princípio de que a ajuda que me vai ser prestada é desinteressada, é fruto de amizade ou profissionalismo, que, a ser-me cobrada, o será em géneros, um dia, sem agendamento preciso, na base da reciprocidade da coisa.

 

Se procurarmos a definição de "ajuda" na Priberam, encontramos a primeira definição proposta:

"1. Acto! de ajudar; auxílio; favor."

 

Ora, o que eu acho, é que se for necessário recorrer a apoio externo do FMI ou do outro da União Europeia que tem muitos EE e de que nunca me lembro, não vamos estar a pedir ajuda, porque, o que nos vai ser prestado não tem características de ajuda. Não é desinteressado, não é um favor, não é grátis, enfim, não e ajuda. Pelo menos na primeira sugestão do dicionário.

 

Se virmos bem, a "ajuda" vai ter enormes custos, situação muito mais compatível com a segunda definição para a palavra "ajuda" proposta pela Priberam:

"2. Pop. Clister."
 

 

Esta, pode não ser a ajuda que vamos pedir, mas será certamente a que vamos receber.

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Hidratar a soja

por jonasnuts, em 05.04.11

Quer aqui quer no twitter, muitos me perguntaram sobre esta coisa, por isso aqui fica a receita mais descritiva do método de poupança do post anterior.

 

Comprar a carne picada (de preferência daquela que é só carne e que não tem aqueles aditivos todos que aparecem em letras miúdas na etiqueta).

Comprar a soja. Há vários tipos e tamanhos de soja, mas aquela que uso é soja fina, seca. Vende-se em embalagens parecidas com a do feijão (são transparentes e dá para ver a soja lá dentro), e é leve, muito levezinha. Fora do saco fica com o aspecto da foto.

 

 

Chega em embalagens de vários pesos, mas o mais típico é a embalagem de 400Gr. O preço por Kg varia muito, mas no Continente, uma embalagem de 400gr custa €1.69.

 

No meu caso, faço a coisa a olho, mas da última vez comprei 3kg e pouco de carne picada, e 2 embalagens de 400gr de soja. No final, sobrou-me alguma soja.

 

 

Há duas formas de hidratação da soja que, mais não é do que, demolhar a dita cuja. A mesma coisa que se faz ao feijão e ao grão que compramos seco.

 

Hidratação rápida:

Pôr ao lume uma quantidade razoável de água (que aquilo absorve água como se não houvesse amanhã) e deixar ferver. Quando a água estiver a ferver, tirar a panela do lume e meter a soja lá para dentro. Certificamo-nos de que a soja está completamente coberta por água e tapamos a panela durante 5 minutos. Depois deste descanso, a soja está hidratada e é apenas preciso retirar o excesso. Num coador tira-se o excesso de água, espremendo bem a soja que deve ficar apenas húmida. Neste método rápido, recomendo vivamente algum cuidado a tirar a água, que aquela porcaria está quente para caraças.

 

Hidratação lenta:

Despejar a soja para dentro de uma taça. Encher de água até esta estar 1 dedo acima da soja. Cobrir com um pano. 24 horas depois, está pronta e seguimos as mesmas instruções de remoção do excesso de água.

 

Após o processo de hidratação (é indiferente, os dois funcionam), e depois da soja bem escorrida, meto-a na balança, e vejo se é o mesmo peso (ou menos) que tenho de carne. Junto tudo numa taça, acrescento sal e alhos cortados (para 6Kg de mistura usei 4 cabeças de alho e estou convencida de que foi pouco, mas eu sou suspeita, porque lá em casa veneramos alho). A mistura é feita da melhor forma, à lá pate. Arregaçam-se as mangas e põem-se as mãos na massa, até se conseguir uma mistura homogénea, que parece, de facto, carne e mais nada :)

 

Está feito. Eu divido em embalagens de 125gr e 250gr e congelo tudo, e vou usando à medida do que nos apetece lá em casa. Faço isto há quase 1 ano, nunca ninguém reclamou ou refilou do sabor ou consistência estarem diferentes, mesmo que com frequência esta mistura seja servida sob a forma de hamburguer, e portanto com menos molhangas a disfarçar :)

 

Dêem notícias :)

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Poupar na alimentação

por jonasnuts, em 05.04.11

Esta é uma dica porreiríssima de algo comprovado pela experiência há já algum tempo.

 

Para quem usa muita carne picada (como eu), aqui está uma forma baratinha de quase duplicar a quantidade de carne ou, vá, chamemos-lhe antes, de proteína.

 

Eu compro a carne picada em bruto, chego a casa, tempero-a (sal e alho) e divido-a em pequenas embalagens de 125gr. Vai daí, congelo e depois, no dia-a-dia, é só descongelar o número de embalagens necessárias (consoante o número de pessoas que vão comer), e logo decido se me apetece fazer hambúrgueres, se bolonhesa, se lasagna.

 

Se no momento do tempero da carne, hidratarem uma embalagem (ou duas, depende da quantidade de carne) de soja e misturarem com a carne podem duplicar o peso da carne. Ontem comprei 3Kg de carne picada. Hidratei 2 embalagens de soja. Descasquei 4 cabeças de alho, juntei sal e no final fiquei com mais de 6Kg de carne picada.

 

O único senão que existe, porque existe, passa pela opinião do pessoal lá de casa, que diz que não gosta de soja. Mas esse problema resolve-se com imensa facilidade, e eu sempre defendi que a ignorância é a chave da felicidade. Lá em casa, anda tudo a comer carne picada de mistura com soja há quase 1 ano e ainda ninguém deu por nada. Portanto.....está resolvido o problema. Desde que eles não saibam, a coisa faz-se muito facilmente. Se não quiserem correr riscos, comecem devagarinho, aumentando progressivamente a percentagem de soja até aos 50% (que é onde eu estou neste momento).

 

E ganha-se em toda a linha, no preço, e na saúde, que a soja só faz é bem, e carne a mais só prejudica :)

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Poupar

por jonasnuts, em 05.04.11

Pois que a crise toca a todos, e há que cortar mais nas despesas. Então fui fazer contas. Há uns tempos não fazia grandes contas, mas agora tem mesmo de ser. Sempre achei que um sítio onde podia reduzir bastante a minha despesa mensal era nos transportes.

 

Ando de carro, todos os dias. Ao preço a que está a gasolina, aqui está uma boa forma de poupar na despesa (pobre ingénua).

 

Fui ver. Calculei a distância do meu percurso (16Km ida e volta). Calculei quanto é que o meu carro gasta aos 100 (7.5). Fiz as continhas e fui ao site da Carris ver quanto é que custava o bilhete mais barato (que é o passe urbano de 30 dias - €24), e parti do princípio de que viria todos os dias de autocarro, desde a escola do meu filho até ao trabalho e no regresso a mesma coisa.

 

Estava disposta a gastar mais tempo de viagem e a sentir-me inebriada logo pela manhã mas sobretudo ao final do dia por aqueles odores característicos do povo trabalhador que somos. Estava a capacitar-me que o pára arranca não é assim tão mau, e que a condução violenta dos autocarros até faz bem à saúde porque estimula o equilíbrio. Estava a ver que ia dar mais uso ao meu iPod. Enfim, estava a ver uma série de coisas.

 

E depois vi o resultado das contas.

 

Pouparia cerca de €16 por mês. Isto na melhor das hipóteses. Num mês sem greves, e sem reuniões fora a que tenha de ir de carro, que é, como se sabe, coisa que não existe.

 

A sério? É quase o mesmo preço, andar de autocarro e andar de carro.

 

Quais são os incentivos para usar os transportes públicos (à excepção dos ambientais)?

 

É que se calhar está aqui a escapar-me alguma coisa.

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As caras das vozes

por jonasnuts, em 03.04.11

As vozes são coisas curiosas. Se as ouvimos antes de conhecermos as suas donas, imaginamos o aspecto físico de quem fala. Normalmente enganamo-nos. Para se ser bom locutor de publicidade não basta ter boa voz, às vezes nem sequer é preciso. É uma questão de entoação, boa dicção, timing e profissionalismo. Por acaso, as vozes que "locutaram" 90% dos spots publicitários nos últimos anos, reúnem todas as condições. Isso e o facto de serem excelentes pessoas. O Zé Ramos já morreu (e era TÃO novo), mas estes dois aqui de baixo, o Carlos Duarte e o Luís Gaspar fizeram (e fazem) milhares de spots de publicidade e são, de certeza absoluta, os donos das vozes mais usadas. Gosto muito de ambos, porque me ensinaram muito, quando eu era apenas uma jovem bebé na área da produção (a até antes disso). O Luís Gaspar impediu mesmo que a Braun tivesse no ar um spot em que a minipimer afirmava picar alho, cebola e tomate (digam isto depressa e percebem).

 

Era sempre uma farra, ir para estúdio com um destes dois e é porreiríssimo ver que, passados tantos anos, quase nada mudou. Se há coisas de que tenho saudades da publicidade (e são poucas), as tardes em estúdio com um destes senhores é uma delas. Obrigada a ambos :)

 

 

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