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(des)Acordo ortográfico

por jonasnuts, em 13.05.08

Quem ainda não ouviu falar desta petição, anda desatento, e serão poucos, mas pelo sim pelo não, e porque a União faz a Força, e mais uns slogans do estilo, aqui fica o link para ler e assinar (se for o caso) o MANIFESTO EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO.

 

 

 

 

 Sim, eu assinei.

 

Mãe: este é dos que se podem assinar, e indicar o número de BI e o mail e aquelas coisas que lá pedem.

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19 comentários

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De Sócrates a 13.05.2008 às 21:00

Já tinha assinado e julgo que parte dela até já foi entregue :)

A ver vamos...
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De rms a 14.05.2008 às 11:44

Assinemos todos!
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De a. almeida a 14.05.2008 às 12:20

Também assinei.
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De pnf a 14.05.2008 às 13:55

Já sabia da petição mas, mea culpa, ainda não a tinha assinado. Agora já.
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De entreparentes a 14.05.2008 às 14:25

Diz lá se às vezes não te surpreendo...
Ao tempo que já assinei a petição...com BI e e-mail e etc.
Devo ter pertencido às primeiras dezassete mil que já foram entregues.
Naba...mas muito atenta !!!
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De KI a 14.05.2008 às 18:16

Me too :)
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De João Silas. a 14.05.2008 às 19:46

Há quem não tenha o que fazer na vida, lembram-se destas tristezas. Vou falar brasuca para a escola ta visto
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De Paulo Barbosa a 14.05.2008 às 21:36

Remeto-me ao silêncio quanto a este assunto. Apresentei um trabalho sobre a evolução da escrita em Português e descobri, ao preparar o trabalho, que tal não é tão descabido quanto isso, não fossem os problemas de submissão cultural que acarreta.
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De Tiovivi a 15.05.2008 às 04:31

irei escrever como sempre escrevi... fica com erros? depende do ponto de vista, pois o povo português nunca foi chamado a dar a sua opinião sobre esta mudança, e como vivo numa democracia, julgo e acho que merecia ter sido consultado (via referendo, ou cm eles quisessem).

Cambada de ursos é o que!
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De Zé da Burra o Alentejano a 15.05.2008 às 09:39

A Língua portuguesa está a passar por um período de implantação, quer nos países Africanos de Língua Portuguesa, quer em Timor Leste. Na Guiné-Bissau esteve até para ser adoptado o Francês como língua oficial e em Timor-Leste o Inglês. Daí será fácil concluir que a língua portuguesa nas nossas ex-colónias não ficou muito bem cimentada. Esses países já não são colónias portuguesas, são livres e tanto poderão seguir o português falado em Portugal, por 10 milhões de habitantes, como o português falado no Brasil, por 220 milhões. No debate sobre o assunto, havido ainda não há muito tempo na TV, um escritor angolano declarou que já não escrevia as letras mudas. Não será isto um aviso e um sinal para a língua portuguesa?

Se Portugal teimar em não se aproximar da versão de português do Brasil sujeita-se a ficar só e, mesmo assim, não vai conseguir manter a pureza da língua porque ela evolui todos os dias, independentemente da questão que agora se nos põe: todos os dias há termos que caem em desuso e outros novos que são adoptados pela nossa língua, em especial termos ingleses que são adoptados sem quaisquer modificações.

Se não houver aproximações sucessivas ambas as versões do português continuarão a divergir e daqui a algumas gerações serão línguas completamente distintas. Será então a altura de Portugal confirmar que saiu a perder porque ficou agarrado a um tabu que não conseguiu ultrapassar.

O Brasil tem um impacto muito maior no mundo do que Portugal, dada a sua dimensão, população e poderio económico que em breve irá ter. O nosso português tem hoje algum peso muito em função dos novos países africanos PALOPs ) e de Timor Leste, mas ninguém garante que esses países não venham um dia a aproximar o seu português da versão brasileira e há até já alguns sinais nesse sentido. A população do Brasil permite altas tiragens das publicações que ficarão mais baratas e, se houver maior harmonização, as editoras portuguesas (e amanhã dos PALOPs ) poderão vender mais no Brasil.

Se Portugal permanecer imutável um dia poderá ficar só: a língua portuguesa de Portugal será então considerada uma respeitável língua antiga (o Grego é ainda mais), da qual derivou uma outra falada e escrita por centenas de milhões de habitantes neste planeta. O nosso orgulho ficar-se-á por aí e pronto!

Ambas as versões de português têm uma raiz comum e divergem há cerca de duzentos anos. Outros duzentos e já não nos entenderemos: terão que ser consideradas duas línguas distintas.

O acordo ortográfico é uma decisão apenas política e quanto aos linguistas, apenas terão que assimilar as alterações e segui-las. Não se poderá alterar por decreto que uma molécula de água passa a ter dois átomos de oxigénio e outros dois de hidrogénio; ou que 5 vezes 5 passa a ser 28. Mas poderá alterar-se por decreto a grafia de "acção" para "ação" e quem não aceitar a alteração passa a cometer um erro, incluindo o célebre Prof. Graça Moura. Com todo o respeito, mas também não são os Juizes que legislam, apenas têm que interpretar e aplicar as leis.

Portugal nada ganhará de imediato com a alteração mas tem muito a perder no futuro se rejeitar agora o acordo que o Brasil está disposto a aceitar.

Zé da Burra o Alentejano
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De Sócrates a 15.05.2008 às 11:12

Portugal tem a ganhar com as altas tiragens brasileiras? Isso é falso, só tem a perder com a invasão vocabular ESTRANHA presente no PT-BR. Vai agora passar a dizer pingolim em vez de matraquilho e omnibus em vez de autocarro (isto para nomear dois exemplos)?

Vamos deixar morrer palavras Portuguesas e editoras Portuguesas só porque é mais barato comprar manuais brasileiros?

Só vem confirmar a minha "teoria" que isto não passa de uma medida que apenas vai beneficiar editoras brasileiras que assim passam a exportar tudo o que podem e finalmente abocanham o mercado Africano, matando a nossa vertente da Língua (dita luso-africana) e impondo a sua. Mas o mais engraçado é que as maiores diferenças são a nível vocabular, não ortográficas e são essas que realmente cavam o fosso (o que coloca por terra o argumento de fortalecimento da Língua).

Será que os Britânicos têm algum problema com o 'American English'? Ambos parecem estar bem de saúde e o 'British English' sobrevive muito bem. Há quem tenha brio na sua Língua/vertente e a mantenha. Há quem se comporte como um país de cabeça levantada e não um país com complexos de culpa e de inferioridade. Qual o próximo passo por cá? Passar a usar o gerúndio a toda a hora? Importar todo o vocabulário brasileiro porque SUPOSTAMENTE eles é que estão na vanguarda da Língua (lol) ?


Por outro lado se calhar as pessoas deviam reflectir mais com este novo fetiche por homógrafas (vêm => vem vs. vem) e eliminação de hífens, que vai fazer com que as palavras e o seu sentido dependam ainda mais do contexto e só alguém que pouco precisa de ler é que pode achar isto boa ideia... uma leitura na diagonal começa a ser complicada. Afinal vêm facilitar para os lorpas que dão bastante erros ortográficos (não me refiro a gralhas) e complicar aqueles que têm que ler todos os dias textos e procuram seguir a actualidade portuguesa e mundial nos jornais/páginas da Internet nos intervalos do seu emprego. Facilitismo barato no seu melhor, haja preguiça de escrever bem para ser mais facilmente compreendido (que é o que interessa quando escrevemos algo, não escrever mais facilmente para ser mais difícil compreender)


De qualquer das formas... esta é a minha opinião, respeito opiniões diferentes.
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De Zé da Burra... a 09.09.2008 às 17:15

Há cerca de 100 anos fizémos alterações nesse sentido que hoje ninguém contesta: basta pegarmos num livro desse tempo e facilmente constataremos muitas diferenças gráficas, por exemplo: commissario, auctoridade, offerecer, allemão, commercio, thermometro, affirmar, jury, official, (e o seu plural) officiaes, monarchia, d'elle, d'ella, d'este d'aquelle, n'esse, n'essa, pharmacia, elephante, sêco, Victor, Luíz, Benguella, Mossamedes, Pôrto, Cintra, Cezimbra, Barca d'Alva...

Deveremos por também em causa aquelas alterações?

Zé da Burra...
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De Manuel Carioca a 17.05.2008 às 17:14

o fato objetivo é que o impato desta sua ação foi nulo visto o acordo ter sido aprovado.

O vosso corretor ortográfico está errado visto assinalar palavras escritas de forma correta como estando mas escritas.
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De jonasnuts a 17.05.2008 às 17:26

O impacto deste meu post não foi nulo. Houve pessoas que assinaram a petição depois de terem seguido o link que aqui deixei. Além disso expressei a minha opinião.

Só isso, faz com que o resultado não tenha sido nulo.

Quanto ao "nosso" corrector ortográfico estar errado, informe-se melhor, há países que ainda não assinaram o acordo, e além disso, mesmo quando (se) entrar em vigor, haverá um período de adaptação, em que as três grafias serão consideradas correctas, pelo que o "nosso" corrector ortográfico, ainda estará correcto durante muito tempo.

Por último, neste Blog, escrever-se-á sempre correctamente, mesmo que essa correcção não corresponda à letra da lei que alguns imbecis aprovaram.
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De Manuel Paulista (ou Carioca) a 17.05.2008 às 19:31

espere até ter outra situação do tipo http://jonasnuts.blogs.sapo.pt/163836.html
e receber em casa uma resposta dizendo que a sua reclamação não pode ser processada devido a não estar escrita de forma correta.

Depois "falamos".

E já agora leia este excerto magnífico:
http://www.ciberduvidas.com/controversias.php?rid=1722

«É imperioso que os deputados, a 15 de Maio, e subsequentemente o Presidente da República usem todas as suas capacidades legais ou o seu magistério de influência para evitar a imensa perturbação que adviria da interpretação corrente do Acordo. Tal só se conseguirá se a sua entrada em vigor ficar condicionada a uma definição inequívoca do seu alcance e modo de aplicação no âmbito nacional. Para este fim, o Governo precisará de nomear de imediato uma comissão de peritos (incluindo, entre outros, linguistas, professores de Português, neuropsicólogos, psicolinguistas e sociólogos, com intervenção das Universidades e não apenas a Academia das Ciências de Lisboa) que fique incumbida de, com base em estudos sérios, fixar os critérios de selecção das opções previstas e acompanhar a delimitação do vocabulário ortográfico parcial da língua portuguesa a adoptar em Portugal nas esferas de uso referidas. A margem de manobra que o Acordo permite é muito grande e, se for seguida esta via, pouco de irremediável estará já feito.»
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De jonasnuts a 17.05.2008 às 19:51

Tendo em conta que na maioria dos serviços púbicos e mesmo nos impressos oficiais há sempre muitíssimo erros ortográficos, não me parece que o argumento de haver erros numa reclamação seja válido para recusar essa reclamação. E, sinceramente, gostava que um dia alguém tentasse essa, comigo. A sério. Na realidade, essa seria a única razão que me levaria a olhar para este acordo com bons olhos. Alguém a tentar recusar uma reclamação minha, por estar mal escrita, à luz do novo acordo. Sinceramente. Não me tinha lembrado dessa, mas seria muitíssimo interessante.

O problema é que eu vejo coisas desse tipo acontecerem à minha volta, mas nunca me acontecem a mim. Lamentavelmente.

Além disso, não sei se já percebeu, que neste Bog, aproveito para fazer publicamente as minhas reclamações, e enquanto eu mandar no meu blog, escrevo como eu quiser :)

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De Manel Bandeirante (ou Carioca de Limão) a 18.05.2008 às 00:09

«não me parece que o argumento de haver erros numa reclamação seja válido para recusar essa reclamação.»

E desde quando é que um argumento tem de ser válido para ser usado? Basta dar uma boa desculpa para cobrir a (remota) hipótese de a recusa ter de ser "justificada" a terceiros. As deste tipo são as melhores e são usadas por toda a gente.

«O problema é que eu vejo coisas desse tipo acontecerem à minha volta, mas nunca me acontecem a mim. Lamentavelmente.»

Ou então até acontecem mas não se apercebe. Quando este tipo de disparidades entre o que acontece aos outros ou a mim existe é nisto que eu penso.

«e enquanto eu mandar no meu blog, escrevo como eu quiser :)»

E quando o seu filh@ (ou mais tarde neto@) se queixar que não a consegue compreender ou a gozar com os seus atavismos linguísticos, vai manter a mesma atitude? Duvido.
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De pedrocs a 26.05.2008 às 18:05

"impato" é ausência de "patos", não é? Nesse caso não devia ser "inpato"?

Fiquei confuso.

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