Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]





subscrever feeds


Arquivo



Os arraiais, os pic-nics e os casamento gay

por jonasnuts, em 07.06.10

Vejo pela blogosfera (e não só) que há muitas preocupações em relação ao folclore que rodeará os casamentos gay. Porque, como se sabe, todos os gay são, como a própria palavra indica, alegres.

 

As generalizações são perigosas, mas a malta não vê isso. Só vê o estereótipo e a ideia preconceituosa que tem na cabeça. E vê um casal de gays (homens, claro) a casar com muito pride, e muitas pinturas, e muita música alta, e muito frissom, e é só isso que vê e pensa. E ficam horrorizados. Que horror, o casamento, essa instituição, assim conspurcada pela mariquice do mau gosto gay.

 

Vá lá.

 

Se acham mesmo que todos os gay são folclóricos, também acham que os heterossexuais têm todos os mesmos gostos, certo? Presumo portanto que tenham estado todos no pic-nic do Parque Eduardo VII, a receber a selecção, a açambarcar as bolas brinde oferta, e a cantar ao som de Tony Carreira. Eram todos heterossexuais, certo? São todos iguais?

 

Deixem-se de tretas, porra. Cada um celebra o casamento como muito bem entender, uns com mais bom gosto, outros com menos bom gosto, mas isso, de acordo com a nossa bitola, e o bom gosto é subjectivo, certo?

 

E, tenho a certeza, já todos foram a casamentos pirosos, certo? No meio da pirosada toda, houve alguma coisa que tenha ultrapassado a alegria de quem se queria casar? Não é acerca disso, o casamento? Duas pessoas, que querem casar, e fazer aquela festa?

 

Cada um casa como quiser, quando quiser, com quem quiser.

 

Parece-me justo.

 

Adenda: O Vídeo certo, para ilustrar o post. Recomendação da Shyznogud :)

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vuvuzelas

por jonasnuts, em 06.06.10

Já toda a gente escreveu acerca dessa tragédia que é a vuvuzela mas, vejo todos convencidos de que a vuvuzela se extinguirá logo que termine a participação portuguesa no campeonato do mundo, o que significaria que a coisa terminaria rapidamente.

 

Mas, esquecem-se, que aquela coisa é feita de plástico, que não é conhecido por ser biodegradável, ou por se estragar facilmente. Ainda noutro dia fui dar com um saco cheio de bonecada de plástico das Happy Meals do McDonalds, e o puto já não come Happy Meal vai para dois anos, e lá estavam todos, intactos.

 

As vuvuzelas vão persistir. A longevidade das vuvuzelas vai ser muito mais ampla que a da selecção.

 

E esta selecção vai ser conhecida como a das vuvuzelas. Os vuvuzelos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Bateu, cuspiu e fugiu

por jonasnuts, em 05.06.10

Quarta-feira final do dia. Vou buscar o puto a casa da minha mãe, numa rua movimentada de Lisboa. Encosto-me ao máximo numa reentrância na via, ligo os 4 piscas e saio do carro, para receber o puto.

 

Enquanto ele desce e não desce, um carro manobra. Olho lá para dentro. Um senhor, com ar de quem já não deveria conduzir vai pra cima de 50 anos. Pensei para comigo, isto não vai correr bem.

 

Pois o senhor queria fazer inversão de marcha (e a rua tem espaço para isso), mas pronto, não se entendeu lá com aquela parafernália toda (Volante, manete das mudanças, pedais....já deve ser muita confusão), e decidiu abortar a manobra, continuando a descer a rua, direitinho ao meu carro. Tunga. Raspa o carro dele no meu. Eu sabia que não ia correr bem.

 

O senhor faz marcha atrás e sai do carro para ver o estrago.

 

Eu tenho um smart, o pára choques é de plástico, ok?

 

O senhor aproxima-se, cambaleante, pergunta se há estrago. Aponto para a esfoladela no pára choques. Ele inclina-se, passa a mão pela esfoladela, leva-a à boca, cospe, e "limpa" a esfoladela. Isso não é nada, conclui.

 

Eu, de forma educada, informo que ele poderia chegar à conclusão de que não tinha sido nada, se o estrago fosse no carro dele, sendo no meu, era eu que decidia se não era nada. E era. Estava esfolado.

 

Eu queria preencher uma declaração amigável, despachar aquilo rapidamente e ir à minha vida. Não queria chatices. Sou habitualmente muito deferente com pessoas idosas.

 

O senhor (que afinal não era um senhor), diz que não quer preencher nada, e que paga o estrago, e com um ar arrogante saca da carteira e tira 40 euros, tentando passá-los para a minha mão. Digo-lhe que não aceito o dinheiro, porque não sei o custo do pára choques, e que quero preencher a declaração amigável.

 

Então o senhor diz que não tem tempo e que não está para se maçar, dá meia volta, mete-se no carro e baza.

 

Claro que, tendo em conta a idade do senhor e a forma cambaleante de andar, enquanto deu meia volta e se meteu no carro eu tive tempo de tirar várias fotos ao carro e à sua posição, e à matrícula, e ao senhor propriamente dito. Mais um bocadinho e dava para um vídeo.

 

E pronto...fiquei ali parada, enquanto o delinquente fugia.

 

Já sei que posso apresentar queixa na polícia, ou preencher a declaração amigável e entregá-la na minha companhia ou na dele, mas irritou-me a arrogância idiota dum gajo que já não devia conduzir há décadas. A sério.... os velhotes deviam fazer exames de condução todos os anos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Maria ou a comunicação das empresas

por jonasnuts, em 05.06.10

Tem-se falado muito do posicionamento das empresas face à Interner em geral e às redes sociais em particular.

 

É um tema recorrente desde que há acesso à internet em Portugal.

 

Enquanto estávamos na fase dos sites institucionais, a coisa correu menos mal, apenas a apontar uma certa lentidão do tecido empresarial português (adoro esta frase), em ter uma presença online, mas de resto, a informação começou por estar lá. Era fácil, era estático, não dava trabalho.

 

Mas, hoje em dia, é diferente, não basta estar, é preciso estar bem, de forma inteligente, e em todas.

 

Eu não acredito que a maioria das empresas consiga, em tempo útil, adaptar-se a estas novas ferramentas de comunicação.

 

Caramba, o telefone tem mais de 100 anos, e as empresas ainda não sabem usá-lo. Porque é que aprenderiam a usar a internet antes de saberem usar o telefone?

 

Isto tudo porque quando me perguntam como me chamo eu respondo com a verdade, Maria João Nogueira, e a grande maioria das empresas passam toda a chamada a dizer Senhora Maria, Senhora Maria, Senhora Maria.

 

Já experimentei dizer que me chamo João, mas Senhora João não soa bem, e Senhora Jonas ainda pior.

 

Se as empresas não sabem comunicar por telefone, porque é que haveriam de saber comunicar online, explicam-me?

Autoria e outros dados (tags, etc)


Pág. 2/2





subscrever feeds


Arquivo