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O Marquês

por jonasnuts, em 09.05.10

Esta coisa do Benfiquismo é algo que qualquer bom chefe de família tem de transmitir à descendência. A Mística cultiva-se.

 

Nessa perspectiva, assim que o jogo acabou, fomos recolher os putos às respectivas progenituras, e ala para o Marquês.

 

As minhas comichões em relação a levá-los ao football, aqui, não se colocavam, certo?

 

Não há violência, é tudo do Benfica, não há insultos.....tudo seguro.

 

Pois, pois.....a parte da violência tudo bem, nada a assinalar, mas em pleno relcado do Marquês, enquanto saltávamos porque senão éramos já não sei o quê, o cânticos mudam de repente.

 

Pó Caralho, Pó Caralho, Pinto da Costa Pó Caralho.

 

E eu aflita. Não estava nos meus planos, que eles dessem de caras com palavrões.

 

Caralho já conheciam, provavelmente. Pinto da Costa, olha, passaram a conhecer.

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Os católicos

por jonasnuts, em 09.05.10

Primeiro a contextualização.

 

Não sou católica, nem sequer sou católica não praticante, conceito que sempre me fascinou da mesma forma que me fascinaria se alguém me dissesse que era futebolista não praticante. Não sei muito bem em que é que acredito, não sei sequer se acredito em alguma coisa, mas sei que não acredito, nem nunca acreditei, na Igreja. Criada num ambiente de avós paternos muito católicos (praticantes, lá está), avós maternos que se estavam borrifando, e pais que eram contra, mas em colégios onde a maioria era católica, praticante, lá está.

 

Sempre convivi bem com a diferença, cada um é como cada qual. Se eu tenho o direito de não acreditar, eles têm o direito de acreditar, no que quiserem.

 

Na semana passada, a tentar marcar uma reunião com uma pessoa que não conheço, diz-me ela do lado de lá "terça-feira não posso, porque vou acenar ao Papa, sim, eu sou crente, guilty as charged".

 

E até comentei com ela na altura, que raio é isto dum católico quando afima a sua crença, fazê-lo logo na defensiva? Porque não foi a primeira vez que aconteceu. Que raio de país é este em que nos estamos a transformar, em que as pessoas têm medo, ou receio, ou vergonha de afirmar as suas crenças?

 

Muito atacados se devem sentir os católicos, para estarem tão à defesa. Não imagino os que são crentes de outras religiões, deve ser pior ainda.

 

Alguém que diga que é do Islão deve passar as passinhas do Algarve.

 

Não percebo o crentes, não percebo este folclore todo à volta do papa, não vou gostar de ter a minha vidinha condicionada nos dias em que ele cá estiver, não gosto do posicionamento do estado que mistura alhos com bugalhos e que não percebe o que é um estado laico, mas no meio disto tudo, respeito os católicos. Para eles é uma festa. Que festejem, em paz e sem se sentirem perseguidos, caraças.

 

A mesma paz que quero para mim, quando logo à noite for festejar o campeonato do Benfica.

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Os cagões

por jonasnuts, em 06.05.10

Detesto cagões, e cagonas já agora, que eu não sou esquisita.

 

E a inflação de cagões e cagonas, nos últimos tempos, tem sido astronómica.

 

Pessoas que dão demasiada importância a si próprias, pessoas que têm tiques de superioridade, pessoas que têm um ego maior, muito maior, que o talento, pessoas que acham que nos estão a fazer um favor pelo simples facto de respirarem o mesmo ar que nós.

 

Tive um encontro com uma cagona, na semana passada. Uma reunião da qual saí meia aparvalhada, e olhem que para eu sair meio aparvalhada duma reunião, e preciso que a coisa seja mesmo grave. Todo o ar de "eu sou muita boa", "eu escrevo muito bem", "eu sou um blog de referência", "eu tenho muitas visitas". E eu já com um ar enjoado a olhar para o tal do Blog, que por sinal já conhecia, e a cuscar-lhe o sitemeter e a ver que, do ponto de vista das visitas, aquilo estava muito longe do que ela dizia. E mostrei-lhe o meu blog, este, para exemplificar a tagcloud, e o feedback foi "pois, mas isso é um blog muito simples" (e é, e eu gosto que seja, mas foi dito como um insulto). Não resisti a mostrar-lhe que o meu blog muito simples tinha o quíntuplo das visitas do dela. Sim, pelos vistos as mulheres também têm momentos "a minha é maior que a tua".

 

Já tinha explicado o que havia para explicar, já tinha feito a minha parte, deixei a cagona com os outros presentes, abandonei a reunião e nem sei como é que ficou a coisa, mas fortaleceu o meu sentimento em relação a cagões e a cagonas.

 

A minha experiência confirma-me frequentemente, quanto maior o ego, menor o talento. E os cagões normalmente, tem um enorme, enormíssimo ego.

 

Ou isso ou não me sei vender como deve ser. Se com aquele número de visitas aquela gaja faz aquele show of, eu vou começar a pedir passadeira vermelha para entrar aqui todos os dias de manhã. E se um dia o Markl, o Miguel Marujo, o Rodrigo Moita de Deus, o Pedro Correia ou a Maria João Shyznogud Pires cá vierem para uma reunião, tenho de assegurar que há fogo de artifício, banda ao vivo e cocktail de boas-vindas.

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Férias das criancinhas

por jonasnuts, em 04.05.10

Qualquer mãe (ou pai) que já ande nisto há uns anos, e tenha, como eu, o puto numa escola que fecha quando terminam as aulas depara-se todos os anos com o dilema do costume.

 

O que fazer com ele no mês em que ainda eu não estou de férias, mas ele já?

 

E oferta não falta mas, como tive oportunidade de descobrir em Junho do ano passado, ou pensamos na coisa com antecedência, ou estamos lixados, com f de cama.

 

Este ano, fruto da experiência do ano passado, já estou em campo à procura dum sítio de jeito, que o satisfaça e, mais importante, que me satisfaça a mim (sou mãe galinha, sempre fui, sempre serei, e não deixo o puto com os primeiros caramelos que organizam umas actividades que, no papel, parecem giras).

 

A 1ª semana de Julho está resolvida. Familiarmente resolvida. As restantes, até Agosto, estão apalavradas mas, não há bela sem senão, por estas 3 semanitas em que um bando de putos vai andar a desenvolver actividades pedagógicas que vão contribuir para o seu desenvolvimento psico-social e mais o raio que o parta, sai-me do bolso.

 

A continha, para 3 semana (e vem dormir a casa, que, como disse mais acima, sou mãe-galinha), já vai em €700.

 

Já quando eu era miúda me lembro de ter pena de não ter "terrinha". As minhas amigas iam 3 meses para a terrinha, e voltavam de lá felizes e contentes, de brincarem com a primalhada, em família e com ordem de soltura. Hoje, tenho pena de não ter "terrinha" porque seria para lá que empandeirava o puto, em ambiente familiar, com actividades que certamente iam contribuir para aquelas coisas importantíssimas que referi ali em cima, e sempre me sobrava alguma para quando chegasse a altura das férias em comum.

 

Fónix, que esta coisa do desenvolvimento psico coiso e mais além, custa caro.

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