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Os gravadores e o Público

por jonasnuts, em 16.05.10

O que é que tem a ver uma coisa com a outra? Aparentemente nada, mas na minha cabeça, tudo.

 

No caso dos gravadores há um deputado que, claramente, comete um erro. Perdeu a cabeça, meteu os gravadores ao bolso e bazou.

 

No caso do Público a dar como facto que o adepto do Benfica tinha morrido, publicando a notícia (ouvida num fórum da Benfica TV), sem antes a confirmar, também é um erro.

 

Nenhum destes erros me chateia. Se os erros me chateassem eu só lidava com máquinas. Errar é humano.

 

Estou mais interessada na resposta ao erro. E, nos dois casos, a resposta foi errada.

 

Se o deputado Ricardo Rodrigues, ao cair em si, tivesse pegado no telefone e ligado para os jornalistas, reconhecendo o erro, devolvendo os gravadores e pedindo desculpa, a coisa, na minha perspectiva, tinha-se resolvido e tinha ficado por ali. Não. Persistiu no erro.  Neste momento, já não tem volta a dar.

 

No caso do Público, a mesma coisa. Se tivessem assumido o erro, relatado a verdade dos factos e pedido desculpas pelo erro, a coisa tinha passado, porque, reconhecerem o erro era sinal de que estariam mais atentos no futuro. Não, tentam deitar as culpas para cima da Benfica TV, como os putos dizem à mãe, que não fui eu, foi o cão. Neste momento, já não têm volta a dar.

 

Se os erros me chateassem, eu só lidava com máquinas, já o disse ali em cima. A forma como as pessoas lidam com os erros que cometem é que me esclarece, mais do que os erros cometidos.

 

Nestes dois casos, fiquei plenamente esclarecida.

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Pois Canté!!

por jonasnuts, em 14.05.10

Estou a ouvir. Lembro-me das letras todas. Cá em casa, ele ameaça fazer um 25 de Novembro caseiro, e pede socorro. Diz que "O PREC instalou-se na sala. As colunas queixam-se dos adufes e das gaitas".

 

Eu deliro :)

 

E acho que esta crise pode ser uma oportunidade para a música de intervenção.

Substituam umas palavras mais datadas por outras mais actualizadas e regressa tudo de novo.

 

Pois Canté!!

Enquanto anda lá no céu a cotovia

Ando a trabalhar o pão de cada dia

Para encher a pança a essa burguesia

Sempre a trabalhar

P'ro patrão gozar

Isto inté qu'há-de mudar um dia

(Pois Canté!)

 

Os políticos burgueses à porfia

Só nos sabem receitar democracia

Mas o povo é que é levado na tosquia

O senhor ministro

Tem a culpa disto

Isto inté qu'há-de mudar um dia

(Pois Canté!)

 

Tanta propaganda na telefonia

A falar na grande crise da energia

Com tanto desemprego, quem diria!

Fala o aldrabão

E ri-se o patrão

Isto inté qu'há-de mudar um dia

(Pois Canté!)

 

Quando a máquina do lucro se atrofia

A reparação é sempre a carestia

E o povo é que lhes paga a avaria

Mas o Capital

Fica sempre igual

Isto inté qu'há-de mudar um dia

(Pois Canté!)

 

Com golpaças e manobras, dia a dia

Bem nos tenta enrolar a burguesia

Eles são todos da mesma confraria

Irmãos explorados

Todos lado a lado

Isto inté qu'há-de mudar um dia

(Pois Canté!)

 

 

Desculpem lá:

 

"Quando a máquina do lucro se atrofia

A reparação é sempre a carestia

E o povo é que lhes paga a avaria

Mas o Capital

Fica sempre igual"

 

Em que é que isto não é verdade, hoje, a esta hora?

 

GAC! Regressa.

 

E as meninas e meninos que gostam de fazer covers de homenagem, NEM PENSEM NISSO.

 

E nos tops nacionais, saíam os abrunhosas e os cogumelos ou azeitonas ou lá como é que eles se chamam, e voltava o Zé Mário Branco, e o Sérgio Godinho, e revisitávamos o Zeca, e o Fausto, e o Vitorino pré-boleros, e a Maria do Amparo (sempre adorei a Maria do Amparo), e o Zé Barata Moura sem ser para nos mandar comer a papa, e mais uma catrefada deles.

 

Isso é que era!

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As melhores notícias!

por jonasnuts, em 14.05.10

Aqui há uns tempos falei aqui das minhas canções de infância. Não eram as canções tradicionais, eram canções de intervenção. Tudo o que é mais conhecido foi reeditado em CD (os vinis ficaram "esquecidos" em casa do meu pai), mas havia pérolas da altura que não tinham sido reeditadas e não havia maneira de conseguir recuperar as músicas, a não bocadinhos aqui e ali, online.

 

Hoje, no trabalho, pareceu-me ouvir algures no open space, os primeiros acordes da Internacional. Fui atrás, e foi então que dei com isto:

 

 

Opá, então não é que reeditaram em CD os 4 álbuns do GAC? O que eu procurei pelo Pois Canté! cujas letras, ainda hoje, passados tantos anos, sei de cor.

 

Já adicionei ao meu iTunes e vou comprar os CDs propriamente ditos, que isto são relíquias a preservar.

 

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Eu e a crise

por jonasnuts, em 13.05.10

A crise e eu vamo-nos aguentar à bronca. Não nos vamos dar bem, pelo menos eu não gostarei muito dela, mas porra, estou rodeada de muita gente de quem não gosto e isso não me impede de funcionar normalmente. Preciso é que funcionem bem. Aguento mais depressa um imbecil competente do que uma simpatia incompetente. Portanto, desde que a crise faça o trabalhinho dela e me deixe fazer o meu, estaremos menos mal.

 

Claro que me afectará. Mas, felizmente, eu ainda posso reduzir a despesa, embora, lamentavelmente esteja farta de pedir para me aumentarem a receita e não vejo jeitos da coisa acontecer. A verdade é que, no âmbito da impossibilidade de aumento da receita, já ando a ouvir falar nesta crise vai para uns 10 anos.

 

Posso reduzir a despesa, começando nas coisas mais prosaicas, menos DVDs, menos gadgets, deixo de fumar, férias mais baratinhas, menos restaurantes, poupar electricidade de forma mais fundamentalista, o mesmo com a água e com o gás.

 

Se for mesmo preciso, podem ser assumidos cortes mais radicais, deixo de ter empregada, passo a andar de transportes públicos, passo a levar almoço de casa.

 

Em caso de tragédia posso ir ainda mais longe e deixar que o puto dê pela crise.

 

Tenho portanto algum fôlego que me permitirá (espero eu), passar pela crise (ou deixar que ela passe por mim) de forma, senão pacífica, pelo menos suportável.

 

O que me leva ao que inspirou o post.

 

E os outros? E os que já cortaram em todo o lado e já não têm mais onde cortar?

Como é que eles vão fazer para que os seus filhos não dêem pela crise?

Acima de tudo, a crise afecta-me, por isto.

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Trânsito em dia de tolerância de ponto

por jonasnuts, em 13.05.10

Em Fátima deve estar o caos, pelo menos se todos os carros que hoje NÃO estiveram, como de costume, na Marginal de Lisboa lá estiverem.

 

Os habituais 45 minutos que levo a chegar à escola do puto transformaram-se em 15 + meia hora parada à porta da escola.

 

Foi toda a gente para Fátima ou tolerância de ponto é um mero eufemismo para "podem baldar-se à vontade"?

 

É-me indiferente.

 

Venha mais vezes, Bento XVI, a mim deu-me um jeitaço, e adoraria que fosse sempre assim. Os reais 15 minutos que demora a fazer o percurso, em vez dos 45 que habitualmente dura a viagem.

 

(Por outro lado, o número de acessos aos Blogs e à Internet vão decrescer dramaticamente).

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As aulas hoje

por jonasnuts, em 12.05.10
Então filho, como é que correu o dia?
Correu bem.
O que é que fizeste em matemática?
Vi o Papa a passar.
E matéria?
Népia.
Nada de nada?
Consegui ver-lhe a nuca.

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Para os Geeks

por jonasnuts, em 12.05.10

 

Provavelmente já conhecem e eu é que cheguei tarde, mas esta é verdadeiramente a série cómica mais genial que vi nos últimos tempos.

 

Os não geeks não vão perceber as piadas todas, e malta abaixo dos 30 também não.

É raro soltar gargalhadas com uma série, vejam, Seinfeld fez-me soltar 2 ou 3 gargalhadas em todos os episódios que vi (e foram bastantes).

 

Não sei porque é que não passa em Portugal, mas recomendo vivamente The Big Bang Theory.

Não passando em Portugal, como é que a conseguirão ver? Vocês são geeks. Do the magic.

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O poder das palavras

por jonasnuts, em 11.05.10

Escrevi um desabafo no Facebook, face para os íntimos.

 

Confesso que não sou do Facebook, sou do Blog, um bocadinho do Twitter (mais por dever profissional que outra coisa), mas não sou do Facebook.

 

Vou lá uma vez por semana, ignorar a grande maioria dos convites de "amizade", aceitar os que acho que devo aceitar, e pouco mais. Misturam-se ali demasiadas coisas. Pessoal, familiar, profissional, tudo ao molho e fé em Deus. Não tenho tempo, nem pachorra. O mail daquela porcaria nem funciona como deve ser.

 

Escrevi um desabafo, dizia eu, e escrevi como falo. De coração na boca, à flor da pele, sempre a abrir.

 

Eu sou assim e, as minhas desculpas a quem não conhece esta minha faceta, eu digo muitos palavrões quando falo. Digo. Reforça a mensagem. Não digo palavrões por tudo e por nada. Não digo palavrões em casa. Não digo palavrões ao volante quando há menores dentro do carro. O meu filho nunca me ouviu dizer um palavrão (a não ser que me tenha apanhado quando eu julgava que ele estava a dormir). Conscientemente, o meu filho nunca ouviu um "merda" sair-me boca fora.

 

Mas, nas outras circunstâncias, e quando estou rodeada de pessoas que conheço e com as quais tenho confiança, uso palavrões. De novo, reforça a mensagem. São muito eficazes os palavrões, principalmente se proferidos por uma mulher.

 

A minha mãe e a minha irmã ouvem-me falar, sabem que falo com palavrões, mas fez-lhes confusão verem o palavrão escrito.

 

Lamento imenso, mas eu escrevo como falo. Este falo, não tem segundo significado. Mas podia ter.

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Fotos

por jonasnuts, em 11.05.10

Há poucas fotos minhas. Não me refiro apenas ao online, refiro-me à generalidade. Não gosto que me tirem fotos. Provavelmente porque tenho uma mãe fotógrafa compulsiva que enquanto mandava alguma coisa me fez posar até em casas-de-banho de restaurantes, para tirar fotografias. Isso e o facto de ficar SEMPRE mal. É certo e sabido......foto minha fica um desastre, salvo raras e honrosas excepções. Mas pronto, não gosto.

 

A foto que está no cabeçalho deste blog é ao longe, nem se percebe muito bem se é um gajo se é uma gaja (já me disseram isso mesmo), e é das poucas que por aí andam.

 

De repente, no twitter, começam a dizer-me que viram fotos minhas da festa de hoje (Benfica @ SAPO), e eu estranhei. A minha mãe, Facebookiana dos sete costados a dizer-me que tinha gostado de ver as minhas fotos. Ficou-me a pulga atrás da orelha.

 

Fui ver.

 

A neve não caía, o ar condicionado não estava assim tão baixo, mas lá estava eu, publicadinha numa conta de Facebook de que nem sequer sou "amiga". Assim, escarrapachada. Nem autorização para tirar a foto nem autorização para a publicar.

 

Tiram-se as fotos e tunga, espetamos com as ditas cujas no Facebook, porque afinal de contas, aquilo é tudo família.

 

Cambada de atrasados mentais (e atrasadas), que puta de geração que não sabe o que é a privacidade. Ainda se fosse só a deles, é como o outro, mas a de terceiros? Assim?

 

Estou mesmo a ver a cena, ai que giras estas fotografias, deixa-me cá pô-las no "Face".

 

Esta gente droga-se.

 

Droga-se hoje. Amanhã ouve-me.

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O Dia Seguinte

por jonasnuts, em 10.05.10

Acordar descansada e sem pressas. Lembrar-me de repente que tinha uma reunião às 10h30 e disparar com os preparativos matinais. Sair de casa a abrir, sem me esquecer do cachecol do Glorioso.

 

Chegar atrasada, de cachecol ao pescoço, para ter uma reunião com um portista bem disposto, sem link porque a notícia não é minha para dar.

 

Verificar que há muita azia por aí espalhada, receber rosnadelas no elevador, mas também muitos sorrisos cúmplices de reacção ao cachecol.

 

Ter um presente em cima da secretária, um recorte de jornal com uma foto do Glorioso Campeão (e demorei a descobrir quem tinha deixado o presente).

 

Uma festa marcada para as 16h30, Benfica Party @ SAPO.

 

Se o Benfica tivesse perdido o que é que seria diferente? Nada. Trazia o cachecol na mesma.

 

Benfica SEMPRE.

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