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Aqui há uns tempos falei dos espanhóis, e do movimento que se criou contra uma lei que o governo espanhol pretendia aprovar.

 

Acho que é uma questão de tempo até nos debatermos, por cá, com este tipo de problema. Aliás, já começaram a ser dados os primeiros sinais, com a porcaria da lei dos links (mais sobre este tema um dia destes).

 

Na altura regozijei-me (ena)  com o facto dum movimento de cidadãos ter conseguido parar uma tentativa de legislar que era (e é) idiota, e que ia (vai) contra os direitos básicos de muitos para defender os interesses de poucos (mas grandes).

 

Parece que me precipitei. O governo espanhol pareceu ter na altura travado a coisa, mas, qual operação de maquilhagem, regressa com uma "nova" proposta que não muda absolutamente nada, e, ao que parece, prepara-se para aprová-la.

 

Mais informação na notícia do El País e no site do Enrique Dans.

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Droguem-nos

por jonasnuts, em 04.01.10

Qualquer mãe ou pai sabe que, quando tem um filho, empenha durante muitos anos as suas horas de descanso. E se não sabe, descobre-o rapidamente.

 

Faz parte do kit.

 

Pessoalmente não me posso queixar muito (nem muito nem pouco, não me posso queixar nada), mas conheço muitos casos em que, principalmente os primeiros anos são caóticos.

 

Com o correr do tempo, as coisas tendem a normalizar um bocadinho, mas há quem fuja ao padrão. Num blog que leio, uma mãe queixava-se de que a sua criança, que já não é um bebé, sofre de crises de ansiedade quando chega a hora de dormir e durante o sono. Acorda imensas vezes, aflita, quer dormir de luz acesa, quer a companhia de alguém. A mãe está desesperada, claro. Pressenti que o desespero se prendia mais com o bem-estar da criança do que com as suas horas de descanso, sugeri a consulta um bom pedo-psicólogo que ajudasse a encontrar a raiz do problema, e que ajudasse (mãe e criança) a ultrapassá-lo.

 

Os dois outros comentários ao post em questão dão nomes de medicamentos para adormecer a criança.

 

Estou certa de que são comentários bem intencionados (tal como o meu é), e claro que cada um sabe de si, mas se uma criança tem problemas de ansiedade, a solução é dar-lhe medicamentos? Anestesiá-la? Não é isso o mesmo que dizer-lhe: olha, não temos de resolver o teu problema, nem de pedir ajuda a um médico, porque há aqui um remédio que trata disso? Tomas um xarope, e a coisa passa.

 

Não é a mensagem errada?

 

 

Não sou anti medicamentos, mas acho que devem ser usados com muita parcimónia, e sempre como recurso extremo. O puto tem febre? Deixa ver como é que evolui. Deixa ver como é que o corpo responde. Vamos deixar que o organismo aprenda a reagir. Controlando. Passa dos 38.5? Anti pirético. Se aos 37 começamos a dar remédios, o corpo não desaprende?

 

Tenho-me dado bem com este sistema e a verdade é que falo de barriga cheia, tenho um filho absolutamente saudável, na volta estou a cuspir para o ar, mas esta coisa de encher as criancinhas de medicamentos por dá cá aquela palha, tratando os sintomas e não as verdadeiras causas dos problemas, a mim, faz-me comichão.

 

Sim, já sei, se está com comichões, toma um anti-histamínico.

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Refrescante

por jonasnuts, em 03.01.10

Receber um mail, de alguém com idade para ser meu pai, professor, escritor, vencedor de prémios, conhecido e reconhecido, mas com um pedido à cabeça, de tratamento por tu, e um tom absolutamente informal.

 

Caraças, ainda há esperança para a Humanidade.

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Sabemos que é a mulher que manda...

por jonasnuts, em 02.01.10

...quando encontramos uma família constituída por pai, mãe, um filho de 3 anos e uma filha de 2, e todos com toilettes a condizer. O pai com um sweatshirt igualzinha à do filho, e a mãe com um vestido com cores a condizer com o vestido da filha. Tudo dentro dos mesmos tons, roxos e rosas.

 

Hoje, às 3 da tarde, na cafetaria do Corte Inglês.

 

Ou isso ou o Corte Inglês está a esmerar-se na animação, para não cair no corriqueiro flashmob.

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Acordo ortográfico

por jonasnuts, em 02.01.10

Não seguirei o novo acordo ortográfico que, ao que parece, entrou em vigor ontem. Pelo menos até poder, na medida em que o puto está a aprender e certamente terá de aprender o novo, vamos ver como corre.

 

No entanto, acho que este acordo ortográfico será a salvação de muita boa gente. Há-de ser um acordo ortográfico de costas largas.

 

Muito boa gente, que não sabe escrever, há-de continuar a escrever mal, mas desta vez, a culpa será do acordo ortográfico, vão ficar baralhados, culpa do acordo ortográfico, vão cometer erros mas, certamente por culpa do acordo ortográfico.

 

Para alguns, o acordo ortográfico será uma valente safa.

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