Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]





subscrever feeds


Arquivo



31 da Armada em Wall Street

por jonasnuts, em 23.12.09

Se eu fosse aos senhores de Wall Street, fazia uma ronda pelas bandeira, para ver se continua tudo no sítio. É que da última vez que os senhores subiram a uma varanda, foi o que foi. O 31 da Armada em Wall Street.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Precisa-se - Espírito de Natal

por jonasnuts, em 21.12.09

Hoje é dia 21, quase 22. O Natal de família, este ano, é cá em casa. O Natal ainda não desceu em mim.

 

Falta tudo, bom, quase tudo.

 

Não há árvore montada, não há compras feitas, não há decorações, não há embrulhos, não há aquele nervoso miudinho, não há expectativa, não há nada.

 

Zero, nicles, népia.

 

A única coisa que me deu verdadeiro prazer foi comprar alguns presentes, para pessoas que não conheço.

 

Help? É que este não é o tipo de coisa que eu consiga safar com a minha capacidade de improviso.

 

Onde é que se arranja espírito natalício à pressão?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Afugentando leitores

por jonasnuts, em 20.12.09

Estão a ver a panca que o Bitaites tem pelo Zappa? Aquilo deve afugentar-lhe alguma audiência. Ora eu, não querendo ficar atrás daquelas que são claramente as melhores práticas de quem tem um blog, não podia deixar de fazer o mesmo.

 

Lamentavelmente (ou não), a minha panca não é pelo Zappa, mas pela Streisand, sim, essa, a Barbra. Também gosto de Zappa (que a esta hora deve estar a dar voltas na cova ao ver-se misturado com a Barbra Streisand no mesmo post), mas é ela que me dá a volta ao miolo.

 

Mais, assim de repente, não me ocorre mais nenhum artista que me levasse ao pavilhão atlântico, e olhem que isto, no meu caso, é dizer muito.

 

Digam o que quiserem, que é pimba, que já deu o que tinha a dar, que nunca deu, que é uma divette, que é só voz, que as letras são uma porcaria e que a música é uma merda, temos pena. Eu gosto. Sobretudo gosto do mau-feitio e do nariz (e de nunca o ter "arranjado"), e do vozeirão, claro.

 

Obviamente, não tenho o nível do Bitaites, pelo que não verão por aqui, com frequência, odes à Barbra Streisand, no mesmo ritmo frenético com que o Bitaites publica sobre Zappa, mas hoje apeteceu-me.

 

Não é divette, é diva mesmo. Digam-me lá quem mais é que seria tão narcisista que, num concerto, escolheria para cantar um dueto, ela própria? Mais ninguém :)

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O local de trabalho tornou-se ubíquo

por jonasnuts, em 20.12.09

É algo que já sinto (e digo) há muito tempo, mas que o James Tuner define e explica bem melhor que eu.

 

Num artigo em que elege, tecnologicamente falando, o melhor e o pior da década que acaba daqui a uns dias, ele termina desta forma:

 

"

The Workplace Becomes Ubiquitous: What's the first thing you do when you get home at night? Check your work email? Or maybe you got a call before you even got home. The dark side of all that bandwidth and mobile technology we enjoy today is that you can never truly escape being available, at least until the last bar drops off your phone (or you shut the darn thing off!)

The line between the workplace and the rest of your life is rapidly disappearing. When you add in overseas outsourcing, you may find yourself responding to an email at 11 at night from your team in Bangalore. Work and leisure is blurring together into a gray mélange of existence. "Do you live to work, or work to live," is becoming a meaningless question, because there's no difference.".


E isto é tão verdade. Mais verdade ainda quando fazemos aquilo de que gostamos. E se por um lado é uma conquista, esta ubiquidade, por outro lado é um enorme peso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Football infantil

por jonasnuts, em 19.12.09

Não é a primeira vez que sou confrontada com esta coisa, mas choca-me sempre.

 

Num torneio de futebol infantil, entre escolas (e escolas normais, não são sequer escolas de football), a quantidade de pais que leva aquilo a sério é impressionante.

 

Num momento que, idealmente, é de descontracção e divertimento, os pais (e mães) que berram de fora do campo para que os putos joguem melhor é um elemento de stress, na minha opinião, dispensável.

 

Aquela coisa do "na desportiva" é impossível, quando temos ao nosso lado um pai que berra ordens ao filho "vai-te a ele", "vai defender", "remata agora"..... Ainda se fossem mensagens de incentivo "boa defesa", "grande golo" etc., é como o outro, mas os pais que vêem nos filhos um futuro Cristiano Ronaldo (assegurando-lhes a velhice num lar de melhor qualidade, provavelmente), tiram-me do sério.

 

Já me chocava quando se tratava de torneios entre escolas de football (com pais e mães a insultar violentamente o árbitro, vernáculo incluído), mas piora um bocadinho quando se trata de um encontro amigável, entre escolas, e estamos a falar de miúdos do 1º e 2º ciclos (dos 6 aos 12 anos).

 

Cambada de ignorantes, que projectam nos filhos aquilo que gostavam de ter sido, tenham os putos muito ou pouco jeito para a coisa.

 

Espero que tenham dinheiro para pagar as contas do psicólogo que vai ter de tratar da auto-estima dos putos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tu e você

por jonasnuts, em 19.12.09

O meu post sobre os erros de ortografia da Olá tinha uma pequena observação sobre o tratamento na segunda pessoa que parece ter suscitado mais debate que a questão ortográfica.

 

Para que conste, trato por tu toda a gente com quem tenho alguma intimidade, e vice-versa. A minha mãe, o meu filhos, os meus avós, os meus colegas de trabalho. E essa é uma das primeiras perguntas que faço a quem chega ao meu círculo. Hoje em dia, faço a pergunta mais por causa dos outros do que por minha causa, a miudagem chega ao SAPO e vêem alguém mais velho (sou mais velha que a média, no SAPO), e tratam na terceira pessoa. E eu ponho logo a coisa em pratos limpos: "já nos tratávamos por tu, não?. Ao princípio custa-lhes um bocadinho, mas depois a coisa entranha-se.

 

Isto é, a título pessoal, prefiro o tratamento por tu.

 

Mas, se estou a falar em nome da empresa para que trabalho, o tratamento é sempre na terceira pessoa (sem usar o horrível você), independentemente da idade do meu interlocutor.

 

Não percebo esta mania de se tratarem as pessoas mais novas por tu, se os mais velhos tratamos com salamaleques.

 

Ah, porque é um serviço mais jovem, ou para crianças, e por isso tratamos por tu. Distingam as coisas pá. Tratar na terceira pessoa não significa serem formais. Não percebo um serviço que trata os utilizadores por tu, no site, mas depois responde aos mails com o tratamento na terceira pessoa e com aquelas expressões mais formais como "Estimado cliente" e "apresentamos os nossos melhores cumprimentos".

 

Há serviços que optam pelo tratamento por tu, e depois levam essa opção em conta em toda a comunicação, não concordo, mas ao menos são coerentes. Por exemplo, a Yorn, se ligamos para o call centre, perguntam-nos "estás boa?" ou "qual é o teu número?", tratam por tu, e os mails também. Menos mal.

 

Pessoalmente, acho que a comunicação com utilizadores/clientes tem sempre de ser feito na terceira pessoa, sem usar a palavra "você" e os textos têm de ser assexuados. Prefiro o erro "Bem-vindo", do que o "Bem-vindo(a)". É difícil escrever textos sem identificar o sexo do leitor mas, com prática e alguma imaginação, consegue-se :)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Jelados Ólà

por jonasnuts, em 19.12.09

Cara Unilever,

 

Da próxima vez que quiser enviar correspondência às crianças em geral e ao meu filho em particular, agradeço que o faça com correcção. Não o trate por tu, porque o tratamento na 2ª pessoa implica intimidade, que é algo que não existe nesta relação e, sobretudo, escreva sem erros de ortografia.

 

Quando o nosso target são crianças em idade escolar, temos de ter ainda mais cuidado com a correcção ortográfica do que comunicamos.

 

Da próxima vez que ele me pedir para comprar um gelado, eu também não me "esqueçerei" da vossa mensagem.

 

 

Devem ter a mesma agência que o Toys'r'us.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Blogs empresariais, o que (não) fazer

por jonasnuts, em 18.12.09

É com muita (demasiada?) frequência que me chegam questões sobre a necessidade ou relevância de se criar um Blog duma empresa ou de um serviço. E, a julgar pela quantidade de vezes que me colocam esta pergunta, há aqui meia dúzia de coisas que eu julgava (ó ingénua) que eram de senso comum, mas que afinal parece que não são.

 

Assim este post é a minha contribuição para os responsáveis das empresas que estão vai não vai para criar um blog (ou uma qualquer presença online que ultrapasse o estatuto de site institucional).

 

1 - Se não sabe para que é que precisa de um blog, é porque não precisa dele. Não precisa de o criar.

 

2 - Se apenas pretende despejar para o Blog os comunicados de imprensa, não precisa de Blog.

 

3 - Se pretende colocar no Blog a mesma informação que disponibiliza no site, não precisa de Blog.

 

4 - Se pretende que a gestão do Blog seja feita por alguém que vai contratar para o efeito, e que não percebe nada acerca do funcionamento da empresa, não crie o Blog.

 

5 - Se pretende escrever posts em que começa por "estimado cliente" e termina assinando "melhores cumprimentos", não precisa de Blog. Use o mail.

 

6 - Se não pretende responder a comentários (ou sequer tê-los abertos), não crie o Blog.

 

7 - Se não tem pedal para ouvir o que os seus clientes têm para dizer (as coisas boas mas, sobretudo as coisas más), não crie um Blog.

 

8 - Se vai dar a gestão do Blog ao seu sobrinho, que anda no 11º ano, e que até tem jeito para computadores, não crie o Blog.

 

9 - Se não se importa muito com a correcção ortográfica com que os posts são escritos, não crie o Blog.

 

10 - Se pretende actualizar o Blog apenas uma vez por ano, não crie o Blog.

 

 

Pronto. Fica despachado o post de serviço público do mês.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Need a handjob?

por jonasnuts, em 14.12.09

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Cara Galp

por jonasnuts, em 14.12.09

Moro num 11º andar de um prédio antigo. Vou fazer obras de remodelação da cozinha em Janeiro, que incluem deixar de utilizar gás de botija, para passar a usar gás natural. Até aqui tudo muito bem.

 

O meu esquentador, no entanto, trocou-me as voltas ao prazo, e não aguentou mais um mês. Deu o berro na semana passada. Ora, não podemos ficar 1 mês sem esquentador, não é?

 

Toca de comprar um esquentador novo, para gás de botija, e em Janeiro modificava-se para passar para gás natural. Até aqui, continua tudo muito bem.

 

Quando chegaram os vossos colaboradores para instalar o esquentador, entre outros problemas (imediatamente solucionados pelos donos da casa), disseram que não podiam instalar a coisa, porque em prédios com mais de 28 metros não é permitida a utilização de botijas (qualquer coisa a ver com o facto dos bombeiros não conseguirem subir acima dessa altura).

 

Pronto, é a Galp a fazer o seu trabalho, em prol da segurança de todos. Até aqui, continua tudo muitíssimo bem, claro.

 

Onde a coisa dá para o torto é no facto de, a mesma empresa, sem tirar nem por, vir aqui a casa todos os meses, entregar-me as botijas de gás.

 

Reparem, eu não recebo as botijas no R/c. Os senhores da Galp vêm com 2 botijas de gás pelo elevador até ao 11º andar. Os elevadores são daqueles sem porta, pelo que nem sequer dá para dizer que não sabem que subiram acima dos 28 metros. Mais, quando faço o pedido, dou a minha morada correcta, 11º andar. Quando comprei as botijas de gás, no contrato que celebrei com a Galp, indiquei a minha morada correcta, 11º andar. Não conheço nenhum prédio de 11 andares que tenha menos de 28 metros. Nunca foi um problema.

 

Cumé Galp? Ou deixam de vir entregar as botijas aqui a casa ou instalam a porra do esquentador, certo?


Não, a coisa resolveu-se doutra maneira, antecipei a instalação do gás natural, e fico sem fogão e sem forno na cozinha durante 1 mês. Dá imenso jeito não ter forno agora para o Natal. Obrigada Galp.

Autoria e outros dados (tags, etc)






subscrever feeds


Arquivo