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Apetência para conduzir

por jonasnuts, em 20.10.09

A apetência para a condução, dos Lisboetas (que já não é grande coisa em condições normais), diminui na proporção directa da precipitação por metro quadrado.

 

É isso e a capacidade de escoamento das sarjetas.

 

Qualquer chuvada entope tudo e mais alguma coisa e é ver as piscinas a serem criadas e os toques e acidentes a acontecerem.

 

E não me lixem com o "ah, mas foi uma grande chuvada" que todos os anos é a mesma coisa.

 

Se chovesse a sério, esta cidade parava, caraças.

 

Não sei se nos outros sítios do país é assim, presumo que sim, mas na grande Lisboa, é muito mau.

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E onde é que estão os filhos da puta?

por jonasnuts, em 17.10.09

Sim, eu sei, usar palavrões faz-nos descer nos rankings dos motores de pesquisa, mas eu borrifo-me nessas coisas.

 

Quero falar dos desgraçados e desgraçadas que andam por aí, coitados, sem mais nada para fazer a não ser poluir a vida dos outros. É que só mesmo a falta de vida própria é que pode mover pessoas a entrarem em blogs alheios e poluírem a coisa. Mais do que poluir, perseguem, chateiam, assediam, incomodam.

 

Não me refiro aos trolls que são, habitualmente, meramente chatos, e com os quais se pode bem, e que até se enxotam de forma relativamente fácil, esses até dão algum prestígio a um Blog, que, para ser digno desse nome, tem que ter um troll. Neste momento não tenho por aqui nenhum, mas já tive alguns, sim senhor.

 

Não é a esses que me refiro, refiro-me aos que identificam um alvo, e perseguem o autor ou autora de um blog, através dos comentários. Quando falo em perseguição, não estou a exagerar na escolha da palavra, são terroristas do comentário e, pior, são daquelas pessoas que destilam tanto ódio naquilo que escrevem que só podem ser doentes, e vai-se a ver e aquilo até extravasa para fora do blog e depois um dia aparece-nos um destes doentes à frente, e é um sarilho.

 

São vários os exemplos de pessoas que não têm pachorra e pura e simplesmente não permitem comentários aos seus posts. Em tempos achei que blog para ser blog tinha de ter comentários, mudei de opinião entretanto, conforme fui conhecendo os meandros.

 

Conheço pessoas que tinham os comentários moderados e, fartos de lerem tanto lixo, decidiram pura e simplesmente deixar de ter comentários. O Nuno Markl, depois de anos a criar calo e a imunizar-se contra estes filhos da puta (é que não há mesmo outro nome), fartou-se quando a coisa extravasou para a família (e neste caso, eu vi as amostras, e aquilo dava um caso de polícia).

 

Conheço quem hesite, mas persista na coisa.

 

E conheço quem deixe de ter o Blog pura e simplesmente. Compreendo perfeitamente. Quando me perguntam qual deve ser a duração de um blog a minha resposta é sempre a mesma, um blog deve durar enquanto for uma fonte de prazer para o seu autor. Assim que deixar de ser uma fonte de prazer, para passar a ser uma fonte de preocupações ou de stress, é acabar com ele, direitinho, sem apelo nem agravo.

 

Foi o que fez a Cocó. Nem sou suspeita, que o Blog está na concorrência, tenho muita pena, mas compreendo a decisão. Sei que muita gente dirá que desistir é dar uma vitória aos filhos da puta, mas não é. Vitória, neste caso, é a Cocó viver a sua vida, sem uma fonte adicional de stress (já que nessa área, parece que fontes não lhe faltam), e sem ter de passar a vida a pensar que lhe vai aparecer um maluco à frente, ou a passar tempo com a família preocupada em olhar por cima do ombro num just in case.

 

E quem é que são os filhos da puta? São aqueles que cá fora, irl (in real life) não partem um prato, ninguém dá por eles nem pela sua frustração, são calados, anónimos, cinzentos, paradinhos, anémonas, inferiores, complexados, invejosos. Não conseguem afirmar-se. Pudera.

Aproveitam então a sua santa ignorância de acharem que são anónimos (ó santíssima ignorância, que estas coisas descobrem-se tão facilmente) e online assumem a sua verdadeira forma, e azucrinam a vida duma pessoa.

 

Há casos em que a coisa é "bem" feita, já que roça apenas a ilegalidade, não havendo motivo para, através da lei (reparem que disse, através da lei), se ir mais além, mas, a maioria dos casos de assédio que tenho visto, dão casos de polícia bem cabeludos.

 

Mas, razão tem a Cocó. Não está para se chatear, nem aturar malucos, nem deixar que estes tenham qualquer importância na sua vida.

 

Quem fica a perder? Nós, que líamos a Cocó (e outros tantos que já fizeram o mesmo), e que vamos deixar de ler (pelo menos no Blog).

 

Por isso, não se animem os filhos da puta. A Cocó teve a elegância (e a inteligência) de se borrifar para vocês.

 

Mas andam cá alguns, que não são nem tão elegantes, nem tão inteligentes como a Cocó, e que perderam qualquer coisa com o assunto.

 

Não se esqueçam disso ó filhos da puta, e não se esqueçam também que há um pássaro brasileiro chamado cacalharás.

 

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Contradições

por jonasnuts, em 17.10.09

Isto de se ser old school num negócio de new media, tem muito que se lhe diga.

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Há precisamente um ano

por jonasnuts, em 17.10.09

Há precisamente 1 ano passei um fim-de-semana Blogosférico algo agitado.

 

De repente, na 6ª feira, uma série de factos concorreram para que, subitamente, grandes alterações em equipas de Blogs me caíssem em cima, salvo seja, fazendo com que o meu telemóvel e mail ficassem congestionados com pedidos, instruções, sugestões, retoques, registos, designs, detalhes, esclarecimentos, fofoquices, pessoal a querer saber quem é que se tinha despedido quem é que tinha sido despedido....e eu calada, a trabalhar para que as coisas ficassem prontas a tempo e horas, e a gosto.

 

Há 1 ano, nascia o Blog Jugular, e o Corta-Fitas tinha uma pequena crise (que mais tarde se veio a revelar ser de crescimento). Equilíbrio político, portanto.

 

Foi um fim-de-semana agitado.

 

Este ano, precisamente na mesma data, precisamente numa 6ª feira (passava já da meia noite, portanto tecnicamente foi na 6ª), também recebi um mail.

 

Que grande fim-de-semana :)  (que se vai estender, na limadela de arestas, pelo início da semana, que eu há coisas que não sei fazer e preciso do resto da equipa :)

 

Digamos que está a ser um fim-de-semana ventoso, mas muito produtivo :)

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A pornografia e o poder da palavra

por jonasnuts, em 15.10.09

Desengane-se quem aqui chegou à cata de um post sobre a falta de diálogo típica dos filmes pornográficos. Não é nada disso.

 

Oiço com frequência as pessoas em geral e jornalistas em particular a identificar fotos pedófilas, como "pornografia infantil".

 

Enquanto que às pessoas em geral se pode perdoar o erro, aos jornalistas nem por isso.

 

A pornografia não é crime. Imagens de teor pornográfico, entre dois adultos, feitas consensualmente, não são crime.

 

Não há pornografia infantil.

 

Há imagens de crianças abusadas sexualmente. Há imagens de crianças, usadas para efeitos de pedofilia.

 

Dizer pornografia infantil, é uma forma de legitimar a pedofilia.

 

Para que haja pornografia, é preciso que haja adultos e consenso.

 

Sim, eu sei que não é essa a intenção, mas consultem lá os compêndios de quem sabe da poda, a ver se não é como eu digo.

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Sou uma pimba e uma pirosa

por jonasnuts, em 15.10.09

E vou já avisando que os mais susceptíveis às piroseiras não devem ler este post e, sobretudo, não devem ver o vídeo.

 

Toda a gente se lembra daqueles carros que, antigamente, tinham na tampa do porta bagagens (que tecnicamente se chama chapeleira), um napperon e por cima do napperon de renda, um cão que abanava desesperadamente a cabeça, ao sabor dos movimentos dos carros, certo?

 

Carro de família conservadora que era digna desse nome, tinha o caraças da imitação do chihuaha a dar à cabeça cá atrás.

 

E nós ríamos perdidamente.

 

Ando há que tempos à procura duma coisa dessas. Acho que vai com o Smart. E como agora até ando numa de crochet, até podia ser que se arranjasse o napperon.

 

Em tempos falei disso aqui, provavelmente nos comentários, porque não descubro o post, e recomendaram-me as lojas chinesas. Mas nunca encontrei.

 

Eis senão quando, na semana passada, no insuspeito Corte Inglês, dou de caras com a coisa. Ok, não é um Chihuaha que agora somos mais modernos, dá ares a um golden retriever, mas abana a cabeça na mesma.

 

O Smart não tem chapeleira, ou melhor, tem, mas é recolhível, e eu preciso mesmo de recolhê-la para pôr a mochila do puto, mas, em alternativa, tem um enorme espaço à frente, por cima do porta-luvas.

 

Ele não queria acreditar, mas a verdade é que sim senhor, lá tenho o bicho, que já foi baptizado, e é o Cabeças, e que me acena que sim ou que não, ao ritmo da minha condução. Para quem tem putos, recomendo vivamente, já que é uma dose garantida de boa disposição assim que entramos no carro. E se eu ando a precisar de boa disposição. Ainda sem napperon, que não sei se consigo ir tão longe, apresento-vos o Cabeças:

 

 

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Se eu tivesse jeito para cantar......

por jonasnuts, em 15.10.09

....a Ensitel ia ter banda sonora, era garantido!

 

Um cliente insatisfeito com o serviço prestado pela United Airlines, depois de meses de Herodes para Pilatos, decidiu fazer uma música e o respectivo teledisco, como forma de reclamação.

 

O resultado da coisa foi que o vídeo já teve mais de 5 milhões de visualizações, e os senhores da United Airlines já tentaram fazer aquilo que recusaram durante 9 meses de contactos (e ele declinou).

 

A história está aqui, e chegou-me via Nélio, com link para aqui.

 

O vídeo, esse, é imperdível:

 

 

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Os rankings escolares

por jonasnuts, em 12.10.09

Está aberta a época dos rankings. Aquela época em que órgãos de comunicação social pegam nos dados estatísticos, e os trabalham a bem dos seus leitor...não, desculpem, e os trabalham a bem do tamanho de letra da primeira página.

 

Já acreditei mais em rankings das escolas do que acredito neste momento.

 

E confesso que já não estou à espera que haja uma porra dum jornal ou duma televisão ou duma rádio que façam trabalho jornalístico sério, mas irritam-me cada vez mais estas notícias dos rankings.

 

Façam lá um estudo a sério, senhores. Vão lá às escolinhas que estão no topo do ranking, de preferência apenas aquelas em que mais de 50 alunos fizeram os exames, e avaliem a qualidade de vida dos meninos. Vejam quantos deles têm internet em casa, e livros, e vejam quantos deles é que têm explicadores. Lembrei-me destes três factores, todos eles externos à escola, mas que contribuem para os resultados que os alunos alcançam nos exames. Depois de recolhidos esses dados, trabalhem-nos em conjunto com os dados demográficos da área da escola, e com os dados de criminalidade na área da escola, e, só depois disso e aí sim, cruzem os vossos resultados com os dados do ranking.

 

Se quiserem ir um bocadinho mais longe, podem entrar pela escola dentro, e ver se tem associação de pais ou não, qual é a taxa de senioridade dos professores, e qual o tempo médio de permanência de um professor naquela escola, podem ainda ver as condições físicas da escola, e o seu equipamento, e o número médio de alunos por sala, e a taxa de absentismo (de alunos e professores), e eu podia continuar por aqui fora.......

 

Não me tratem como atrasada mental, e não me atirem para a cara números que pintam o quadro como vocês querem vê-lo pintado, e não como ele está na realidade.

 

Dos jornalistas, não quero quadros. Quero fotografias. Sem photoshop.

 

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Enigmática

por jonasnuts, em 12.10.09

E quanto tudo à nossa volta parece desabar e correr mal, e o regresso de férias está a custar mais do que o previsto, e o fim do mês demora cada vez mais tempo a chegar, recebemos um mail que relemos duas ou três vezes para ver se é mesmo verdade, beliscamo-nos, sorrimos, e pensamos que, afinal, pode ser que isto volte a ser giro outra vez.

 

Recebi esse mail, via facebook, há bocadinho.

 

 

Yeap, pode ser que isto volte a ser giro outra vez.

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Solidariedade social

por jonasnuts, em 11.10.09

Não, não é imposto ou o ministério, é esta nova forma, tão fashion, de solidariedade através das redes socias.

 

Qualquer caramelo com perfil numa rede social está a jogar o joguinho para ajudar os recifes, ou as vaquinhas, ou o efeito estufa, ou tem uns botanecos no perfil, que linkam para as causas que "apoia". E eu ponho-me a pensar. Que raio de apoio é este, em que basta clicar num botão e já está, apoiamos.

 

Apoiamos como? Com um clique num botaneco? E isso materializa-se em quê? Ah, em divulgação, dirão  alguns. Mas divulgação para que mais uns carreguem no mesmo botão?

 

É tão fashion ter umas causas politicamente correctas, que nos podem dizer mais ou menos, mas que estão ali, servem, acima de tudo, para nos desresponsabilizarmos. Para dormirmos mais tranquilos, porque apoiamos uma causa, estamos a fazer o bem.

 

Uma merda. Não estamos a fazer porra nenhuma. Eventualmente estaremos a dormir um bocadinho melhor, ou a preencher as nossas quotas de "boas pessoas", mas isso serve-nos a nós, não serve os outros. Querer dormir melhor não faz de nós boas pessoas, faz de nós pessoas com vontade de dormir mais descansadas.

 

Gostava de saber quantas pessoas é que carregaram no botaneco do Ajudar a Marta e quantas dessas pessoas, quando chegou a altura de ir lá pôr o bracinho para dar uma amostra, deram mesmo o corpo ao manifesto. Muitas passaram de fininho, porque já tinham ajudado, com um clique do rato. Tiro e queda. Já ajudei. Já fiz a minha parte, não preciso de me preocupar mais, e ainda passo por boa pessoa.

 

Andamo-nos a enganar. Clicar em botões a dizer que apoiamos e que somos solidários não serve de porra nenhuma.


Os botões em que carregamos para "apoiar" causas são os nossos blue pill, e não, não me refiro a esses.

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