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Sunday Secret

por jonasnuts, em 13.09.09

Há um Blog que faz parte da minha lista de leituras por gosto (tenho também a lista de leituras por obrigação profissional). Chama-se Post Secret e faz um post por semana. É raro encontrar por lá coisas com que me identifique, mas gosto do conceito, e do grafismo, e de ver que há gente bem mais maluca que eu.

 

É raro, dizia eu, encontrar por lá coisas com que me identifique, mas hoje aconteceu.

 

 

Eu fiquei. Sempre. E não me arrependo, embora ainda hoje, passados tantos anos, me custe relembrar.

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Das fardas

por jonasnuts, em 12.09.09

Dizem que elas gostam de fardas. Nem todas, pelo menos, que eu sempre detestei.

A escola do meu filho tem 2 desvantagens, uma delas é ter farda. Eu bem lhe chamo uniforme, para ver se descanso a minha cabecinha, mas não, farda é mesmo o nome daquilo.

 

Confesso que se fosse uma farda tradicional, daquelas com calças de fazenda, camisinha branca, pullover e gravata (ou laço), mais os calções com a meia até ao joelho, teria escolhido outra escola (sim, sou assim tão fundamentalista), mas a verdade é que, de todas as fardas escolares que conheço, a da escola do meu filho é a mais porreira. Calças de ganga, t-shirts, sweat-shirts, e a coisa mais cocó que tem são uns pólos (manga curta e manga comprida), com colarinhos, com que embirro um bocadinho.

 

Mas pronto, o puto vai de sweat-shirt, calças de ganga e ténis. Menos mal. Preferia que não houvesse farda, mas pronto.

 

Há bocado, a comprar as coisitas que faltavam para compor o guarda roupa deste ano, numa loja que só vende fardas para escolas, e enquanto esperava na enorme bicha para pagar, ouvia duas mães, daquelas enfeitadas colares e pulseiras que fazem barulho e ferem os olhos. Apontavam para a zona onde está arrumada a roupa da escola do meu filho e dizia uma delas "olhe para aquilo, calças de ganga, parece que os miúdos vão todos os dias para as obras". Olhei, sorri, e anotei mentalmente a imbecilidade, mas fiquei caladinha. Coitadas. Mas passado um bocadinho, voltam à carga, "olhe para o material daquelas sweat-shirts, tão rafeiro" (é algodão, normalíssimo).

 

Pronto, já tinha feito a minha boa acção do dia, ficando calada da primeira vez, não sou a Madre Teresa.

 

Sorri docemente para elas, apontei para as minhas coisas em cima do balcão, onde estavam umas das tais calças de ganga e uma das tais sweat-shirts de material rafeiro e disse, "olhe, o meu filho anda nessa escola, e eu prefiro que ele ande vestido mais à vontade, do que ande desde pequenino de camisinha e gravata. Tem muito tempo para ser monótono, lá para os 30, acaba o curso de gestão, casa com uma dondoca, e nessa altura terá a oportunidade de andar de gravatinha e camisinha escolhidas pela mulherzinha, mas para já, prefiro que seja mais livre".

 

Coitadas...não sabiam onde é que se haviam de meter.

 

Lá paguei e vim embora, deixando-as certamente a comentar a falta de chá que têm as mães dos rapazes que andam nas obras.

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Leituras

por jonasnuts, em 11.09.09

E, adivinhem lá qual é um dos livros que o puto vai ler na escola, neste seu 6º ano (2º ano do ciclo, para os mais antiguinhos)? Os miseráveis. Sim, esses, os do Victor Hugo.

 

Eu que ando a ver, debalde,  se ele se interessa pela leitura com coisas como Harry Potter, e Dragões e sei lá que mais (já fui a todas), agora vou ter de lhe comprar Os Miseráveis.

 

Querem ver que é com os clássicos que o gajo lá vai? Ou isso ou passa a odiar ainda mais a leitura (provocando assim um maior e mais profundo desgosto nesta mãe, que se há coisa que eu gostava de ver o meu puto a fazer com gosto, era ler).

 

 

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Material Escolar

por jonasnuts, em 11.09.09

Já há uns tempos escrevi aqui sobre material escolar, mais ou menos há um ano, que é quando o tema se me atravessa na vida, mas desta vez faço-o numa perspectiva um pouco diferente.

 

Porque é que nesta altura do ano, em que a procura é maior, a oferta se torna pobrezinha mora longe? Eu explico. Durante todo o santo ano se encontram em qualquer lado dossiers de qualidade. Resistentes, bonitos, fáceis de usar. Chega a esta altura do ano, e os dossiers de qualidade desaparecem misteriosamente, sendo substituídos por uns de cartão, muito farsolas no que à resistência diz respeito.

 

No ano passado fui obrigada a comprar destes farsolas que, mesmo tendo um reforço em metal, chegaram a Novembro a pedir "ponham-me no lixo". Os separadores a mesma coisa. Separadores em cartolina fininha.......não separam porra nenhuma e em dois dias de utilização estão todos rasgados.

 

Tive de substituir dossiers e separadores. Mas este ano regressa o mesmo problema. Já consegui descobrir uns separadores em polipropileno (e o que eu gosto de escrever esta palavra), mas dossiers, népia. Grandes superfícies, Corte Inglês, Fernandes....já corri tudo.

 

É de propósito, não é? Para a malta ter de comprar a mesma coisa duas vezes, certo?

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Hóquei

por jonasnuts, em 10.09.09

Qualquer pessoa com filhos passa pelo drama das actividades extra curriculares. Há quem atafulhe as criancinhas de actividades extra curriculares, há quem opte por não fazer nada, e há quem tente encontrar o meio termo. Eu sou destas últimas.

 

O desporto é importante e, nessa perspectiva, tenho incentivado o meu puto a experimentar vários, para ver de que é que ele gosta. Football, ténis, natação, já fez (e já não faz), falou-me em Karaté por volta dos 6 anos, mas tendo sido uma praticante da modalidade sei que, para ser feito a sério, dá cabo dos joelhos, pelo que na minha opinião, nunca antes dos 10. Para ser feito a brincar, e precisamente por ter praticado, não quero.

 

Este ano, confrontado com a necessidade de escolher um desporto, disparou em várias direcções. O Hóquei foi um dos tiros. Ok, hóquei, tem vantagens e desvantagens, mas vamos lá aprofundar a coisa.

 

Liguei para o Clube Desportivo de Paço de Arcos, e expliquei ao que ia. O meu filho, de 11 anos, gostava de conhecer melhor a modalidade, para ver se seria algo de que gostava e que pudesse aprender.

 

Resposta: 11 anos? Mas já praticou hóquei? Não. Sabe andar de patins? Não.

 

Então não dá. A nossa escola de hóquei é dos 4 aos 8 anos, e começam a competir aos 6. Aos 11 anos já são praticamente profissionais, e já não dá para integrar miúdos que não pesquem nada do assunto.

 

4 anos. Era preciso que o puto entrasse entre os 4 e o 8 anos.

 

Portanto, das duas uma, ou eu tenho um esquema muito bem planeado para a actividade desportiva do meu filho assim que ele nasce, ou estou lixada.

 

Aquela coisa do desporto pelo desporto, e pelo prazer da actividade, não mora ali.

 

Ainda bem que é um clube cujo lema é "amizade primeiro, competição depois", porque senão iam buscá-los à saída da maternidade.

 

 

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Das eleições

por jonasnuts, em 08.09.09

Sou filha da geração de 60. Presumo que por isso, tive uma infância muitíssimo politizada. Fruta da época. Lá em casa, falava-se muito de política. Antes do 25 de Abril baixinho, depois do dito cujo, aos gritos, de ordem.

 

Sempre fui muito sensibilizada para a importância do voto. E fui muito idealista, até muito tarde. Até ter trabalhado no Ministério da Cultura. Foi remédio santo. Por perceber como funcionam as coisas, desiludi-me com a coisa, e, não falhando uma votação, votei pouco convicta e ultimamente até tenho votado em branco.

 

Alheio-me da discussão política. Sim, para mim são todos iguais, mais à esquerda, mais à direita e mais ao centro. Salvo raras excepções (isto é para não ser processada), acho que qualquer político que chegue a um cargo de poder, fê-lo à custa da elasticidade da sua espinha dorsal. Ora eu acho que a espinha dorsal se quer vertical, hirta e firme. Aquela coisa do sentido cívico e do dever são tretas, ou passam a ser passados uns tempos.

 

Por motivos profissionais tenho acompanhado com mais atenção o debate político, principalmente nos Blogs, claro. E há estilos para todos os gostos. Mas o debate faz-se, de facto. Com a troca (esgrima) de ideias, e de conceitos e de posições. Às vezes há quem se estique e, verdade seja dita, não se pode fazer um post sobre política sem se ser de imediato acusado disto ou daquilo, de que se tem uma agenda eleitoral.

 

O debate é, na maioria dos casos elevado. E mesmo quando descamba continua a ser elevado. Elevado demais.

 

Não percebem que o povinho se está borrifando para quem é liberal e para quem é conservador?

 

O povinho não anda atrás do debate. O povinho anda atrás da teshirte e do tocolante.

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Caros senhores jornalistas do Público

por jonasnuts, em 04.09.09

Pela enésima vez...... o 31 da Armada não é um movimento, não é um grupo, não é um clube, não é nenhuma das coisas que vocês têm escrito nas vossas páginas.

 

O 31 da Armada é um Blog. Porra, que está difícil.

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Política

por jonasnuts, em 04.09.09

Acompanho com mais gosto a política dos EUA do que a política portuguesa. Aliás, para ser completamente honesta, a política portuguesa vou acompanhando através dos Blogs que fazem parte da minha lista de leituras diárias, muitos dos quais leio por motivos exclusivamente profissionais (mas não todos). Não vejo debates televisivos (aliás, não vejo televisão), nem vou a comícios (Deus me livre) e, nos dias que correm a minha participação pessoal na democracia portuguesa passa por ir SEMPRE votar, o que não implica fazer uma cruz no quadradinho.

 

Estou mais informada e actualizada sobre o panorama americano do que sobre o panorama português. E há 2 razões fundamentais para que isso aconteça. Uma chama-se Jon Stewart (The Daily Show) e outra chama-se Bill Maher (Real Time)

 

Houvesse em Portugal quem soubesse fazer humor político inteligente, daquela forma, e não há, e houvesse em Portugal poder de encaixe por parte do poder político para aguentar críticas ferozes, e eu seria muito mais feliz.

 

Mas não há, nem duns, nem doutros. O Governo Sombra tenta trilhar este caminho, mas não está lá (além de que é rádio, tendo mais potencial por um lado, tem pouco potencial por outro), e já estou a ver os comunicados emitidos pela presidência da república, repudiando e criticando travessuras mais radicais de qualquer humorista mais afoito que cometesse a imprudência de gozar com os símbolos da nação.

 

Imaginem isto feito em Portugal (mas assim, bem feito e com bom gosto):

 

 

 

Portugal é um país de caretas, genericamente falando. Os políticos, os humoristas e o povo. Estamos todos bem uns para os outros.

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Michael Jackson

por jonasnuts, em 03.09.09

Eu prometi a mim própria que não ia produzir (ainda mais) lixo para a Blogosfera e que não escreveria acerca de Michael Jackson. Mas não resisto.

 

Calma. Não vou escrever um elogio fúnebre, que disso já há muito, agora que o senhor morreu, de repente, santificou-se. Pronto...., não é nada disto. É uma dúvida.

 

Vocês sabem que o homem está morto há quase um mês (ou coisa que o valha) e ainda não foi enterrado (ou cremado ou lá que raio vão fazer dele)?

 

Morreu há quase um mês e ainda não despacharam a coisa.

 

Dá para acreditar? Onde é que o puseram? E, sobretudo, de que é que estão à espera?

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The shape of my heart

por jonasnuts, em 02.09.09

Por esta altura já toda a gente viu o vídeo, eu apanhei-o através duma referência que o Bitaites lhe fez no Twitter e que me chegou via Gajo.

 

O homem tem um nome impronunciável, Shawn Farquhar, um péssimo gosto em fatos e gravatas e as legendas do vídeo estão num misto de português do Brasil com sms, mas vale a pena.

 

Grande truque, grande ideia, grande execução (embora em câmara lenta e à enésima visualização se consigam apanhar algumas coisinhas :)

 

 

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