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Work like you don't need the money

por jonasnuts, em 21.03.09

Adoro citações. E aquelas lindinhas e fofinhas, adoro subvertê-las. Por isso é que gosto da t-shirt que vesti para sair daqui a bocado.

 

Work like you don't need the money

Love like you've never been hurt

Dance like no one is watching

And fuck like you're being filmed.

 

É uma quadra, pequenina, escrita em letras pequeninas. Adoro estar numa reunião, com esta t-shirt, e ver as pessoas a fixarem o texto, tentando ler. Gosto de ver o ar embevecido com que vão decifrando as primeiras frases, ao longo da reunião. Mas gosto sobretudo de lhes ver o ar estupefacto, quando descobrem o que diz a quarta frase. :)

 

Melhor que esta só mesmo a t-shirt que diz em letras garrafais "With all this, who needs brains?".

 

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Ter medo das palavras

por jonasnuts, em 21.03.09

Por causa do vídeo que anda nas bocas do mundo, lembrei-me de vários professores de língua portuguesa que tive ao longo dos tempos. Bons e maus.

 

No 7º ano do ciclo a professora recomendou a leitura do Kurika, a história de um leão, na altura gostei imenso, mas já não me lembro da história. A recomendação da leitura chegou com um aviso. Não leiam da página tantas à página tantas. Parece que era a parte em que o leão descobre o sexo. Obviamente toda a gente foi ler essa parte em primeiro lugar.

 

No 9º ano, para os Lusíadas, leiam, mas saltem o 5º canto. Odiei os Lusíadas, e não li a maior parte, mas o 5º canto marchou todo, em primeiro lugar (já não me lembro de nada, mas sei que foi assim).

 

No 10º ano, a mesma coisa, com Os Maias, lembro-me que havia umas secções que era suposto não lermos. Li tudo, e adorei (ao contrário do resto da turma, que achou uma seca). Já nem me lembro o que é que era suposto não lermos.

 

Eu era muito boa aluna e, por isso, tinha maior atitude por parte dos professores, pelo que me lembro de ter perguntado (em todas as circunstâncias) porque é que não podíamos ler aquelas partes (o que fazia de mim a heroína da turma, do ponto de vista dos meus colegas). Se não eram só palavras? E se a disciplina não era Língua Portuguesa, e se na disciplina em causa não era suposto aprendermos palavras, e se havia palavras de primeira e palavras de segunda. De todas as vezes a resposta foi a mesma: mais tarde compreenderás (penso que é desde aí que embirro solenemente com essa justificação adiada, com base numa hipotética maturidade futura).

 

 

Com o professor que me deu Gil Vicente, a história foi diferente. Lia tudo, quando não nos dizia para sermos nós a ler, alto, durante as aulas e explicava-nos as coisas. Não há que ter medo das palavras. Há palavras que não usamos no dia a dia, mas não é por isso que deixam de existir e podem ser úteis, em certos contextos.

 

Era meio esquisito, este professor, e tinha uma panca mal explicada pela Florbela Espanca, mas perdoávamos-lhe a panca (e as secas que nos dava com a dissecação exaustiva dos poemas da Florbela), porque, de todos, era o que nos compreendia melhor, e não tinha medo das palavras.

 

Não percebo porque é que, ainda hoje, alguns professores não perceberam duas coisas:

1 - As palavras devem ser usadas, todas.

2 - Dizer a um aluno para não fazer algo, é meio caminho andado para que este o faça, rapidamente, e antes de fazer qualquer outra coisa.

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Sempre gostei de apoio a cliente. E não digo isto ironicamente. Sempre gostei de ajudar os outros. Partilhar coisas que sei. E sempre stressei muito com o apoio a cliente dos "meus" serviços. Apesar de não ser a minha área, faço apoio a cliente com frequência, quer por mail, quer em Blogs quer por telefone. Acho que nos aproxima dos utilizadores dos nossos serviços. Percebemos melhor a dificuldade das pessoas. Ajuda-nos a melhorar.

 

Pronto, está feito o disclaimer.

 

Agora a parte sumarenta tem a ver com o grau de estupidez humana (há outra?) com que somos confrontados sempre que estamos numa posição de contacto directo com o público. Seja atrás de um balcão, do outro lado do monitor, ou na ponta do fio do telefone. É extraordinário o poder da estupidez humana. A coisa corre bem em muitos casos, mas há aquela percentagem minúscula de contactos que nos fazem perder a fé (a pouca que temos, já agora) na Humanidade.

 

Por outro lado, são também esses contactos com pessoas mais idiotas que nos fazem rir, e é desses que nos lembramos, passados uns tempos.

 

Isto tudo a propósito de um site que conheci apenas ontem, via Twitter do Bitaites.

 

Há muito tempo que não me ria tanto com um site. Mais para mais, descrevendo sobretudo casos americanos, pelo que a coisa escala (América, capaz do melhor e do pior).

 

Recomendo vivamente, e chama-se Not always right.

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Bimby

por jonasnuts, em 19.03.09

Ontem à noite a Bimby deu o berro. Queria fazer arroz e ela deu-me com os pés. Não aquecia. Lá barulho e rodar ainda ia, mas aquecer é mentira.

 

Telefono à vendedora, relato o problema. Note-se que era hora de jantar, e só telefonei (e foi a primeira vez que o fiz) porque desde o início que sempre me foi dito que era para telefonar a qualquer hora, e que se não pudesse atender, não atendia. Atendeu.

 

A primeira reacção foi: Vou aí já buscá-la. Recusei. É hora de jantar, não vai sair de casa para vir buscar a Bimby. Tentámos conciliar uma hora de manhã, para que a Bimby pudesse ser recolhida. Debalde (adoro esta palavra), não havia horários compatíveis. Ofereci-me para levar a Bimby à loja (que por acaso fica perto de casa). Esta manhã lá fui. No momento em que me atendem e depois de descrever o problema perguntam-me se tenho disponibilidade para esperar 20 minutos. Tenho. Se não houvesse possibilidade de arranjo imediato, emprestavam-me uma, de substituição, respondo que não é preciso, que não sou Bimbydependente :)

 

Regresso passados 15 minutos. A minha Bimby está reparada, uma placa qualquer que pifou. É costume? Não, mas houve uma série que veio com alguns problemas, foi o caso da sua. Seja como for, substituímos a placa para uma nova versão. A placa nova tem garantia de 2 anos a partir de agora. As nossas desculpas pelo incómodo.

 

E é assim, meus senhores, é assim que se caçam moscas. A Bimby teve um problema, de facto, mas a maneira como foi resolvido e a forma como fui tratada, levaram-me a desvalorizar o problema e a valorizar o tratamento. Percebem como é que se faz, seus palermas?

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Dúvida

por jonasnuts, em 19.03.09

Podemos devolver à procedência produtos que tenhamos comprado e que venham com defeito. É o que diz a Lei, embora na prática a coisa não seja assim tão fácil. Adiante.

 

A dúvida que me ocorreu hoje de manhã foi a seguinte:

 

Podemos devolver um livro, alegando defeito, quando este contém erros de ortografia?

 

Custou-me ver na capa do livro um subtítulo com a palavra família, sem acento.

 

 

O que acontece, se eu chamar a atenção para o facto, é ficarem a olhar para mim como se eu fosse alucinada ou atrasada mental. Já aconteceu antes. Acontecerá de novo.

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Caro Tó Zé Brito

por jonasnuts, em 18.03.09

Desculpe-me a insistência, mas creio ter alguns elementos adicionais que lhe poderão ser úteis.

 

Aquela lei que o Tó Zé referiu já estar em vigor numa série de países, em que os fornecedores de acesso à Internet cortariam o acesso a quem fizesse downloads "ilegais"?

 

Pois, parece que os ISPs Irlandeses os tiveram no sítio, e deram à Irish Recorded Music Association a única resposta possível. E em carta aberta e tudo, que é para toda a gente saber. Basicamente responderam que, thank you, but no thank you. E desancaram os requerentes, passando-lhes um atestado de imbecilidade, imbecilidade essa de que só os senhores não se apercebem.

 

Espero, ardentemente que, um dia que em Portugal os senhores da indústria discográfica decidam ter o mesmo tipo de atitude, os senhores dos ISPs portugueses também os tenham no sítio.

 

Enquanto isso não acontecer, e só por hoje, I'm Irish!

 

Via Enrique Dans.

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Assembleia da República, no Governo Sombra

por jonasnuts, em 18.03.09

Cheira-me que há aqui quem queira seguir carreira na vida política. Estão bem lançados e têm o que é preciso.

 

 

 

São os meninos do Governo Sombra.

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A loira, a biblioteca e o hamburguer

por jonasnuts, em 18.03.09

Adoro piadas de loiras. A sério. E já as conheço todas, portanto não precisam de deixar exemplares nos comentários do post. Tenho uma t-shirt que diz "I'm naturally blonde, please speak slowly". Gosto de piadas inteligentes. É o caso deste spot da Mercedes (que nem sequer é novo).

 

 

 

 

Via Patrícia Reis.

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Politicamente incorrecto

por jonasnuts, em 17.03.09

Vi na Blogosfera que não sei onde se separou uma turma. Nem sei que idade têm os alunos da turma em causa, nem me interessa. Nem é sobre isso que pretendo falar.

 

Adoro ver parte da Blogosfera a condenar a coisa e a escrever sobre integração, e sobre discriminação e mais coisas que La Palisse escreveria se tivesse um blog. E escreve esta blogosfera estas verdades mais ou menos consensuais em teoria. Escreve a partir do escritório da sua moradia, no seu condomínio fechado, a esposa almoça nas esplanadas de Lisboa e faz compras no Corte Inglês, os (muitos) infantes da prole dormem um sono descansado, cada um em seu quarto, claro, e de manhã a carrinha da escola vem buscá-los, para irem para os seus colégios privados, onde não há contentores claro, que a selecção não é feita dessa forma. Nesses colégios e nesses condomínios e esplanadas e supermercados a selecção faz-se de forma mais subtil. A selecção natural faz-se através do poder de compra.

 

Não há contentores, há livros de cheque.

 

Tenham paciência meus senhores, mas enquanto não privarem de perto com as comunidades que tanto gostam de proteger nos vossos posts, não têm moral para virem escrever posts de pescada.

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Ted Talks

por jonasnuts, em 17.03.09

Não são novidades, as TED Talks, pelo menos para a maioria. Há por lá coisas interessantes e para todos os gostos. Também há por lá muita imbecilidade. Este vídeo não é novo, tem quase 3 anos, mas continua actual, e continua a dar-me que pensar.

 

Foi professor universitário durante muitos anos, e interessou-se pela criatividade e nas formas de a expressar. Pergunto-me se era nas aulas como parece ser nas conferências. Vou mais longe. Pergunto-me se haverá alguém em Portugal com a mesma capacidade de comunicação, seja sobre que tema for. Quando encontramos alguém a falar apaixonada e arrebatadamente sobre qualquer tema passamos-lhe com o carimbo de "alucinado" por cima, fica catalogado e está a andar. Por outro lado são muito sérios os pensadores portugueses, e levam-se demasiado a sério. Pode ser que seja só eu, que não ando no circuito das conferências, mas não conheço ninguém assim.

 

Seja como for, a conferência deste senhor, que se chama Ken Robinson, pôs-me a fazer perguntas sobre o tipo de educação que damos ao nossos filhos. Mais precisamente, sobre o tipo de coisas que lhes ensinamos, e as características que valorizamos. E digo isto depois de ter passado os últimos dias a estudar o clero a nobreza e o povo e o D. Dinis e o tratado não sei das quantas na data de mil duzentos e troca o passo. Andamos a ensinar-lhes as coisas erradas.

 

 

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