Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]





subscrever feeds


Arquivo



A minha concorrência

por jonasnuts, em 13.01.09

Há uma entidade que tem mais sucesso que eu, no incentivo de mudanças de blogs do Blogspot para o SAPO. Parece difícil, mas a verdade é que há. E nem sequer tem muito trabalho, é só aparecer de vez em quando.

 

 

Nunca vi este aviso apresentado antes de conteúdos realmente sensíveis. Os americanos são mesmo uns pseudo moralistas do caraças.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Alguém me explica...

por jonasnuts, em 12.01.09

.... porque é que no enche chouriços da gala da fifa, passam Ópera?

 

A audiência in loco é maoritariamente constituída por jogadores de futebol e suas partenaires. Não sabia que os jogadores de futebol são amantes de Ópera.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Silly Season

por jonasnuts, em 12.01.09

Estamos em plena silly season blogosférica. Bem sei, que estamos fora da época típica, mas eu defendo esta teoria.

 

Pelo menos a julgar pela quantidade de posts que falam do frio, e que têm fotos de neve no quintal, e tendo em conta a quantidade de gente que posta entusiasmada acerca do cão do Obama poder vir a ser de raça portuguesa.

 

Vá lá senhores, está frescote, sim senhor, mas já toda a gente sabe disso. O que muita gente não sabe, mas eu informo, é que a melhor raça de cão, em todo o mundo, são os rafeiros. Não são os rafeiros alentejanos, são os rafeiros que agora são apelidados de "raça indeterminada", ao abrigo da lei do politicamente correcto.

 

São a melhor raça, os rafeiros. Não correm tantos riscos de terem problemas de saúde por causa de consanguinidades na ascendência, são mais resistentes, são mais espertos, são mais fiáveis. É só vantagens.

 

Não voltarei a ter cães, mas se tal imbecilidade me passasse pela cabeça, optaria por um rafeiro apanhado na rua ou contactaria um abrigo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ada Lovelace Day

por jonasnuts, em 07.01.09

Se querem saber quem foi a Ada Lovelace podem ir à respectiva página da Wikipédia, aqui.

 

Mas este post tem pouco a ver com a Ada, tem mais a ver com um movimento de que me apercebi já não sei onde. Twitter, Facebook, leitor de feeds de RSS, link que segui algures, mail que me chegou, sms. No idea. Também não interessa.

 

Parece que alguém sentiu a necessidade de exaltar as qualidades das mulheres em geral, no âmbito das tecnologias. Aparentemente as mulheres que se movimentam nesta área são pouco reconhecidas, pouco referidas, são desvalorizadas, a suas inovações e as suas caras pouco conhecidas. E continua por aí fora, com uma ode às heroínas por cantar. Então pede-se aos Blogs que falem dessas incompreendidas e desvalorizadas profissionais da área da tecnologia.

 

 

Ora isto irrita-me um bocadinho. O mesmo tipo de irritação que me provocam as quotas mínimas obrigatórias.

 

Se há imbecis que discriminam com base no género, é uma resposta igualmente (ou mais) imbecil responder com discriminação positiva.

 

Eu não quero ser contratada porque a empresa x tem de cumprir uma quota mínima de profissionais que têm vaginas em vez de pénis. Eu quero ser contratada (ou valorizada ou elogiada ou repreendida ou despedida) com base nas minhas competências (ou falta delas), e não com base em algo que não escolhi, e que não me define em regime de exclusividade.

 

 

 

Irrita-me o proteccionismo, cheira-me sempre a paternalismo bacoco, mesmo que inadvertido.

 

Eu trabalho há muitos anos numa área ligada à tecnologia. Há mais de 10 anos. Não cheguei a esta área nem por cunhas nem por quotas. Gosto de pensar que me mantenho por aqui, não só porque gosto, mas também porque as minhas competências são apreciadas. Gosto de ver o meu trabalho reconhecido (quando é caso disso), mas há um grupo muito reduzido de pessoas cujo reconhecimento valorizo (não chegam para preencher os dedos de uma mão).

 

Há duas pessoas no mundo que me podem avaliar e/ou reconhecer com base no sexo. O meu namorado e o meu filho (este último com exclusiva incidência ao período em que eu o amamentava).

 

Se há mulheres que se sentem discriminadas na área das tecnologias, que arranjem um par de tomates e façam frente a quem as discrimina, cara-a-cara, dia-a-dia. Não me venham cá pedir postezinhos piedosos de exaltação de qualidades que, em pessoas doutro sexo, seriam triviais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quando a memória nos trai, como educadores

por jonasnuts, em 06.01.09

Tenho uma memória desgraçada. Lembro-me de coisas passadas há MUITOS anos. Lembro-me do meu bisavô Ernesto. Contava-me a história dos 3 porquinhos vezes sem conta, e era um homem muito alto. Não é através das fotos, nem das memórias da minha mãe que me lembro dele, porque, de acordo com a realidade, o meu bisavô Ernesto não era um homem alto, pelo contrário. Mas lá de baixo da altura dos meus 2 anos, parecia-me enorme. Não é uma memória fotográfica, é uma memória real. Todos os outros adultos adultos diminuíram de altura, à medida que eu fui crescendo, o meu bisavô Ernesto conservou-se gigante, na minha memória. O meu bisavô Ernesto morreu poucas semanas depois de eu ter feito 2 anos.

 

Isto tudo para explicar que tenho uma memória, mais do que desgraçada, filha da puta. Com tudo o que isso tem de bom, e com tudo o que isso tem de mau (que me seja conservada, é o que peço).

 

O meu puto tem 10 anos (curioso, lembro-me exactamente do que é que me atravessou o espírito no momento em que estava a soprar as velas do meu 10º aniversário, palavra por palavra). Anda no 5º ano (antigo primeiro ano do ciclo, o ano em que começava a ser a sério). Chegou ontem a avaliação do 1º período.

 

Ora, com uma memória como a minha, com que moral é que lhe repreendo a falta de atenção, a distracção, o ódio figadal à matemática, o desinteresse generalizado por tudo o que tenha a ver com a escola? Percebo agora os meus pais, tanto potencial, tão mal investido. Não é mau aluno (eu também não era má aluna), mas anda ali nos mínimos.

 

Não quero um filho só de 5, não é dele ser de 5, mas também não estava muito a fim de ter um puto a rondar os 3. Muitos 4, um ou outro 3, um ou outro 5, isso é que era. Mas acima de tudo, que gostasse daquela porra. Que se divertisse ou, pelo menos, que não fosse um frete tão grande.

 

Mas com que raio de moral lhe digo eu que a matemática é o máximo, que a escola é 5 estrelas, e que esta é uma das partes divertidas e fáceis, se eu me lembro demasiado bem de me sentir exactamente da mesma forma?

 

Sacana da memória. Esteve sempre a gritar-me "mentirosa, aldrabona", enquanto eu pregava ao meu filho acerca das vantagens, do divertimento e dos méritos da escola, dos professores da aprendizagem e da importância de ter boas notas.


(este corrector ortográfico é muito careta, puta e porra são considerados erros ortográficos).

Autoria e outros dados (tags, etc)

Depois de tantos anos, finalmente....

por jonasnuts, em 02.01.09


Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Começar a preparar Agosto

por jonasnuts, em 02.01.09

 

Foto daqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dúvidas que me assaltam

por jonasnuts, em 01.01.09

Na realidade é apenas uma, mas é muito premente.

 

Com a merda do novo acordo ortográfico, teremos de passar a escrever camera, ou são os do lado de lá do Atlântico que corrigem a coisa para câmara?

 

É que se há coisa que me colida com o sistema nervoso, é pegar num manual duma máquina fotográfica e ter aquela porcaria pejada de cameras.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nicho de mercado para televisão

por jonasnuts, em 01.01.09

Sugestão para as estações de televisão, para daqui a sensivelmente um ano.

 

Para aquele grupo de pessoas que não está nem aí para festejos, fins de anos, panelas a bater e demais parafernália, e que quer despachar a coisa logo depois do jantar, um fim de ano aí por volta das 10 da noite.

 

Assim, depois disso, a malta punha os putos na cama e seguia a sua vidinha.

 

Ontem eu puxava pela cabeça a tentar descobrir qual era a estação de televisão que dava sempre as coisas em primeiro lugar, até me terem explicado que isso só se aplicava aos resultados das eleições, e não ao fim de ano.

 

É pena. Nisto é que eles se haviam de adiantar.

 

Fica a sugestão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Philip Graham Spends a Year in Lisbon

por jonasnuts, em 01.01.09

Chegou-me à cabeça um post daqueles simpáticos, de dar coices numa franja (não tão curta como isso) da população com acesso à Internet e ao mail, mas, com a minha mania dos simbolismos, não queria que o primeiro post de 2009 fosse de mau-feitio. Não é que eu não goste dessa minha faceta, mas prefiro iniciar o ano de uma forma mais harmoniosa.

 

Lembrei-me então dum outro que ando para escrever há imenso tempo (imenso tempo, para mim, é 1 semana, uma eternidade).

 

Através do Horizonte Artificial cheguei a uma série (demasiado curta) de posts de um escritor, professor na Universidade do Illinois, que veio viver para Lisboa durante um ano com a mulher e a filha mais nova.

 

Adorei ler todos os "dispacthes" que escreveu. É muito engraçado vermo-nos retratados pelos olhos de alguém de fora. Coisas a que não ligamos nenhuma de repente adquirem estatuto de identidade nacional.

 

Adorei "conhecer" a Alma e a Hannah, apeteceu-me torcer o gasganete daquela bully que proporcionou um mau bocado à família, adorei as peripécias com o Zink, descobri pelo autor que Lisboa tem mais animação do que o que eu julgava, e mais tascas, detestei o vendedor de bilhetes de comboios (ai, se fosse comigo), adorei a contagem de pedras da calçada, e perdoei-lhe a simpatia pelos Whatchamacalits! (Go Benfica!). Adoro a comoção e o espanto com que nota a presença de escritores, actores e artistas a darem nomes às nossas ruas (suspeito que não saiba que isso apenas acontece depois destes morrerem, numa espécie de homenagem que nunca chega a tempo).

 

Mas a minha crónica preferida foi sobre a nossa língua. Tenho pena que não fique por mais tempo, para conseguir percebê-la melhor, para começar a detectar as nuances de sotaque entre as várias regiões. Adoraria ler uma crónica sobre os sotaques.

 

Saímos bem vistos desta análise. Não só porque somos boa gente, mas porque o autor também é boa gente e apesar de dizer que acha que o perdão é algo difícil, suspeito que mesmo assim já terá percorrido mais caminho que eu, nessa estrada.

 

Tenho pena que não fiquem mais tempo.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Pág. 4/4





subscrever feeds


Arquivo