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Nos bastidores de um Blog

por jonasnuts, em 22.03.08
Ter a minha profissão é, muitas vezes, muito porreiro. Dá-me a oportunidade de estar em sítios onde outras pessoas não conseguem estar. Bom, suponho que isso se passe com todas as profissões, mas pronto, é bom fazer o que eu faço.

Um dos últimos sítios onde "estive" foi nos bastidores de um Blog. Desde o princípio, e por causa de motivos mais burocráticos que outros, fui adicionada à lista de destinatários dos autores, e por lá fui ficando, esquecida, provavelmente :)

Eu não sei como é que funcionam os Blogs multi-autores. Participo num, o Blog Oficial dos Blogs, mas os autores estão todos no mesmo sítio, sentamo-nos no mesmo espaço, o que não deve ser comum. Não sei se costumam funcionar por mail, por telefone, por messenger, por lista, não faço a mínima ideia. Sei que estes autores se "organizam" por mail.

E, meus senhores, a julgar pela conversa de bastidores (só os bastidores já davam um blog), é desta que vou, finalmente e depois de muitos anos, entregar-me de alma (que de corpo já me entreguei há muito tempo, que remédio) à Sinusite Crónica.


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Pausas

por jonasnuts, em 20.03.08
No dia-a-dia da lufa lufa e do combate diário para chegar a horas a todo o lado, e fazer o puto chegar a horas, e trabalhar, o ritmo alucinante, e o telemóvel que toca, e as solicitações que são sempre e cada vez mais, maiores e mais intrusivas, chega-se a casa estoirada. Pelo menos eu chego.

E em casa recomeça tudo de novo, noutra perspectiva, os banhos que têm de ser tomados, o jantar que tem de ser feito, os trabalhos de casa, lavar os dentes, preparar a roupa e a mala para amanhã, a hora de deitar, mais computador, e dormir, porque está quase tudo a recomeçar outra vez daqui a meia dúzia de horas.

Quando, de repente, inusitadamente nos surge uma pausa, um dia em que não há nada marcado (desmarquei uma reunião que tinha inadvertidamente marcado para o feriado), sem viagens para fazer, sem putos para acudir, sem responsabilidades, com tempo para gastar, para não fazer nada, se me apetecer, ou para fazer pouco, com calma.

O fim do dia de hoje foi assim, e amanhã também vai ser. Já sei que pendurar os quadros e as molduras que aguardam encaixotados há uns anos (sim, anos) vai ser de novo adiado, porque vamos acordar tarde e a más horas, e vamos ficar a aboborar, e vamos olhar um para o outro, estúpidos, com tanto tempo nas mãos que nem sabemos muito bem o que lhe fazer. E vai saber bem.

Há muito tempo que não me lembrava de ter tempo para gastar, comigo, com ele, connosco.

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M'espanto às vezes, outras m'avergonho

por jonasnuts, em 20.03.08
Bem sei que este título foi celebrizado por uma personalidade blogosférica (e não só), mas neste caso representa muito bem o meu estado de espírito face ao vídeo incontornável destes dias.

O link do vídeo, para qualquer incauto que por aí ande mais distraído, está aqui, é ir lá ver. Refiro-me obviamente ao vídeo da sala de aula, em que uma professora e uma aluna se digladiam para gáudio de quem assiste, impávido e sereno (e registando a coisa para a posteridade, abençoado Youtube, só tenho pena que a escolha de plataforma não tenha sido outra).

Não sou professora, nem nunca fui (a não ser pontualmente), e ainda bem, não só porque não tenho vocação e preservo muito a minha (já pouca) sanidade mental, como não duraria nem dois dias. Não é para mim.

Tenho no entanto contactado com muitos professores ao longo da minha vida, primeiro como aluna, agora mais recentemente como mãe de um estudante, e pela vida tenho encontrado professores.

Só se espanta com aquelas imagens quem está distante do panorama nacional. Há uns anos (mais de 10), vi e foram-me descritas cenas semelhantes e piores, que aconteciam vulgarmente numa escola primária (repito, primária) da grande Lisboa. lembro-me de ter visitado essa escola, onde uma amiga dava aulas (e era directora), e recordo-me de ficar espantada com a falta de respeito que era palpável. Estamos a falar de uma escola primária, reforço, onde os miúdos tinham 6, 7, 8, 9, 10, 11 anos, por aí (sim, havia mais velhinhos, porque se tinham atrasado).

Cá para mim andou toda a gente a ver muito high school musical, e muito O.C. e agora está tudo escandalizado, porque nas nossas escolas são possíveis cenas como aquelas que atingiram hoje as luzes da ribalta. Wake up, aquilo era para meninos. Há casos de professores a acabar nas urgências dos hospitais, professores com carros vandalizados, psicologicamente ameaçados por alunos e respectivos pais, é uma selva.

Portanto, não se espantem tanto, não se escandalizem com tanta facilidade, há tanto mais com que se podem, verdadeiramente escandalizar, as instalações das escolas, os pais das criancinhas, as criancinhas, os professores, as políticas..... é capaz de ser mais fácil enumerar as coisas que não escandalizam.

Neste caso em específico, eu tinha pregado dois tabefes na aluna e a minha carreira de docente tinha acabado naquela hora.

Gostava de saber o que é que vai acontecer. Aquela professora não tem a menor possibilidade de se fazer respeitar naquela escola (ainda teria essa possibilidade antes do vídeo?), aquela aluna será uma heroína nacional junto da classe estudantil e será, certamente, venerada pelos seus pares.

Portanto, senhoras e senhores, tirem da cara esse ar de virgens ofendidas, isto é uma ligeira, ligeiríssima demonstração do dia-a-dia nas escolas. Querem escandalizar-se a sério? Procurem bem. Às vezes nem é preciso sair de casa.

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Nas ondas da rádio

por jonasnuts, em 20.03.08
Sempre gostei muito de rádio. Sempre gostei, desde miúda. Provavelmente porque lá em casa se ouvia muita rádio. Rádio Comercial, todas as manhãs com o Zé Ramos, e à noite com o Rui Morrison, e aos Sábados com o Pão com Manteiga, e o Luís Filipe Barros, e o António Sérgio. É também (mas não só) por isso que provavelmente me mantenho ouvinte, embora divirja por outras paragens.

Mais tarde fiz rádio. Nada de extraordinário. Era um programa semanal, de duas horas, aos Domingos. Todo meu, rédea solta. Era uma rádio regional (das regionais a que tinha mais audiência), mas até os discos eram meus.

Hoje em dia, quando entro numa rádio consigo sempre cheirar o éter. Nos hospitais enjoa-me, nas rádios enebria-me. Há algo na rádio que me atrai. Não gosto de aparecer, mas gosto de rádio. É estranho.

Noutro dia fui convidada no programa da Maria de Vasconcelos, no Rádio Clube, e revivi um bocadinho o espírito. Foi bom, acima de tudo pela companhia, confesso :)

Isto tudo para dizer que no Domingo, às 11h0, na Antena 1, vou estar à conversa com o Pedro Rolo Duarte.

Depois ponho aqui o ficheiro.

Talvez um dia eu volte à rádio :)

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"aparte: sabes que já por várias vezes me perguntaram quanto é que o Sapo me pagou para mudar para a “nossa casa”? eu penso que deve ser por estares a apanhar todos os “who counts” que os “who-cunts” pensam isso e creio que nem te seja desconhecido este “mito”, mas mesmo assim achei por bem comentar"

O autor que se acuse se quiser, que eu sou pouco de ser indiscreta, além de que não concordo quando ele diz que estou a "apanhar" todos os who counts. Ainda há muitos who counts para apanhar.

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Ken Lee

por jonasnuts, em 19.03.08
E quem é que não teve (ou tem) como guilty pleasure, esse fabuloso sucesso de Mariah Carey, o Ken Lee.

Link do vídeo


Estes Ídolos valem sempre mais pelos bloopers que pelos outros.

Via 3 de 30

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Cara Blogosfera intelectual

por jonasnuts, em 19.03.08
(Eu sou assim, separo as Blogosferas, e este post é uma carta aberta à Blogosfera mais intelectual).

Cara Blogosfera intelectual,

Uma das Blogosferas que eu sigo, é a Blogosfera Geek. Sabem, aqueles blogs que falam de bits e de bytes, e de gadgets, e de coisas complicadas como sistemas operativos, aplicações de demais complicações.

Aqui há uns tempos atrás, alguém descobriu um código de desencriptação de DVDs (ou, para simplificar, alguém descobriu o código que permite copiar DVDs mais facilmente), e publicou-o online, num site chamado Digg (isto não foi bem assim, mas é para vocês não desistirem).
De imediato entraram em cena os senhores do lápis azul, que tentaram "apagar" qualquer referência a esse código. A Geekosfera, que tal como vós, é muito ciosa da liberdade de expressão, não foi de modas. Em todos os Blogs e mais alguns foi publicado o tal código, que por sinal é este: 09F911029D74E35BD84156C5635688C0
Obviamente, prevaleceu a Liberdade de Expressão, ninguém conseguiu apagar porra nenhuma e pronto.

E eis que chego à parte sumarenta desta minha missiva, a parte em que vos lanço um repto, um desafio, uma proposta (desonesta), no fundo no fundo, uma pergunta:

O que é que acontecia se todos os Blogs começassem a chamar palhaço a uma certa figura da política nacional? Eram todos processados?

Não sei, tenho dúvidas.

Alguém me esclarece?

Sinceramente a aguardar que alguém pegue na dica,

Uma vossa leitora identificada.

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Cheiro a pólvora

por jonasnuts, em 19.03.08


É muito raro falar aqui de Blogs de que gosto. A minha Blogroll é descomprometida, linko os Blogs de malta que trabalha no SAPO. Falo na generalidade, mas não na especificidade. Hoje, abro uma excepção.
Abro esta excepção por duas razões. Para já porque, como leitora, este é um blog que me vai interessar muito, e depois porque tive o prazer de conhecer pessoalmente o autor do Blog, Luís Castro que, tendo o currículo que tem, é de uma simplicidade, delicadeza e cortesia que já caíram (infelizmente) em desuso.

Eu vou passar a ser leitora assídua do Cheiro a Pólvora.

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Monsanto

por jonasnuts, em 17.03.08
(Mas o Monsanto de Lisboa).

É impressão minha, ou há uma certa fauna que está, lentamente, a regressar ao Monsanto?

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Como reconhecer um português, na Disney

por jonasnuts, em 15.03.08
Tem uma sweatshirt da GAP, e diz palavrões rindo-se desalmadamente por achar que ninguém o compreende (o que é estúpido, não só porque há portugueses em todo o lado, como também é sobejamente sabido que em França, e muito concentrados na área de Paris, há cerca de um milhão).

Hoje durante a tarde fui obrigada a ir ter com um destes indivíduos (que estava com a mulher e com filhos pequenos). Perguntei-lhe se não queria dizer "foda-se" pela quarta vez e um bocadinho mais alto, porque o meu filho de 9 anos ainda não tinha apanhado bem a coisa.

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