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Super programadores

por jonasnuts, em 06.01.08
Em conversa com um professor universitário, não interessa nem onde nem quando, ouvi uma das coisas que mais me chocaram, profissionalmente falando, nos últimos tempos. E olhem que eu oiço muito bullshit.

O senhor dizia que ao SAPO faltavam super programadores. Aquelas pessoas que, de acordo com a descrição do senhor, têm alguns problemas de relacionamento social, mas descobrem soluções e resolvem problemas. Pessoas para quem (e passo a citar) users are loosers.

Não me lembro exactamente o que é que disse para disfarçar a minha cara de repugnância, mas saí dali o mais rápido que pude.

Muitas vezes perguntam-me porque é que as empresas e o mundo académico não estão mais ligados, porque, de facto, faria sentido. Mas enquanto tivermos professores universitários a destilar este tipo de ensinamento, tentarei manter-me o mais longe possível dos seus alunos.

Um programador, e, já agora, qualquer pessoa que trabalhe num projecto, tem de pensar nos utilizadores do serviço em que está a trabalhar com respeito. Se vem da faculdade a julgar que é superior aos utilizadores, pela parte que me toca vai direitinho tirar fotocópias, que não tenho outro uso para ele.

Nós somos 6, na equipa dos Blogs. Tudo pessoas normais. Bom, estou lá eu, mas para o efeito, considerem-me normal. Ninguém tem problemas sociais, toda a gente fala normalmente, ninguém tem grandes pancadas (novamente neste caso, para o efeito, considerem-me incluída). O facto de sermos normais, permite-nos compreender o utilizador. Como é que um gajo que não percebe os utilizadores lhes vai resolver os problemas?

Eu tinha uma sugestão a fazer ao tal professor, no final do curso, dê aos seus alunos uns formulários de candidatura a um qualquer centro de atendimento telefónico (call centre). É um estágio de desintoxicação que lhes será muito útil.

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Mau perder

por jonasnuts, em 06.01.08
Sou, provavelmente, a pessoa mais competitiva que conhecem. Mesmo.
Qualquer coisinha dá numa competição, mesmo que os adversários sejam imaginários, ou candidatos compulsivos. Em tudo. E odeio perder.

Sou assim desde que me lembro.

Há poucos minutos constatei uma coisa interessante.

Dizem que, com a idade, vamos deixando de ter mau perder. É mentira.

Aprendemos é a disfarçar.

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Blog activo

por jonasnuts, em 04.01.08
Não sei o que é um Blog activo, a verdade é essa.
Quer dizer, saber, até sei, porque tenho a minha opinião. Mas isto de opiniões sobre Blogs é coisa que abunda. Não é portanto consensual a definição de um Blog activo.
Habitualmente a fórmula utilizada para as estatísticas é a seguinte, considera-se activo um Blog que tenha pelo menos um post nos últimos 90 dias. Há quem leve a coisa ainda mais aprofundadamente e meça a actividade a 30, a 60 e a 90 dias.

Ora eu não concordo com esta definição, não tenho outro remédio senão utilizá-la, quando apresento os dados estatísticos dos Blogs, mas não concordo (e sou chata, faço sempre um pré-discurso a dizer que não concordo com aquele quadro).

Na Blogosfera (palavra que continuo a detestar mas que uso à falta de outra melhor), na Blogosfera, dizia eu, a coisa não funciona só num sentido. Não há alguém a escrever e alguém a ler. Não há um produtor e um consumidor. Há os comentários. Mesmo os Blogs que não permitem comentários podem ser comentados, noutro Blog, com link para o original. O Maradona não permite comentários no seu Blog e eu conheço poucos Blogs mais comentados. A Controversa Maresia não permite comentários no Blog, mas comenta-se na mesma. Também para isso servem os links. E mesmo quem não comenta, visita, consome os conteúdos (conteúdos, palavra que começo a detestar com a mesma intensidade com que detesto Blogosfera).


Porque é que isto é importante? Porque, pelo menos para quem faz a gestão de uma plataforma de Blogs, a ocupação do espaço tem de ser gerida. Os administradores de sistemas gostam de ter as coisas arrumadinhas. O produto também. Qualquer coisa que não mexa durante um determinado período de tempo é candidato à remoção.

Eu tenho uma visão completamente diferente.
Faço a gestão da plataforma, mas não dos conteúdos. Os conteúdos não são meus e, portanto, não tenho o direito (muito menos o dever) de os apagar.

Para mim, um Blog activo, pode ser um Blog que é actualizado com frequência. Pode ser um Blog cujo dono não o actualiza, mas que usa para comentar noutros Blogs, deixando o endereço. Pode ser um Blog cujo dono já nem se lembre que existe, mas que continua a receber visitas e mesmo a ser comentado.

Na minha opinião, à excepção dos Blogs que violem a Lei, nenhum Blog deve ser terminado por terceiros. A única pessoa que pode eliminar um Blog é o seu autor.

A julgar pela opinião mais frequentemente aceite, há variadíssimos candidatos a Blogs inactivos (e portanto, passíveis de ser removidos), mas deixo apenas um exemplo, que pelo seu esplendor é suficientemente significativo para servir de porta-voz de todos os outros.

O meu pipi

Não é actualizado há mais de 4 anos. Não sei se continua a receber visitas, presumo que sim, pelo menos a minha, que passo lá, esperançada, de vez em quando, e releio alguns posts com prazer (não é desse prazer, é do outro). É um blog inactivo? Não me parece. É um candidato à remoção? Heresia das heresias.

Por isso, quando me perguntam quantos Blogs activos há nos Blogs do SAPO, eu respondo com o número real de Blogs que foram actualizados nos últimos 90, 60 ou 30 dias, mas deixo sempre no ar a pergunta, à espera que mentes mais esclarecidas me possam iluminar:

O que é um Blog activo?

Anyone?

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Lisboa - Dakar. Bazem. Rapidamente.

por jonasnuts, em 04.01.08
Senhores do Lisboa - Dakar, temos penas que a vossa diversão tenha sido suspensa e coiso e tal, mas agora, se não se importam, arrumem lá a porra da chafarica e abandonem o estaminé que eu estou farta de empancar no trânsito todas as manhãs e todas as tardes à conta do vosso aparato.

Muito agradecida.

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O post obrigatório

por jonasnuts, em 02.01.08
Já vi nas várias Blogosferas (sim, há várias) posts sobre este tema. A nova lei do Tabaco ou Anti-Tabaco ou o raio que o parta.

Tempo de disclaimer: sou fumadora. Ando com o livro que o Bitaites recomenda, na mochila, a pesar-me nas costas há 3 ou 4 meses. Hei-de lê-lo, mas não para já (ver post anterior).

Vejo os abstinentes a regozijarem-se, porque agora é que é, a sua vidinha vai melhorar substancialmente, porque já não vão ser fumadores passivos. Agora é só saúde a rodos. Todos os problemas vão ser resolvidos.

Lamento, senhores e senhoras, os meus hábitos de fumadora não vão mudar assim tanto. Eu já não fumava (mesmo que fosse permitido) se achasse que o fumo do meu cigarro ia incomodar ou prejudicar quem estivesse nas imediações.

No trabalho, encontrar-se-á um meio termo que permita respeitar a lei e fumar um cigarro de vez em quando (que nestas fases iniciais há sempre a mania dos radicalismos), nos centro comerciais, não se fuma, muito bem, também já não se fumava nos hospitais e nas escolas, e não me cheira que tenha saudades de passar tempo num centro comercial.

De resto? No big deal. Business as usual.

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Gostava

por jonasnuts, em 02.01.08
Gostava de não gostar tanto daquilo que faço.
Gostava de conseguir desligar do trabalho com a mesma facilidade que desligo de "casa".
Gostava de entrar às 9, sair à 18h00 e ter a presença de espírito para resolver as coisas de casa, no trabalho, com a mesma facilidade com que, em casa, me lembro de fazer mais um telefonema, ou mandar mais um mail, ou responder a mais um comentário.

Gostava de conseguir descansar. Gostava de não e importar se os Blogs estão em cima, em baixo ou ao lado. Gostava de não stressar com piripaicos. Gostava de não ter pesadelos com o serviço indisponível. Gostava que os problemas dos utilizadores fossem, apenas e só, problemas dos utilizadores, e não tomassem proporções de problemas de vida ou de morte que têm de ser resolvidos imediatamente, ontem, de preferência.

Gostava de sair às 18h00. Desligar do trabalho, ir buscar o puto, ir para casa, dar banho ao puto,  ajudá-lo a fazer os deveres enquanto preparava o jantar (que tinha tirado do congelador de manhã, porque me tinha lembrado). Ter tudo pronto às 8, mais coisa menos coisa. Depois do jantar, arrumar calmamente a cozinha, pensar nas refeições do dia seguinte, ver se a roupa do uniforme da escola está pronta para o dia seguinte. Sentar-me, a ler um livro, ou a ouvir música, ou a fazer tricot, ou fazer pão. Ou deixar de adiar as lições de viola. Depois preparar o pequeno-almoço do dia seguinte. Ver um filme ou o Jay Leno ou o Conan, e ir deitar-me. Calmamente.

Em vez disso, encomendei o jantar (que chega daqui a meia hora), o uniforme seja o que Deus quiser amanhã de manhã, pequeno-almoço logo se abre o frigorífico e se vê. A mesa não está posta. A viola lá está encostada, desafinada, certamente. Os livros avolumam-se.

Amanhã de manhã vou chegar ao trabalho e vou-me esquecer de ir inscrever-me no seguro de saúde da PT (trabalho na PT há 7 anos e ainda não arranjei um bocadinho para ir ali ao lado, subscrever a porra do seguro de saúde), vou-me esquecer também de telefonar aos senhores do soalho flutuante, e vou-me esquecer de ir buscar a carta de condução à DGV (presumo que esteja lá à minha espera, tendo em conta que pedi alteração de dados há quase 1 ano e sim, tenho andado sem carta E sem guia).

Mas os feeds estão todos em dia, o mail, mais coisa menos coisa, também, os comentários estão todos respondidos.

Gostava, pelo menos um bocadinho.

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Glamour

por jonasnuts, em 02.01.08
Por uma questão de necessidade, quando estava em Londres, comprei umas luvas. Eu sou esquisita, com luvas. Prefiro mitenes, mas não havia. Na dúvida (e com os dedos roxos de frio) decidi-me por umas luvas de gola alta. Eu explico, as luvas normais acabam nos pulsos. Mas há aquelas luvas, cheias de glamour, que se usam com vestidos compridos (e de preferência com mangas cava), essas luvas, geralmente em cetim, chegam quase aos cotovelos.

Gostei da ideia. Gostei principalmente da ideia do glamour. E comprei umas.

A diferença é que não são de cetim. São de lã. Vermelhas.

Calço-as, e não sinto nenhum glamour. Olho para elas e sinto uma necessidade quase compulsiva de ir lavar a loiça.

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O post que estava aqui, não era para ter entrado aqui.
Era para ter ido para o Blog dos Blogs.

Demasiadad férias, é o que vos digo, demasiadas férias fazem mal.

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