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Greves e sindicatos

por jonasnuts, em 02.12.07
Antes de mais um disclaimer, reconheço a greve como um instrumento de luta dos trabalhadores (antigamente proletariado ou assalariados) face à arrogância e às vezes intransigência dos patrões (antigamente eram os fascistas, ou a burguesia).

Por um lado, a greve deu-me imenso jeito. De manhã, não havia trânsito absolutamente nenhum. Cheguei à escola do puto em três tempos, sem stress.

Por outro lado, em dia de greve da função pública, o número de acessos aos Blogs, aliás, a actividade em geral, online, decai imenso. Para os objectivos de 2007, não deu muito jeito.

Mas o que me chateia, nas greves, é a forma oportunista como são marcadas. As greves valem pelo incómodo que causam, e pela batalha dos números, no dia seguinte. O incómodo não chateia muito os senhores que mandam. Mas a batalha do dia seguinte é importante. Por isso, os senhores dos sindicatos, marcam as greves para os dias em que acham que vão ter mais adesão.

O problema é que este sistema, valendo-lhes mais uns trunfos na guerra do dia seguinte, desvaloriza e desprestigia as pessoas que dizem representar.

Quem faz greve convictamente, e faria independentemente do dia da semana, vê o seu esforço e investimento desvalorizados, uma vez que estão misturados com a corja de oportunistas que apenas fazem greve porque lhes sabe bem (e podem pagar) um dia de férias.

Não sei quantos são uns, e quantos são os outros, mas para mim, a verdadeira batalha dos números deveria ser esta. Distinguir os verdadeiros profissionais dos que estão lá porque é "seguro" e fazem o mínimo possível. Uma vez apurados os números, despediam-se os segundos, e estava o problema resolvido, porque sobrava dinheiro do pagamento dos que andam a arrastar o cu pelas paredes, e já dava para pagar mais justamente aos que importam.

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