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O politicamente correcto

por jonasnuts, em 07.05.08
Chateia-me, e é pouco eficaz.

Mas não ser politicamente correcta, choca as pessoas.

Há pouco tempo numa reunião disseram-me, fulana de tal vai sair do projecto x e vai colaborar no projecto y.
Ao que eu respondi naturalmente, ah, mas fulana de tal é TÃO  burra.

Ficaram todos a olhar para mim com cara chocada, como se eu tivesse acabado de dizer uma barbaridade. Não é que não concordassem, concordam, acham apenas que este é o tipo de coisas que não se devem dizer.

E eu não percebo porquê. Expressei na altura a minha estupefacção pelo ar chocado, perante uma evidência clara demais.

Disseram-me, mas é boa pessoa.

Com certeza que é boa pessoa, e é uma querida, e é simpática a atenciosa e esforçada. Mas é burra. Umas características não invalidam a outra.

Não percebo esta dificuldade em chamar as coisas pelos nomes.

É burra, porra.

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12 comentários

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De pedrocs a 07.05.2008 às 21:00

Não compreendo... toda a gente sabe que essa fulana de tal é realmente burra. Aliás, só mesmo ela é que ainda não foi directamente informada, creio.

O que há de politicamente incorrecto em chamar burro a alguém? Acho que podes.

Preto é que não.
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De jonasnuts a 07.05.2008 às 21:05

Acho que já tentaram informá-la.

Ela é que não percebeu :)
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De pedrocs a 07.05.2008 às 23:08

Agora que penso nisso, acho que eu próprio já fiz essa tentativa. Sem sucesso.
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De Manuel Padilha a 08.05.2008 às 11:18

Não posso deixar de concordar com a tua análise: por cá, ser politicamente correcto é ser ineficaz.

De onde vem o "politicamente correcto"? Quem é que inventou?

Sem saber nada do assunto apostaria nos ingleses, mas a esses não lhe falta eficácia...
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De pedrocs a 08.05.2008 às 11:20

Foram os americanos, como é evidente.
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De Crisálida a 10.05.2008 às 21:45

esse negócio de politicamente correta é coisa pra inglês ver... Só contribui pra hipocrisia do mundo.

tenho a minha política própria, e é ela que diz o que é ou não correto *para mim*. Se sinto-me bem, faço. Se não me sinto, não faço. o que os outros pensam? nem tô aí...
Como eu não sou uma pessoa que choca-se com muitos dos conceitos de ética que existem por aí, passo despercebida nesse sentido. Mas muitas coisas já percebi que muda demais de cultura para cultura. A questão do afeto, por exemplo, é uma delas. Somos, por aqui, um povo muitíssimo afetuoso, e é normal, por exemplo, uma caixa de supermercado te dizer: "Vai pagar em dinheiro ou cartão, meu anjo?". Mas pelo que soube, em outras culturas, alguns adjetivos carinhos como esse, diz-se apenas para um namorado ou coisa do gênero. É um choque cultural... Posso ser politicamente incorreta ao dizer isso para alguém por aí, mas aqui é absolutamente normal.

Enfim, tudo é uma questão de parâmetros...

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De 100sôr a 13.05.2008 às 15:55

E aprenderes a escrever, não?
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De jonasnuts a 13.05.2008 às 16:46

E aprenderes a ser bem educado, não?

A Crisálida é brasileira e escreve no (correcto) português do Brasil.

Se quiseres mandar postas de pescada sobre a forma como as pessoas escrevem fá-lo no teu blog e não no meu.

Muito agradecida.
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De Fernando Vasconcelos a 10.05.2008 às 22:37

Por acaso tenho de discordar. Por várias razões. em primeiro lugar porque nem sempre os nossos julgamentos estão correctos. Quantas vezes nos enganamos? Eu já me enganei muitas vezes e julguei precipitadamente e com isso prejudiquei pessoas. Arrependi-me, mas o mal está feito. Percebem onde quero chegar? A questão não é tanto de não sermos sinceros ao emitir uma opinião ... A questão é antes da emitirmos termos consciência das consequências, o que muitas vezes é algo que escapa ao nosso controlo. Assim no seu lugar Jonasnut eu não teria dado essa opinião. Se pensasse o mesmo diria simplesmente "bom para ela" e pronto ... IMHO ...
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De jonasnuts a 10.05.2008 às 22:48

Engano-me muitas vezes :)

Neste caso, não há qualquer margem, é mais ou menos consensual. O que me irrita é que numa conversa entre mim e qualquer um dos intervenientes a minha afirmação teria sido pacífica, mas o facto de a ter proferido para uma audiência (de 34 ou 4 pessoas) fez com que todos se mostrassem chocados, é isso que não compreendo.
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De AS a 13.05.2008 às 20:05

Então, se não compreende, deve ser burra!
(E isto sou apenas eu a usufruir do direito, que vem reclamar neste blog, a ser politicamente incorrecto).

Este género de comentários poderiam ser até construtivos, se moldados por alguma delicadeza e correcção. Coisa que, infelizmente, cada vez menos se vê neste país. Hoje somos todos muito livres e importantes e egocêntricos e não devemos nada a ninguém. É pena.
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De jonasnuts a 13.05.2008 às 21:29

Construtivos?
Eu não estava a falar com a burra, de que forma é que eu poderia ser construtiva?

Teria sido mais polido se tivesse usado um termo mais suave?
Essa senhora é desprovida de capacidades intelectuais que lhe permitam levar uma eficaz e produtiva vida profissional, e não tem competências para aquisição de novos conceitos, sendo ainda nítida a falta de imaginação e compreensão em relação às tarefas que deverá desempenhar"

Era mais bonito? Se calhar era. E era politicamente correcto? Provavelmente, mas esse estilo delicodoce não é o meu. Perde-se muito tempo.

É burra. Toda a gente percebe o que eu quero dizer.

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