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Jonasnuts

Cabeleireiro

Antes de acharem que vou começar já a falar sobre o debate desta tarde, e sobre a Blogosfera e a oportunidade (ou ameaça, ou desafio) que esta representa para as empresas, um post mais dentro dos critérios editoriais habituais deste Blog (ia-lhe chamar chafarica, mas depois lembrei-me do Macaco).

Quem me conhece sabe que não sou de grandes produções. Não uso maquilhagem (o que de mais parecido tenho com os produtos habituais é um baton para o cieiro que sempre que preciso dele está ressequido e seco, de tanta falta de uso), não vou ao cabeleireiro com frequência, não uso saltos altos, colares, anéis, pulseiras e demais acessórios são coisa com que não perco tempo, excepção feita para os brincos, mas esses não dão trabalho e uso-os ininterruptamente durante anos e, de manhã não demoro mais de 2 minutos a escolher  que vou vestir.

Há no entanto alturas em que é suposto produzir-me um bocadinho mais, e lá encaixo uma ida ao cabeleireiro quer na agenda quer no orçamento.

O meu cabelo é encaracolado. Há quem lhe chame despenteado. Também serve. Quando vou ao cabeleireiro, aliso-o, ou melhor, alguém o alisa por mim. Coisa rápida. É o famoso brushing. Mas, como saberá qualquer pessoa que tenha passado por uma experiência semelhante, as profissionais desta área devem ter andado todas na mesma escola, mais, todas na década de 80.

Isto porque, SEMPRE que saio do cabeleireiro, e depois do já referido brushing, venho de lá como se tivesse uma peruca na cabeça, e digo peruca para ser simpátic, porque aquilo parece um capacete. Uma coisa toda muito alta, muito alevantada, muito pouco natural. Se repararem bem, às portas dos cabeleireiros às vezes damos com pessoas a puxar o cabelo para baixo, debalde (adoro a palavra debalde). É preciso dar tempo ao tempo, é preciso que a humidade faça o seu trabalho, e que a passagem frenética das mãos pela melena surta o efeito e consiga, literalmente, fazer baixar a crista.

Hoje foi um desses dias. Lá saí eu do cabeleireiro, parecia uma Sue-Ellen nos tempos áureos do Dallas. De tal forma que senti uma vontade imperiosa de entrar numa boutique (era assim que se chamavam os pronto-a-vestir) e comprar um blazer, daqueles com ombros enchumassados.

Felizmente, consegui controlar o impulso.

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