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Brincar aos clássicos

por jonasnuts, em 08.04.08
Eu já trabalhei em publicidade, eu sei como funciona a coisa. O cliente dá um briefing que está, teoricamente, alavancado numa estratégia de marketing, e numa determinada mensagem que se quer transmitir ao target. O contacto leva para a agência e passa aos criativos, que depois apresentam uma proposta, e por aí fora.

Também há as modas. Houve uma altura em que estavam na moda os spots slides of life, e tudo quanto era produto tinha campanhas deste género. Também houve a fase efeitos especiais, a fase modelos boazonas e a fase da galhofa, em que se tenta um pós packshot com uma piadola twist.

Ok, faz parte, precisamente porque é difícil fazer boa publicidade é que apenas os melhores vão ganhar prémios a Cannes.

Não percebo é de que agência/cliente/dupla de criativos terá saído a brilhante ideia de lançar uma nova moda, a moda de brincar aos clássicos.

Primeiro foi um supermercado qualquer que pegou no Chico Fininho, adulterou-lhe a letra para algo de inenarrável e toca de torpedear a malta com o "novo" jingle, e agora é um banco qualquer, que decidiu fazer a mesma coisa com o Anzol.

Presumo que tenham feito tudo direitinho e obtido as autorizações dos autores, e, espero ardentemente que tenham pago um fortuna mas, isso não invalida que:
1 - Os autores das obras se tenham abastardado, e tenham aceite este acordo.
2 - Os departamentos de marketing dos anunciantes estão a precisar de ideias novas.
3 - Os publicitários que propuseram tal campanha estão a precisar de se reformarem.

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10 comentários

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De Filipe Marques a 08.04.2008 às 23:58

Antes disso ainda houve o Continente com o "Ontem, hoje e amanhã"...
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De Alcides a 09.04.2008 às 00:05

Então e a Moviflor?

Até o Compal está nessa moda :(
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De jonasnuts a 09.04.2008 às 00:08

Pá...eu não consumo muitos média tradicionais, só apanhei estes dois.

:)
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De Fernando Vasconcelos a 09.04.2008 às 00:20

Ora bem o Briefing está suportado numa estratégia de marketing, alavancado não me parece mas adiante. A razão pela qual parece que há modas é simples e tem a ver com vários factores, não sei qual a ordem ...
1) É mais fácil copiar um modelo que está na "berra" do que inventar outro
2) Muitos decisores de marketing tendem a aprovar (mal) as coisas com base precisamente no "gosto" ou não gosto" e aí o facto da campanha parecer parecida com outra que já existe ...
3) somando 1 e 2 e tendo em conta que a preguiça é a mais humana das caracteristicas estão a ver que para uma agência é mais fácil fazer passar algo que soe ao que já está feito por outros ... até ao início do próximo ciclo quando a ideia já parece demasiado gasta.

A moda normalmente começa porque corresponde a um interesse das pessoas fora do mundo da comunicação. Neste caso começou porque se assiste a um revivalismo dos anos 70/80 ...

Finalmente quanto a Cannes , sabe que o critério "boa" publicidade não é forçosamente a que vence em Cannes. Ou seja o que é feito para vencer em Cannes não é forçosamente (raramente é) o que comunicaria melhor o produto ou a marca ...

Enfim desculpe o comentário longo mas achei que deveria responder às suas questões, ainda que possam ser retóricas :-)
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De joao moreira de sá a 09.04.2008 às 05:30

Posso propor uma alínea 4? Numa agência de publicidade -. não sei qual é mas tem que ser grande para ter a conta do Santander - não há ninguém que saiba pegar em 2 versos / 1 rima (anzol - sol) e pelo menos respeitar-lhe a métrica? É que, para mim, o pior mesmo desse anuncio é que a métrica da nova letra adaptação ) não cabe na musica, está MAL ESCRITA!
E quem é que paga a estes criativos (ou é por isso que lhes chamam... "copy "...?)
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De pedrocs a 09.04.2008 às 08:46

Faço o meu comentário do costume, ou já nem vale a pena?
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De a. almeida a 09.04.2008 às 10:09

Concordo.
Já agora também não convém esquecer o spot com os velhinhos Trabalhadores do Comércio, com a também clássica "Chamem a polícia. Eu não pago!" para o produto Seguro Montepio Auto.

Há coisas fantásticas, não há?
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De pnf a 09.04.2008 às 11:33

E depois há ainda o género que mistura dois desses movimentos que falaste: o dos efeitos especiais com o desenterrar de clássicos. Foi assim que a Compal fez aparecer o Eng. Sousa Veloso num seu anúncio.

Despeço-me com amizade e até um próximo comentário.
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De Patricia a 09.04.2008 às 12:34

Concordo contigo Jonas, mas confesso que, na onda dos clássicos, o anúncio da Compal com o Eng. Sousa Veloso provoca-me um certo quentinho :)
Os outros, sinceramente, fazem-me mudar de canal ou desligar o cérebro por uns segundos.
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De KI a 09.04.2008 às 14:11

Oh Jonas já reparou nas suas tags? o "mau feitio" em letras garrafais eheheheh


Tb acho irritante os spots publicitários, e quase toda a publicidade embora existam verdadeiras obra primas no meio do joio.

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