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Violência nas escolas?

por jonasnuts, em 02.04.08
Em Portugal, levanta-se a celeuma que se sabe por causa de uma aluna e de uma professora terem disputado um telemóvel, e a coisa ter ido parar ao Youtube. Levantaram-se as vozes, espalhou-se o horror nas faces de todos. Incredulidade. Meu Deus, como é possível?

Vá lá. Aqui, foi para meninos.

A bem dizer, não foi bem para meninos, porque para meninos ou melhor, por meninos foi esta cena que se passou (where else) nos Estados Unidos:

WAYCROSS, Ga. - A group of third-graders plotted to attack their teacher, bringing a broken steak knife, handcuffs, duct tape and other items for the job and assigning children tasks including covering the windows and cleaning up afterward, police said Tuesday.

O resto da notícia aqui.

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2 comentários

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De pedrocs a 02.04.2008 às 13:37

Someone's been watching "Dexter". :-)
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De Zé da Burra o Alentejano a 03.04.2008 às 11:56

Se repararmos na Natureza, nas comunidades de animais há sempre os que procuram e se tornam líderes dentro dessas comunidades, mas para atingir o estatuto testam os seus iguais e lutam com eles para se imporem e atingir a posição de líder; outros há que não chegam ao topo, porém estabelece-se uma hierarquia que é respeitada por toda a comunidade até que apareça um novo líder: normalmente um elemento mais jovem e robusto que consiga destronar o líder anterior.
Nos seres humanos passa-se exactamente o mesmo e é observado nos empregos, nos clubes, nos partidos políticos, nas escolas e até em nossas casas. Até de entre os que seriam em princípio iguais há líderes. O poder e a liderança ganha-se suplantando iguais e concorrentes, mas também é preciso exibir essa qualidade aos restantes membros do grupo para que o líder seja por eles reconhecido e respeitado. Então, como chefe poderá beneficiar de privilégios vários que me escuso de enumerar.
A delinquência e violência mais grave que se observa nas escolas trata-se precisamente do processo de luta para atingir, exibir e ganhar o estatuto na escala da liderança sobre colegas, professores e funcionários e se atingida essa posição há que mantê-la, demonstrando-a diariamente porque há sempre um aspirante a líder à espreita.
Assim, quem defende que a escola deve funcionar como uma “democracia” está completamente enganado: 1.º) A escola nunca poderá ser uma democracia porque o aluno candidato a líder vai por à prova o seu professor (ou outro funcionário) para tentar dominá-lo e mostrar aos seus colegas a sua capacidade de liderança e isso não pode acontecer, o professor nunca pode deixar-se ultrapassar pelo aluno. Em muitos casos isso já aconteceu e eis a razão porque a mesma turma respeita um professor e não outro; 2.º) As verdadeiras democracias também não existem, nem entre nem dentro dos próprios partidos, existe sim muita luta por liderança entre partidos e dentro dos próprios, aliás como em qualquer outro lugar em que haja o exercício do poder. Para se ao topo há que ultrapassar muitas barreiras e os adversários ficarão sempre à espreita para depor o líder logo que seja oportuno.

Os nossos filhos começam desde muito novos a testar-nos para verem de que forma conseguem aquilo que desejam quando choram, berram, batem o pé. Chegam até tentar bater-nos: começam com um sacudir de mão, depois uma palmadinha e se não os paramos em breve crescerá a sua ousadia.

Zé da Burra o Alentejano

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