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Pausas

por jonasnuts, em 20.03.08
No dia-a-dia da lufa lufa e do combate diário para chegar a horas a todo o lado, e fazer o puto chegar a horas, e trabalhar, o ritmo alucinante, e o telemóvel que toca, e as solicitações que são sempre e cada vez mais, maiores e mais intrusivas, chega-se a casa estoirada. Pelo menos eu chego.

E em casa recomeça tudo de novo, noutra perspectiva, os banhos que têm de ser tomados, o jantar que tem de ser feito, os trabalhos de casa, lavar os dentes, preparar a roupa e a mala para amanhã, a hora de deitar, mais computador, e dormir, porque está quase tudo a recomeçar outra vez daqui a meia dúzia de horas.

Quando, de repente, inusitadamente nos surge uma pausa, um dia em que não há nada marcado (desmarquei uma reunião que tinha inadvertidamente marcado para o feriado), sem viagens para fazer, sem putos para acudir, sem responsabilidades, com tempo para gastar, para não fazer nada, se me apetecer, ou para fazer pouco, com calma.

O fim do dia de hoje foi assim, e amanhã também vai ser. Já sei que pendurar os quadros e as molduras que aguardam encaixotados há uns anos (sim, anos) vai ser de novo adiado, porque vamos acordar tarde e a más horas, e vamos ficar a aboborar, e vamos olhar um para o outro, estúpidos, com tanto tempo nas mãos que nem sabemos muito bem o que lhe fazer. E vai saber bem.

Há muito tempo que não me lembrava de ter tempo para gastar, comigo, com ele, connosco.

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