Sexta-feira, 14 de Março de 2008
Carta de Família
Há uns anos atrás, quando fui à Disney com o meu filho, menor, sem que o pai da criança nos tivesse acompanhado, ninguém me pediu nada para sair do país.
Não tive portanto, qualquer problema em levar o meu filho menor para fora de Portugal.
No regresso, no aeroporto, não me queriam deixar sair de França, porque não tinha a "carte de famille" (já nem sei como se escreve isto).
Eu, que durante a curta estadia não tinha falado uma única vez em francês (era sempre português ou inglês), irritei-me com a senhora, que dizia que o governo francês exigia a tal carta de família. Tentei explicar-lhe que não era francesa, em português, mas não funcionou. Tive de arregaçar do meu francês, estalou-se-me o verniz, foi praticamente uma cena de mão na anca e de faca na liga e lá consegui passar.
Estou em Portugal, prestes a embarcar, estou a voar na air france e ainda ninguém me pediu a carte de famille.
Anseio pelo regresso. Pode ser que a senhora seja a mesma. :)
De
mamie2 a 14 de Março de 2008 às 15:47
Eu é que costumo ser assim e cá em casa dizem que eu procuro a confusão. 
Bon Voyage (como eu gostava de ir contigo dentro da mala) 
Olá Maria José Nogueira, foi um prazer ter estado consigo no TechDays 2008, criei um artigo sobre o que me lembro esta aqui:
http:// livebetas.net um-dia-no-techdays /
Obrigado, Excelente Blog sim senhora!

Olá.
Só é pena que eu não me chame Maria José.
Aliás.....se quiseres mesmo saber como eu gosto que me chamem (e sobretudo, como não me chamem), podes ver este post:
http://jonasnuts.blogs.sapo.pt/164021.html
Acertaste na mouche.
Peço desculpa!
Eu quando dei pelo Erro ja era tarde!
Não faz mal, a Pascoa vem ai!
:)
Não temas, aqui vai um conjunto de frases-SOS em francês, que podes usar em situações de emergência:
1- Se os quiseres calar pacificamente, dizes: Je ne parle pas français parce que ma religion ne le permet pas (parece que eles são muito tolerantes nestas questões).
2- Se os quiseres calar violentamente, dizes-lhes que a Bruni te complica com os nervos: Carla Bruni bouge avec mes nerfs (numa tradução livre para o francês!).
3- Se os quiseres amedrontar, dizes: Olhem que chamo o Durão Barroso... / Voyez, j'appelle Durão Barroso, qui est portugais (sucesso garantido, é uma gente muito europeísta).
Se precisares de mais alguma, conta comigo, sim? ;)
Jonas,
Não sei há quanto tempo foi essa tua saída sem o pai das crianças, e não sei o que te aconteceu desta vez, mas nos últimos anos o pedido de autorização do pai/mãe que não viaja com as crianças é a norma nos aeroportos portugueses também. E, se pensarmos um pouco, faz sentido. Num país como a França onde, ainda por cima, existem inúmeros casamentos mistos e em q a legislação nacional de cada um dos pais varia muito, é normal que se seja muito rígido para precaver os tristes mas não raros casos em q há confusões com a tutela dos putos. Não me parece q seja assim tão criticável, ninguém pensa é nos problemas q se evitam desta forma se não se passar por eles, right?
Situação muito diferente, e essa sim profundamente idiota, é a q ocorre qdo nos aeroportos portugueses te exigem a mesma declaração qdo vais viajar para os açores ou a madeira, porq neste caso não há nenhuma razão lógica para tal pedido. Nem sequer para a "autorização de saída" atestada notarialmente qdo os putos viajam sozinhos... e esta é a prática corrente.
Saí sem o pai da criança há 5 anos, e tive o cuidado de ligar para o serviço de estrangeiros e fronteiras que me disse que se tinha bilhete de ida e volta e que se eram só 3 dias não havia problema. Mas desta vez levei a autorização, e sim, parece-me obviamente razoável.
A questão aqui é que nós sabemos que não estamos a fazer nada de mal, e não gostamos que duvidem do que dizemos (estando as pessoas apenas a fazer o seu trabalho). Às vezes é, também, a forma como se dizem as coisas,
Oh, a quem o dizes...não imaginas a quantidade de vezes que, ao passar numa fronteira, tenho vontade de mandar os senhores do SEF à merda e me retenho e, em vez disso, os mando fazer o seu trabalho com atenção. Isto porque na "ficha" da minha filha mais velha (filha de casal misto, eu e um francês) está uma chamada de atenção para o processo de regulação paternal. Os senhores olham para aquilo e nem sequer espreitam mais, resolvem barrar a saída à miúda por princípio... só qdo eu (ou ela porq viaja muito sozinha) lhes pedimos INSISTENTEMENTE para ir ver o q diz o processo (e q tb. consta da tal "ficha"), a saber "a menor só pode sair do país acompanhada pela mãe ou autorizada por esta" é q se dignam fazer as coisas como deve ser e, finalmente, deixar a criatura passar a fronteira.
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