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Exterminação de cães

por jonasnuts, em 14.03.08
Li no Blasfémias que o governo pretende exterminar uma série de raças de cães, consideradas perigosas. Não fui atrás da notícia e não li mais nada para além do post do Blasfémias.

aqui falei disso antes. Os cães são, em 99,9% dos casos, reflexo dos seus donos.

Se um cão é treinado pelo seu dono para adquirir (ou acentuar) determinados comportamentos, não deve ser penalizado, o cão está apenas a fazer aquilo que o seu dono lhe está a transmitir. Não é preciso sequer que haja um treino sistematizado, basta que o dono o ensine ou o incite a determinados comportamentos. Eu sei bem do que falo, já tive MUITOS cães.

A minha sugestão, para que se encontre uma solução justa, passa por criar regras de segurança que impeçam os cães de serem perigosos. Uso obrigatório de açaimes, quando estiverem em espaços públicos, terão de estar sempre presos a uma trela, etc.

E, já agora, não exterminem os cães, se se provar que o dono incentivou e promoveu comportamentos agressivos e perigosos, exterminem antes os donos.

Muito agradecida.

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13 comentários

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De Paulo a 14.03.2008 às 11:34

É um problema grave que teima em não ser resolvido...

A lei (Decreto-lei 312/2003) é muito clara. Diz expressamente que o animal perigoso é todo aquele que tenha “mordido, atacado ou ofendido o corpo ou a saúde de uma pessoa” ou que tenha “ferido gravemente ou morto outro animal fora da propriedade do detentor”.

Os proprietários de animais perigosos estão obrigados a manter “medidas de segurança reforçadas” nos alojamentos – que não podem permitir a fuga do animal – e estão obrigados a afixar placa de aviso da presença e perigosidade do animal.

E, para mim o mais importante, no que concerne à segurança, os proprietários de animais devem circular com os animais na via pública com um "açaimo” e seguro por trela curta.

Como se pode constatar, é uma questão de aplicar efectivamente a lei. Não custa muito!

Eu já tive um problema com a dona de uma cadela que teimava em circular com o animal na via pública sem trela, utilizando um jardim relvado perto de minha casa, jardim esse que NÃO é uma zona criada pela Câmara Municipal para animais andarem sem meios de contenção.

Essa cadela atirava-se às pessoas, inclusive crianças (o meu filho incluído), a ladrar, sem que a dona nada fizesse para o impedir e que, para cúmulo da situação, com ar de gozo, ainda fazia ameaças (do tipo: "vai pagar bem caro") a quem, como eu, a chamava à atenção e a advertia para o facto de não poder fazer aquilo correndo o risco de a cadela morder alguém.

É uma pura falta de educação dos donos. Os animais não têm culpa nenhuma...
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De pnf a 14.03.2008 às 11:39

Eu no geral concordo contigo, mas parece-me a mim que essas regras já existem: penso que os cães têm que andar sempre "atrelados", açaimados e isso tudo quando andam na rua. O problema é que os donos não o cumprem. Por exemplo, na semana passada prenderam 7 pit-bulls na "minha" cidade, porque andavam soltos pela ruas e as pessoas sentiram-se ameaçadas. Veio-se a descobrir que cães teriam sido abandonados e foi impossível determinar quem eram os donos. E se houvesse alguma tragédia? Quem seria o responsável? É um problema bem complicado...
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De Patti a 14.03.2008 às 11:48

Esse assunto dos comportamentos agressivos dos cães, tal como disse, tem tudo a ver com os seus donos.

Aliás é um tema mais que debatido e defendido pelos veterinários, que são os que mais podem opinar sobre a questão.

Qt à "exterminação" dos donos, também concordo.
Ainda há espaço para esses selvagens lá no meu post de hoje.
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De Marta^^ a 14.03.2008 às 12:31

Ola!
O meu rafeirinho foi violentamente agredido por um Pitbull que é reflexo claro, da dona.
O meu cão apenas o cheirou, e foi agredido no pescoço, a intenção do Pitbull seria mata-lo.
Por sua vez, a dona, conhecida nas redondezas pelo seu bom feitio, um certo dia um senhor de meia idade, bem parecido olhou para ela e ela deu-lhe dois estalos.

Acho que as atitudes são em tudo semelhantes, claramente, os donos primeiro depois trata-se dos cães.

;)
desculpa a "invasão"
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De carlosfreitas a 14.03.2008 às 14:11

Ainda hoje pela manhã se discutia esse assunto cá em casa. Temos uma cadela yorshire-terrier ", com ela descobrimos a "nossa raça" ao fim de muitos anos e tentativas. É a grande Noya " e está tudo dito. Viver num apartamento e ficar no mínimo oito horas sozinha é obra para um cão. É preciso ter paciência para aturar uns donos assim. E que falar do acesso dos cães a determinados locais, até cão pequeno sofre.
Um cão precisa, como nós de ser educado, se não não temos cão. Tal dono, tal cão, é a expressão correcta. Estamos totalmente desacordo em acabar ou exterminar (palavra cruel) com raças caninas, maior controlo sobre criadores de determinadas raças talvez...que não deviam vender certas raças a determinadas pessoas. Se me faço entender. Mas cada cabeça, cada sentença. Sou contra extermínios , embora e apenas neste caso particular, sem extrapolar muito.
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De Daniela a 14.03.2008 às 14:39

Concordo em absoluto. Apesar disso, há raças de cães mais propensas à agressividade que outros, e com esses acho que se deviam ter cuidados redobrados.

Se não deixam qualquer pessoa ter uma arma por exemplo, porque é que qualquer pessoa pode ter um pit bull ou qualquer outra raça do genero?

Antes de todas as regras de que aqui falas, e bem, deviam era criar-se metodos de avaliação para os prentensos donos. (Ou vá, extermina-los como sugeres ;) )

Ah... e eu falo porque também tenho um cão (que não é perigoso, nem perto disso, é um boxer) mas que apesar de tudo inspira cuidados porque, acho eu, basta ter uma dentada com força suficiente para magoar um pouco para inspirar cuidados por parte dos donos.
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De pedrocs a 14.03.2008 às 15:10

A minha resposta a esta questão é a mesma há muitos anos: se querem andar com pitbulls e merdas do género, então eu quero ter um leopardo.

Depois a gente fala.
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De Joana Gonçalves a 14.03.2008 às 15:35

Falo como dona de uma Rottweiler, que é mais meiga e doce que muito bom retriver, caniche ou afins (aliás a minha já foi mordida por dois labradores e nem se defendeu).Aliás se formos ver as estatísticas a quantidade de ataques destes cães é infinitamente menor que de todos os outros, o problema realmente é que se um cão destes ataca o "estrago" é bem grande. Mas passar a imagem que estes cães atacam todos os dias a qq pessoa é do mais errado possível. Quanto à minha cadela,sei bem que o instinto dela está lá, mas mal veio cá para casa preocupei-me em estudar a raça em ler muito sobre estes cães e inscrevi-me numa escola de obediência, e não foi para ela aprender a lidar comigo, eu é que fui aprendar como lidar com ela. nunca em momento algum lhe incuti qualquer tipo de violência, foi desde bébé habituada(tal como me ensinaram no clube) a lidar com crianças, adultos e outros cães, como tal não estranha nada e não tem comportamentos que eu não possa prever. Apesar de saber o doce de cadela que tenho cumpro a lei e uso trela e açaime na via pública, custa-me fazê-lo, principalmente o açaime que ela não suporta mas compreendo a lei e sei que por um pagam todos. De qualquer das formas sofro todos os dias na pele o estigma que hoje em dia é ter um cão desta raça, chamam-me nomes na rua só por estar a passear com ela, o que não suporto é ver gente ignorante que não compreende nada de cães (a grande maioria deles até anda a passear os seus lulus) a opinar sobre esta raça. Acreditem que às vezes até tenho pena de nunca ter ensinado a minha cadela a atacar, que havia muito boa gente que merecia uma bela mordidela ! (brincadeirinho:D)
O cão é sempre o espelho do dono. E é sempre o cão que na nossa sociedade é considerado culpado de todos os ataques. É realmente mais fácil acabar com estas raças, acabar com o Homem seria bem mais complicado.
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De carlosfreitas a 15.03.2008 às 09:57

Pedindo desculpa à dona do blogue por mais esta intromissão na conversa, apenas porque a Joana colocou bem a questão do estigma que esta situação pode ou já provoca. Nós portugueses, ou uma boa parte de nós, quando açaimados passamos do oito ao oitenta. A questão até pode ser legal, face a acontecimentos recentemente muito mediatizados, embora seja uma ocorrência já corriqueira, até que um dia foi noticiado que um ser humano mordera num cão. Embora pessoalmente não concorde com a esterilização, porque me recorda certas práticas existentes no decorrer de meados do século passado e donde nos chega precisamente um exemplo que penso ser de seguir. Na Alemanha, segundo me disseram, o acesso e posse a determinadas raças passa por um exame ao pretendente a dono. Em Portugal, embora a existência de leis, as leis eram ordinariamente cumpridas ou não, o Ministro perante a passividade dos últimos anos e a gravidade dos últimos acontecimentos relatados na comunicação social, avança para a medida radical. No mínimo relançou a questão e obrigou a pensar sobre o assunto.
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De * * Grilinha * * a 14.03.2008 às 16:24

Há dias no meu post sobre a reunião de condomínio referi que no meu prédio habita uma cadela Pitbull e que o seu dono não tem cuidado em deixá-la solta nas escadas ou nas traseiras do prédio onde brincam crianças e outros cães pequenos.

A dita cadela já atacou vários animais mais pequenos e prega sustos valentes aos moradores do prédio.

Para mim quem deveria ser "exterminado" era o dono da dita bicha.
Vamos convivendo até que um dia aconteça o que menos se deseja.
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De Pedro Santos a 14.03.2008 às 20:06

Realmente... eu como dono de um cão, fico com o coração partido com este tipo de notícias.

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