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Acontecem ainda, infelizmente, um pouco por todo o lado. Ainda há quem discrimine com base nas características físicas de uma pessoa. Incluindo o estado português.

Não queria acreditar quando me disseram isso mesmo, há bocado. Mas fui confirmar, online, e parece ser mesmo verdade. A nota da disciplina de educação física conta para a média de acesso à faculdade, mesmo para cursos que nada tenham a ver com desporto. Portanto, um aluno que tenha média de 20, mas tenha um qualquer problema físico que o impeça de ter boas notas a educação física, fica à partida, impedido de entrar na faculdade, porque a sua incapacidade física o impede de manter a média.

Isto é um absurdo. Que a educação física seja obrigatória durante toda a escolaridade obrigatória, independentemente da área que se escolheu, acho muito bem.

Mas contar para a média?

Quais são os argumentos para que a educação física conte para a média, quando se pretende entrar em Direito, ou em Arquitectura, ou qualquer outro curso que não tenha uma componente física?

Não consigo perceber. Não vejo razão de ser. Discordo completamente.

Onde é que eu assino?

Onde é que eu protesto?

Quem foi o imbecil que teve a ideia? Provavelmente alguém com muito músculo e pouco cérebro.

Disclaimer: Sempre fui aluna de 20 a educação física, e o meu filho vai, aparentemente pelo mesmo caminho.

A petição, que já assinei, está disponível aqui.

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42 comentários

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De troll a 09.02.2008 às 20:24

Quem sai aos seus não é de genebra!
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De QritiQ a 09.02.2008 às 23:37

Eu ainda sou do tempo (por pouco) em que a nota de educação física não contava na média para acesso à faculdade. O que até me deu jeito, uma vez que geralmente tirava melhor nota às outras disciplinas. Mas não acho mal que E.F. conte para a média. A questão é que os alunos devem ser avaliados a Educação Física, não pelas capacidades inatas, mas sim pelo esforço e evolução demonstrados. Tal como há pessoas com mais dificuldades a Matemática ou a Biologia, também existem pessoas com mais dificuldades a Educação Física, mas isso não quer dizer que devam ser tratadas de maneira especial... Aliás, anda para aí muita gente com dificuldades precisamente a Matemática, mas não me parece que simplesmente por isso a Matemática deva deixar de contar para a média!
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De jonasnuts a 09.02.2008 às 23:45

Mas imagina um aluno com um problema que é cada vez mais frequente, a obesidade. A sua incapacidade faz com que não consiga ter um bom aproveitamento a Educação Física. Quer seguir medicina, especialidade cirurgia. Tem média de 20 em todas as disciplinas, e tem uma nota de educação física a puxar-lhe a média para os 14 ou 15 valores.

E por comparação tens o aluno que é bonzinho a tudo, e que consegue média de 19 a tudo.

Este entra, o primeiro não.

Quem é que tem mais potencial?
Quem é que tu queres a operar o apêndice do teu filho? O ginasta?

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De QritiQ a 10.02.2008 às 00:25

Acho que há aqui vários aspectos a ter em conta:
O que se verificava antigamente era que EF, precisamente por não contar para média, era dada de uma maneira muito baldas por muitos dos professores. Eu fiz o 12º ano em 2005/2006, e a nota de Educação Física começou a contar para a média nesse ano para os alunos que estavam no 10º. O que eu verifiquei foi um maior empenho na parte dos professores de EF nas aulas desses alunos.
O desporto em geral é essencial para toda a gente, e uma das formas de combater a obesidade que referiste é precisamente levando as pessoas a dar-lhe maior importância.
E continuo a insistir que essas dificuldades que se podem ter a EF podem ser vistas em cadeiras de carácter mais teórico... Eu tenho um amigo que estáva em Científico-Natural (acho que o nome do agrupamento agora mudou, mas vai dar ao mesmo), não tinha jeito para Matemática, e entrou para a universidade em Psicologia. Mas matemática contou na mesma para a média!

Por isso eu acho que o que tem é mesmo que se mudar a maneira como é feita a avaliação. Aliás, a disciplina chama-se Educação Física, e não Desporto por alguma razão... A meu ver, o objectivo de EF deve mesmo ser educar os alunos para a actividade física, e portanto é a forma de avaliação actual que está errada, e não o facto de contar para a média.
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De Rui Cruz a 10.02.2008 às 11:17

Jonas, quanto a isso, acho que há solução.

Imagina antes da obesidade uma deficiência. Existe uma "nota de secretaria" que é uma nota nem negativa nem positiva que se pode dar em vez disso.

E pode-se pedir, com um relatório da médica de família essa nota e o alune fazer trabalhos teóricos.

Não sei de legislação para isso, mas sei que é mais ou menos assim.

Isto aplica-se também a casos de obesidade extrema.


Rui
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De jonasnuts a 10.02.2008 às 11:22

Mas isso é para os casos extremos.

E os outros?

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De joão silva a 20.03.2012 às 00:53

Bem, um aluno que tem 19 a tudo é um excelente aluno!
Porque não poderia ser esse o cirurgião? tens excelentes notas a tudo. Os alunos com dificuldades motoras tem avaliações adequadas e se esses tais alunos obesos não conseguem ter melhor nota que o 14 ou 15, então tenho uma sugestão: que tal pararem de comer hambúrgueres e porcarias e tornarem-se saudáveis?! Seria um bom começo. Se o argumento entra por aí então também posso constatar que um aluno que é excelente a tudo mas que tem fraca concentração e por isso tira 17 a todas as disciplinas está nas mesmas condições que o aluno obeso e é discriminado da mesma maneira, por isso isso é inválido, se vale para um, vale para todos.
Casos excepcionais são alunos incapacitados de andar ou ver mas esses alunos não tem sequer educação física com os outros alunos, é especial e adaptada.
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De jonasnuts a 20.03.2012 às 08:34

Porque é que alguém com 19 a tudo, mas com 10 a educação física, não pode ser um bom cirurgião? Porque é que um aluno com 19 a tudo mas com 10 a educação física é pior cirurgião do que um que tenha 16 a tudo?
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De JoaoSimoes a 09.02.2008 às 23:48

Se conta foi a partir de este ano, porque entrei em 2007 para o primeiro ano de engenharia civil e a educação física não contou para a minha media. ( não sei se foi de eu estar num curso tecnológico... mas o certo e que não contou)
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De dextro a 10.02.2008 às 00:55

Salvo erro a maioria dos cursos tecnologicos ainda não foram transitados para a nova reforma (nem sei se vão ser) portanto ainda têm as regras que tinham quando eu fiz o meu 12º ano (ou seja há 2 anos atrás).
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De pedrocs a 10.02.2008 às 00:41

HAHAHA

Ainda não parei de rir com o "20 a educação física"!

HAHAHAHAH, mesmo tipo LOL, tás a ver?

Vinte a educação física? Mas isso existe, sequer?! Genial.
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De jonasnuts a 10.02.2008 às 10:12

Existia :)

Mortais à frente, atrás, rodas, rodadas, plintos e mini-trampolins, era comigo :)
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De pedrocs a 10.02.2008 às 15:18

Bolas, a minha Educação Física consistia em correr à volta do campo, seguido de divisão em grupos: futebol ou basket?

Todos os rapazes escolhiam futebol e iam brincar com as bolinhas enquanto eu escolhia o basket e passava duas horas a agarrar-me a miúdas.

Mortais...? Deves ter andado numa escola muito queque.
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De dextro a 10.02.2008 às 00:54

Mas queres saber a melhor? A nota de educação fisica só passou a contar para a média há dois anos atrás... Isso sim daria para rir se não fosse tão injusto.
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De sérgio Rebelo a 10.02.2008 às 03:14

A nota da disciplina de Educação Física não deve ser dada apenas pelo esforço e desempenho nas actividades físicas.

Tinha uma colega na escola que tinha um problema de coluna que lhe impedia de fazer quaisquer actividades, nem por isso ela ficou prejudicada ou deixou de ser avaliada.

Teve de fazer trabalhos sobre temas relacionados com desporto e nutrição e responder a testes.
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De Anónimo a 15.07.2011 às 12:44

pois mas nesse caso a percentagem prática da disciplina estaria anulada ou seja nem para positiva daria segundo os critérios de avaliação aplicados. Por isso, educação fisica nao deveria contar para a média. só beneficia os alunos que não tem outras notas para concorrer e entrar no ensino superior.
Agora por exemplo, não se justifica que uma disciplina prática seja avaliada teoricamente... enfim, é o país que temos
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De Pedro Santos a 10.02.2008 às 11:31

Concordo com o Sérgio... há várias maneiras de ter aproveitamento a EF , nem que seja com testes e trabalhos fora de aula. Eu sinceramente incomodava-me aqueles colegas (mais as raparigas) que iam para EF e ficavam sentadas a aula toda, não se esforçavam nada. Isto porque não gostavam, claro está.

Mas eu também não gostava das cadeiras A e B e mesmo assim tinha de ir às aulas, aplicar-me, estudar, etc. Eu sou informático, para que é que preciso de filosofia, ou francês? Segundo a tua lógica, também deviam saltar da média. :)

Agora, eu não concordo que nada salte, porque todas as cadeiras contribuem para a nossa formação e cultura geral. Mesmo as que não gostamos ou que não têm nada a ver com o que vamos fazer.
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De jonasnuts a 10.02.2008 às 18:38

Não se trata de gostares ou não gostares, trata-se de teres mais jeito ou menos jeito, e estamos a falar de características físicas.

Não me refiro ao pessoal que gosta de arrastar o cu pelas cadeiras, e que não se esforça porque suar é feio, estou a falar de pessoas que, mesmo que se esforcem não conseguem atingir níveis interessante, porque não têm coordenação motora, por exemplo.

E embora concorde contigo acerca do francês, já acho que filosofia faz falta a toda a gente. A filosofia ensina a pensar.
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De Shyznogud a 10.02.2008 às 13:32

porque vem a propósito, transcrevo para aqui um post que escrevi há dias (ah! a primeira frase é irónica, 'tá bem?):

Que o desporto faz mal à saúde é algo em que sempre acreditei. Ver a praticante de vólei cá de casa de joelho rebentado e de muletas só serve para confirmar. Isto interessa muito pouco para o que se segue por isso adiantemos caminho. Como se percebeu tenho a filha lesionada há para aí um mês e a situação vai-se arrastar por bastante mais tempo, motivo pelo qual está impedida de fazer exercício físico, incluindo o realizado nas aulas de Educação Física. Havia que pensar em alternativas porque a disciplina é obrigatória e conta para a média de entrada na faculdade. Não foi difícil, entre ser árbitro nos jogos colectivos que decorrem nas aulas e alguns trabalhos teóricos, a rapariga tem trabalho qb. que permite ultrapassar a situação.
Em conversa com uma prima, que por acaso é médica, ouvi a mesma história em versão negativo e para pior. Para pior porque se a júnior está como está porque escolheu praticar uma modalidade desportiva, o jovem doente da minha prima está impedido de praticar exercícios físicos na aula devido a uma doença reumática grave (atestada por relatórios médicos). A professora do puto resolveu que também ele substituiria o exercício físico por trabalhos teóricos mas avisou-o logo que a nota máxima a atribuir-lhe seria um 11. Ao contrário do que acontece com a minha situação doméstica esta não é passageira. Aquele miúdo, que agora anda no 10º ano, não vai voltar a poder ter aulas de Ed. Física como os outros. Muito bom aluno, com ambições de ingressar num curso que exige notas altas, vê os seus projectos postos em causa por uma absoluta falta de senso da professora. É em alturas como estas que sou tentada a defender menos autonomias e maior dirigismo...
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De Ammartins ( Tó ) a 10.02.2008 às 15:07

Fiuuu, ainda bem que no meu ano não contou para a minha média.

Quer dizer, até acho que teria tido uma média mais alta.

Mas, voltando ao assunto da nota contar para a média de entrada na universidade, não acho correcto que entre para a média. No entanto, é uma disciplina que deve ser frequentada por todos pelo que deveria ter algum peso na avaliação do aluno.

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De * * Grilinha * * a 10.02.2008 às 16:54

Não sou bom exemplo pois nunca gostei da disciplina de EF e fazia os possíveis por ficar no banco ou ir para a aula de bordados.

Tive sempre nota mínima e até mesmo algumas negativas que influenciaram a minha nota final do 5º ano (actual 9º ano) - (eu estudei antes do 25 de Abril de 74).

Hoje em dia acho bem um maior empenhamento nas aulas de EF mas daí a que a nota influencie o futuro do estudante??!!! Isso não!!

Tenho 2 filhos que acabaram por se envolver em desportos distintos mas extracurriculares pois nas aulas de EF nunca foram "barras" e as notas eram medianas. Tiveram sorte em que as mesmas não influenciassem a média do 12º ano.

Resumindo: Concordo com o desporto no CV Escolar mas não aceito que a nota influencie o futuro do estudante.

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