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Jonasnuts

Tás bom pá?

Gosto do tratamento por tu. Acho-o preferível ao tratamento na terceira pessoa, detesto a palavra você. Trato a minha mãe por tu, e o meu filho trata-me por tu. Claro que quando conheço alguém, nos momentos iniciais o tratamento é na terceira pessoa, mas assim que há espaço (caso haja), proponho logo o tratamento por tu, pelo menos se se tratar de uma pessoa agradável, para usar uma expressão que me é muito cara. Para mim o "tu" é uma questão de confiança. Claro que há pessoas que eu faço questão de tratar na terceira pessoa, e há outras que não deixam espaço para que seja doutra forma. Respeito.

Mas, do que não gosto, é de uma empresa que trate os seus clientes ou potenciais clientes, por tu. O tu implica intimidade e confiança. Não existe nenhuma empresa com a qual eu tenha um grau de intimidade e de confiança que permitam o tratamento por tu. A não ser aquela onde trabalho e aí sim, trato a maioria das pessoas por tu, sim, mesmo os administradores.

Vem isto a propósito de um post do Arcebispo de Cantuária (não é esse das declarações controversas sobre a Sharia ou lei Islâmica, é o outro, o nosso). Diz  o nosso Arcebispo que de repente a SuperBock se dá muito bem com ele, tão bem que já o trata por tu.

Não é caso único na comunicação em Portugal. De há uns anos para cá, tornou-se moda, tratar as pessoas por tu, principalmente quando o target de um determinado produto ou serviço pertence a uma faixa etária mais jovem. Ou mesmo para dar um certo ar de juventude a uma marca.

Também não gosto do tratamento demasiado formal. O Exmo. Senhor é tão arcaico e provinciano que só as empresas verdadeiramente atrasadas no tempo é que ainda o usam.

Quando o apoio a cliente do portal onde trabalho era da minha responsabilidade (longe vai o tempo e não tenho saudades), as indicações eram simples. Tratamos os utilizadores pelo nome, na terceira pessoa. Caro António, Cara Maria.

Um dia chega-nos um mail com um pedido de esclarecimento. Vinha assinado por um administrador, e depois de confirmarem tecnicamente a origem, colocaram-me a questão. Como é que respondemos? Exmo. Senhor, Exmo. Senhor Professor, Exmo. Senhor Engenheiro?

Não se tratava de um administrador qualquer, tratava-se de Francisco Murteira Nabo.

A resposta seguiu, igual às outras.

Caro Francisco.

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