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Jonasnuts

Maddie McCann

Acho que nunca falei do tema. E também não é hoje, verdade seja dita. Venho falar do folclore.

Cá em casa, onde moram dois putos, um de 9 e um de 8, não se vêem noticiários enquanto eles estão acordados. Não só porque as televisões estão ocupadas com outras prioridades, mas especialmente porque têm tempo, mais tarde, de conhecer os horrores do mundo que (n)os rodeia.  Não é criar uma redoma, e dar a imagem de um mundo perfeito, mas protegê-los do mais violento, do que ainda não têm capacidade para compreender (alguma vez terão? Eu ainda não tenho).

Ia de manhã com o meu puto no carro, a caminho da escola. A rádio do costume sintonizada. E de repente, no meio de um bloco publicitário sai a seguinte frase:

"Advogado português afirma saber que Maddie foi assassinada e sabe onde está o corpo. Em exclusivo na revista Lux".

Não é a primeira vez (longe disso) que esta revistinha usa spots de rádio sensacionalistas à volta deste tema, para vender mais uns números. Já tinha reparado antes. Já me tinha encaracolado antes.

Não há ninguém que cale aqueles senhores? Não há nenhuma autoridade que regule esta área tão florescente da imprensa portuguesa? Como é que é possível que haja dezenas de revistas destas, que impunemente exploram temas que deviam ser tratados de forma responsável?

Não me refiro ao gossip, saber quem anda com quem, quem é que fez as plásticas, quem é que engordou quem é que emagreceu, isso são temas light, mexeriquem o que quiserem.
Mas, e o resto, e a vida real? Pode ser assim tratada, explorada e monetizada impunemente?

Esta mania de importarmos as piores práticas lá de fora e não importarmos as boas, é uma coisa que me complica com o sistema nervoso.

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